normas de condominio

Tire dúvidas sobre imóveis no IR 2013

 O consultor Antônio Teixeira Bacalhau, da IOB–Folhamatic, respondeu algumas perguntas enviadas por internautas do G1 sobre a declaração do Imposto de Renda 2013. Veja as principais dúvidas já respondidas sobre imóveis.

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1) Comprei uma casa financiada pela Caixa no ano de 2012. Tenho que declarar? Como declarar? (Marco Costa)
Resposta:
 Sim. Na Declaração de Bens, código 12, discrimine os dados do bem, a forma e  o ano de sua aquisição. Na coluna “Situação em 31/12/2012” informe o valor efetivamente pago até essa data. Não constitua dívida e ônus reais.

2) Como declaramos apartamentos em construção? A regra da venda e compra de outro apartamento para isenção de imposto vale no caso de vendermos um pronto e quitarmos um em construção? (Luiz Felippe)
Resposta:
 A isenção na venda de imóvel residencial para aquisição de outro em 180 dias não se aplica à hipótese de venda com o objetivo de quitar, total ou parcialmente, débito de outro imóvel possuído, ainda que em construção. A construção deve ser informada na ficha “Bens e Direito”, código 16, e informe na coluna “Situação em 31/12/2012″ o valor efetivamente gasto até essa data.

3) Eu e meu marido nunca declaramos Imposto de Renda. Em 2011, fiz um financiamento da Caixa Econômica Federal, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Recebemos dinheiro para o financiamento e em 2012, por falta de conhecimento, não fizemos a declaração. Eu e meu marido precisamos declarar o Imposto de Renda, mesmo que o nosso salário não atinja o valor? (Denise Silvestre)
Resposta: 
Dentre as hipóteses previstas, se os rendimentos tributáveis de cada um não superar o valor de R$ 24.556,65, e os bens e direitos pelo valor de custo de aquisição não superar R$ 300 mil reais, não há obrigatoriedade de declarar.

4) Me divorciei em audiência em 2012. Por meio de sentença, houve acordo para partilha dos bens. Um já foi entregue e transferido por escritura. Outro embora ja tenha havido a tradição ainda não teve seu registro no RGI. Alem destes imóveis acima houve a transferência de veículo. Todos constavam em minha declaração do IR no ultimo exercício. Como proceder agora na de 2013 (Elson Moraes)
Resposta:
 O ex-cônjuge a quem foram atribuídos os bens ou direitos deve incluí-los em sua Declaração de Bens e Direitos, pelo valor de transferência dos bens, que pode ser o da última declaração de quem os declarava ou ao valor de mercado. O ex-cônjuge que transfere os bens deve informar na coluna discriminação da ficha Bens e Direitos o fato e não preencher a coluna Situação em 31/12/2012. Se for transferido ao valor de mercado é devido o imposto sobre o ganho de capital.

5) Tenho um imóvel cujo valor total é de R$ 199 mil. Já paguei R$ 99 mil ainda em 2011. Em 2012 comecei a pagar o financiamento do banco. Como devo declarar? Devo acrescentar as prestações pagas do financiamento ao valor do imóvel? Daí o valor final vai ficar maior que o que era se fosse à vista? É isso? (Luciano Silva)
Resposta:
 Considerando tratar-se de aquisição de imóvel através de financiamento, informe no campo “Situação em 31.12.2012” o valor constante no campo “Situação em 31.12.2011” acrescido das parcelas pagas em 2012.

6) Realizei a compra de um imóvel em 2012 em conjunto com outra pessoa, sendo que o bem foi financiado pelo SFH. Como devemos fazer a declaração do Imposto de Renda? (Fernando Domingues)
Resposta:
 Os bens adquiridos em condomínio devem ser informados por condômino em relação à parte que couber a cada um. Assim, na Declaração de Bens e Direitos, ao descrever o bem e a transação, deve-se informar que o bem foi adquirido em sociedade e o percentual da propriedade do declarante.

7) Gostaria de saber se gastos com festa de casamento devem ser declarados no IR. Também tenho dúvidas em relação à compra de imóvel. Comprei meu apartamento pela Caixa, usei o meu FGTS e do meu esposo, bem como empréstimo de familiar como entrada. Gostaria de saber como declarar. (Bianca Silva)
Resposta:
 Os gastos realizados com festas não devem ser informados na declaração. No campo “Discriminação” da ficha “Bens e Direitos” informe a aquisição do imóvel, esclarecendo, de forma minuciosa, a aquisição. No caso de aquisição de imóvel através de financiamento, informe no campo “Situação em 31/12/2012” o valor das parcelas pagas até essa data, o FGTS utilizado e o valor do empréstimo. O FGTS é informado na ficha Rendimentos Isentos. O empréstimo é informado na ficha Divida e Ônus Reais.

