valores de condominio

Economia no condomínio não depende só do síndico

O valor da taxa condominial varia de acordo com fatores que envolvem os moradores: inadimplência, uso de água e luz, contratações e manutenção do imóvel influenciam a tarifa

Entre as várias contas mensais a pagar pela manutenção de uma moradia, a taxa condominial é dos itens que mais pesa no bolso dos moradores de

Moradores do Città di Firenze decidiram profissionalizar a administração para reduzir custos: o novo síndico, Leonardo Oliveira, debate com Radames Bonafini e Joice Ruthes as mudanças na administração do prédio

edifícios. Para não levar sustos, já que o valor muda de acordo com as despesas do condomínio, é bom ficar atento às decisões administrativas e conhecer os fatores que compõem a taxa. Ela supre os gastos coletivos, como salários de funcionários e seus encargos sociais, despesas de manutenção do imóvel, energia, água e esgoto, entre outros.

“Para entender como a tarifa é composta, o morador deve acompanhar o funcionamento do condomínio e seu dia a dia”, comenta Marcelo Borba, gerente comercial de condomínios da Auxiliadora Predial.

Ele lembra que é nas assembleias que se faz a aprovação do orçamento. “O síndico faz a previsão orçamentária e um possível reajuste pode passar por votação. Por isso é essencial participar”, salienta.

Só reclamar da tarifa alta, portanto, não adianta. É preciso estar presente e ter voz ativa. “Todas as despesas e investimentos que formam a taxa de condomínio, em sua grande maioria, são aprovadas em assembleia”, diz a advogada Vanessa Ponciano, especialista em direito imobiliário.

Prestação de contas

Além de acompanhar assembleias e reuniões, o morador deve observar os gastos descritos no boleto do condomínio assim que receber o documento. “Se há dúvida sobre valores que estão sendo cobrados, o condômino poderá solicitar cópia da pasta de prestação de contas para verificação. Todas as contas podem ser contestadas enquanto não forem aprovadas em assembleia”, comenta a advogada.

As contas e os balancetes têm de estar à disposição dos moradores. “A saúde financeira dos condomínios é essencial. A forma de gestão é comparada à das empresas, pois há funcionários, valores que entram no caixa, investimentos que devem ser feitos e gastos corriqueiros”, comenta o síndico profissional Leonardo Oliveira, da administradora Manager.

Previsão

Segundo Oliveira, o planejamento e a previsão orçamentária têm de ser feitos – mas muitos condomínios não colocam em prática esse mandamento básico, acarretando futuras dores de cabeça para os moradores. “Um exemplo é o 13º salário dos funcionários. É uma que despesa pode ser cobrada ao longo do ano todo, dissolvida em doze meses, e não apenas no mês de pagamento, porque nesse caso o condômino vai ficar sobrecarregado”, explica o profissional.

O ideal, indica Oliveira, é que o síndico preveja os custos e trabalhe com a modalidade de pagamento antecipado. “Em vez de esperar o gasto do mês e só então fazer o rateio, é melhor ter a previsão e fazer a divisão entre as unidades do condomínio para obter o montante para os pagamentos o quanto antes”, explica.

O síndico e administrador que conhece o condomínio pode prever o que será gasto e não vai arrecadar menos do que o necessário. “Se o valor ficar um pouco acima do gasto real, não há problema, porque o restante ficará no caixa do condomínio e poderá ser usado para despesas extraordinárias”, acrescenta Leonardo Oliveira.

Decisão

Profissionalização aprovada por moradores acerta as contas de edifício

O maior problema para os condôminos do edifício Citta Di Firenze era a grande variação do valor cobrado mensalmente no boleto da taxa condominial. A tarifa variava de R$ 200 a R$ 300. “O que nos incomodava é que a cada mês não sabíamos quanto teríamos que pagar, pois havia alteração de até 50% de um boleto para o outro. Não existia regularidade”, comenta uma das moradoras, Joice Ruthes.

O empresário Radames Bonafini, que também mora no Citta, pediu para ver os balancetes do condomínio. “Como a função de síndico acabava sendo escolhida por amizade e nem sempre quem é eleito tem experiência no assunto, vimos que havia problemas naquela gestão, como regularidade na gestão e revisão de contratos com os fornecedores”, aponta Bonafini.

Os moradores sugeriram, então, que a gestão passasse para uma empresa administradora. “Indicamos a profissionalização e a ideia foi aceita por unanimidade em assembleia”, conta o empresário.

Há cerca de quatro meses, quem assumiu a gestão do condomínio foi Leonardo Oliveira, síndico profissional da Manager, empresa administradora de condomínios. Para diminuir custos e evitar as variações mensais, Oliveira está revendo contratos com fornecedores, de forma a garantir que os valores estão de acordo com o que é praticado no mercado. Além disso, Oliveira programa manutenções constantes no prédio. “A revisão mensal do elevador, por exemplo, sai mais barata do que se precisasse trocar uma peça”, aponta.

Hora de agir

O que fazer quando o valor do condomínio está alto:

• Controlar a inadimplência com uma cobrança administrativa e jurídica atuante: o atraso de alguns aumenta o custo para os condôminos que pagam em dia;

• Fazer parcerias: os síndicos dos prédios de uma mesma rua podem se reunir e contratar a mesma empresa para manutenção periódica dos elevadores, pois com mais trabalho, é possível barganhar o preço do serviço;

• Controlar a rotatividade da mão de obra: contratações e demissões de funcionários podem gerar ações trabalhistas e as indenizações encarecem o custo;

• Controle no número de funcionários: com a devida verificação das horas extras por eles trabalhadas;

• Profissionalização: a redução de custos pode ser feita por uma boa administradora de condomínios que aplicará regras financeiras saudáveis, visando manter a segurança e equilíbrio do prédio, ou síndico profissional.

Fonte: Gazeta do Povo

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