8) Tive despesas com serviços de pedreiro, pintor, gesseiro, eletricista, etc. Preciso declarar os valores gastos? Terei que solicitar o CPF de cada um deles? E se eu não achar mais os recibos, como devo proceder? (Josivan Oliveira)
Resposta:
 Tratando-se de reforma de imóvel, essas despesas somente poderão ser incorporadas ao custo do imóvel se estiverem comprovadas com documentação hábil e idônea (notas fiscais para despesas com pessoas jurídicas ou recibos para as despesas com pessoa física).

9) Sou Microempreendedor Individual (MEI) há sete meses e não tenho mais registro em carteira. Tenho uma casa financiada no valor de R$ 160 mil que declarei no ano passado porque trabalhava registrado. Preciso fazer a declaração neste ano por causa da casa financiada? (Robson Terlizzi)
Resposta: 
O MEI está obrigado à apresentação da declaração somente se estiver enquadrado em alguma das situações de obrigatoriedade, tais como: se recebeu rendimentos tributáveis em valor superior a R$ 24.556,65; se recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, em valor superior a R$ 40 mil; ou, ainda, se em 31 de dezembro teve a posse ou propriedade de bens e direitos de valor total superior a R$ 300 mil.

10) Comprei um apartamento financiado no ano 2011 no valor de R$ 92 mil. No ano passado eu não declarei. Como eu faço para declarar o apartamento neste ano?
Resposta:
 Faça a retificação da declaração do ano de 2011, incluindo o imóvel adquirido, informando o nome, CPF ou CNPJ do vendedor e as condições de aquisição. No campo “Situação em 31.12.2011” informe o efetivamente pago em 2011 (valor de entrada e das parcelas). Neste ano, informe, na coluna “Situação em 31/12/2012”, o valor declarado em 2011 acrescido das parcelas pagas em 2012.

11) Por quanto tempo eu tenho que continuar a declarar uma casa que comprei em 2003, um carro vendido em 2010 e já transferido e um carro financiado que adquiri em 2009? (José Silva)
Resposta:
 Os bens devem permanecer na declaração de Bens e Direitos até serem alienados (vendidos). No caso de não terem sido baixados na declaração do ano em que foi alienado, deve ser feita a retificação da declaração desse ano, indicando a venda no campo discriminação, sem indicação de valores.

12) É possível fazer na declaração a atualização de um imóvel pelo valor de mercado? Há alguma implicação desfavorável? (Luiz Mascarenhas)
Resposta: 
Não. Não há qualquer previsão legal para atualização do custo de aquisição de imóvel a preço de mercado. O custo de aquisição do imóvel somente poderá ser alterado caso sejam efetuadas despesas com construção, ampliação ou reforma no referido imóvel. Cabe destacar, ainda, que estas despesas somente poderão ser incorporadas ao custo de imóvel se estiverem comprovadas com documentação hábil e idônea (notas fiscais para as despesas com pessoas jurídicas, recibos para as despesas com pessoas físicas), que deverá ser mantida em poder do contribuinte por pelo menos cinco anos após a alienação do imóvel.

13) Vendi o único imóvel residencial que possuía em 2012. Com parte do valor recebido comprei um terreno em 2013. Com o restante estou iniciando a construção de nova residência. Terei que pagar algum imposto sobre a venda realizada? (Emir Filho)
Resposta:
 A alienação, por valor igual ou inferior a R$ 440.000,00, do único imóvel que o titular possua, independentemente de se tratar de terreno, casa ou apartamento, de ser residencial, comercial, industrial ou de lazer, desde que não tenha efetuado, nos últimos cinco anos, outra alienação de imóvel a qualquer título, tributada ou não, é isenta de tributação. Não sendo atendidas essas condições, o lucro apurado será tributado mediante o preenchimento da ficha “Ganhos de Capital”.

12) Minha sogra não declarava um imóvel. Ela é dependente da minha mulher. Esse imóvel foi vendido por menos de R$ 50 mil. Como minha mulher deve proceder na declaração? (Francisco Netto)
Resposta:
 Sua sogra não poderá ser dependente de sua mulher se da venda do imóvel em 2012 resultar rendimento isento superior a R$ 19.645,32.

13) No ano de 2012 eu tinha uma aplicação no CDB que utilizei para reformar minha casa. Como devo proceder no preenchimento da declaração? (Benedita Duarte)
Resposta:
 O rendimento de CDB é tributado exclusivamente na fonte, devendo ser informado na linha 06 da ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”. O valor gasto na reforma deve ser acrescido ao valor do imóvel.

14) Tenho um imóvel que está em meu nome há mais de dez anos. Este imóvel valorizou muito durante este período. Posso reajustar este preço em alguma faixa de isenção durante estes dez anos? Se eu vender este imóvel e comprar outro ou outros no mesmo valor eu tenho que pagar Imposto de Renda? Como fazer estes lançamentos na declaração? (Carlos Esposito)
Resposta:
 Não há qualquer previsão legal para atualização do custo de aquisição de imóvel a preço de mercado. O custo de aquisição do imóvel somente poderá ser alterado caso sejam efetuadas despesas com construção, ampliação ou reforma no referido imóvel, devidamente comprovadas. Está isento de tributação o ganho auferido na venda de imóveis desde que o alienante, no prazo de 180 dias contado da celebração do contrato, aplique o produto da venda na aquisição de imóveis residenciais localizados no país.

15) Como declarar uma fração de um bem imóvel recebido por herança em 2012? Todos os herdeiros pagaram o ITCMD na partilha, mas não foi feita escritura atualizada no registro de imóveis, uma vez que o imóvel ainda está à venda. (Waldyr Jr.)
Resposta: 
Cada herdeiro deve informar na ficha “Bens e Direitos” a sua participação na herança, ainda que não tenha sido feita a escritura. Informe também o valor da herança na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributaveis”, na linha 10.

16) Comprei um apartamento no ano passado cujo valor me foi doado pelo meu pai. Como declaro a doação e o apartamento? Outra pergunta: minha filha ganhou do avô dela uma casa quando tinha dois anos, com a escritura em nome dela desde essa data. Hoje ela tem 30 anos. Mesmo aparecendo na declaração do avô, na relação de imóveis, a casa doada para ela, depois desse tempo, pode lançar na declaração dela? (Antonio Fernandes)
Resposta:
 No campo Discriminação da ficha “Bens e Direitos”, informe a aquisição do imóvel, esclarecendo que a aquisição foi por meio de doação e indique o nome e CPF do doador. Na coluna “Situação em 31/12/2012″, informe o valor pago. Na linha 16 da ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, informe o valor da doação recebida de seu pai.
Sua filha deve retificar as declarações dos cinco últimos exercícios, incluindo o imóvel, esclarecendo que foi recebido em doação, indicando o nome e CPF do doador. O valor da doação deve ser informado na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, da primeira declaração retificada. O imóvel não deve constar da declaração do avô.

17) Em 2012 comprei um imóvel financiado pela CEF junto com minha esposa. Na declaração do ano passado, eu declarei o sinal dado em 2011 pela compra dessa casa. Como devo proceder esse ano com relação às prestações pagas? Eu somo com o valor do sinal? Caso positivo, qual valor somar, o total das prestações pagas (valor amortizado, juros, seguros, taxas, etc.) ou somente ou valor real amortizado? (Marcelo Teixeira)
Resposta:
 Na ficha “Bens e Direitos”, informe o imóvel adquirido e suas condições. No campo “Situação em 31/12/2012”, informe o total das parcelas pagas nesse ano somadas ao valor do sinal pago.

18) Fiz um consórcio e fui contemplado com duas cotas em 2012. Com a carta de crédito, comprei uma casa no valor de R$ 140 mil. Usei o FGTS no lance de R$ 70 mil e o consórcio pagou o resto. Agora pago duas cotas contempladas. Como lanço isso, coloco o gasto anual com as parcelas? (Claudio Silva)
Resposta:
 Caso o bem tenha sido recebido em 2012, informar no código 95, no campo ”Situação em 31/12/2011”, o valor constante na Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2012, ano-calendário de 2011. Não preencher o campo “Situação em 31/12/2012”.
No código específico do bem, informar no campo “Discriminação” os dados do bem e do consórcio. Deixar em branco o campo ”Situação em 31/12/2011”. No campo ”Situação em 31/12/2012”, informar o valor declarado no Ano de 2011, no código 95, acrescido dos valores pagos em 2012, inclusive do valor dado em lance, se for o caso. Informe na linha 03 da ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” o valor do FGTS recebido.

19) Vendi uma casa em janeiro de 2012 por R$ 90 mil. Esta casa foi comprada no ano de 2008 por R$ 63 mil, financiados pela CEF. Dessa venda, quitei o saldo devedor e ainda fiquei com R$ 41 mil na poupança. Era meu único imóvel, e o dinheiro que sobrou não foi usado para a aquisição de outro imóvel. Em que campo devo declarar, e o que deve de fato ser informado? (Stanley Rocha)
Resposta:
 A venda do único imóvel por valor inferior a R$ 440.000,00 está isenta de tributação, desde que não tenha sido efetuada outra venda, nos últimos cinco anos. Nessa hipótese, informe a venda na ficha “Bens e Direitos”, indicando o nome e CPF do adquirente, o valor e a forma da transação realizada.  Entretanto, se esse não era seu único imóvel, ou se foi realizada outra venda nos últimos cinco anos, deve ser apurado o ganho de capital, mediante preenchimento do GCAP/2013.

20) Comprei um imóvel em 2010 na planta, fiz o financiamento com a CEF em janeiro de 2012 e, até o momento, estou pagando os juros de obra. Esse valor pago dos juros de obra deve ser declarado? Pois até o momento não comecei a pagar o financiamento. (Liviane Dantas)
Resposta:
 Sim.Os juros e demais acréscimos pagos para a aquisição do imóvel podem integrar o custo de aquisição, quando comprovados com documentação hábil e idônea e discriminados na declaração. Some esses valores ao imóvel no campo “Situação em 31/12/2012″.

21) Tinha um imóvel quitado que me custou R$ 60 mil (valor atualizado na declaração anterior) financiado e que vendi em 31/01/2013 pelo valor de R$ 180 mil. Em 21/12/2012 comprei um outro imóvel, financiado pela CEF, pelo valor de R$ 260 mil. Estou em dúvida de como fazer a declaração desses bens (inclusão do imóvel novo e baixa do imóvel antigo) já que as transações estão em exercícios diferentes. (Josias Filho)
Resposta:
 O imóvel adquirido em 2012 deve ser informado na ficha “Bens e Direitos”, indicando o nome e CPF/CNPJ do vendedor e as condições de aquisição. No campo “Situação em 31/12/2012”, informe somente o valor pago em 2012. A venda do imóvel deve ser informada somente na declaração do exercício de 2014, ano-calendário de 2013.

22) Eu já possuía um terreno. No ano passado, fiz um financiamento para construção da casa pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) pela Caixa no valor de R$ 51 mil. Como devo declarar esses acontecimentos? E também estou gastando um pouco mais por fora do financiamento. Como devo declarar essas benfeitorias? (Fabio Ignacio)
Resposta:
 Na ficha “Bens e Direitos” informe a construção do imóvel (código 16), indicando o financiamento e no campo “Situação em 31.12.2012” informe o valor efetivamente gasto até essa data. Enquanto estiver em construção informe os gastos no item construção.
O terreno é declarado sob o código 13.

23) Tenho um imóvel há algum tempo com dois apartamentos em cima. Nunca declarei e desejo começar a fazê-lo. Como proceder? (Sandra Silva)
Resposta:
 Se você estava sujeita à apresentação da declaração, retifique as declarações dos cinco últimos exercícios, se for o caso, incluindo o imóvel não declarado e o respectivo custo de aquisição.

24) Trabalhei no exterior no período de 1992 a 2011. Adquiri um apartamento neste período que hoje não ultrapassa os R$ 300 mil. Comecei a trabalhar em novembro de 2011 e, no ano passado, não declarei porque minha renda não ultrapassou o valor estipulado. Neste ano, irei declarar. Minha maior dúvida é quanto ao imóvel que adquiri quando trabalhava no Japão. (Reinaldo Vieira)
Resposta:
 A pessoa física que passa à condição de residente é obrigada a efetuar a declaração de ajuste anual, independentemente de renda ou bens. Entregue sua declaração de 2012 (ano calendário 2011) em atraso. Na ficha “Bens e Direitos”, declare o imóvel, informando no campo “Discriminação” o ano e as condições de aquisição, informando o valor efetivamente pago na coluna “Situação em 31/12/2012″ e “Situação em 31/12/2011″.

25) Qual a melhor forma de retificadora para incluir imóveis não declarados há mais de 10 anos ? (Julio Cesar)
Resposta:
 Retifique as declarações dos cinco últimos exercícios incluindo na ficha “Bens e Direitos” os imóveis. Nos campos “Situação em 31.12.20XX” informe os valores de cada ano.

26) No ano passado eu vendi um dos dois apartamentos de minha propriedade. Uma pequena parte do valor foi usada para pagar a reforma do outro apartamento onde moro. Como declarar? (Lucia Hayashi)
Resposta:
 A venda de imóvel está sujeita ao Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Portanto, preencha o programa Ganho de Capital e importe as informações para sua declaração de ajuste anual. Os gastos com a reforma, devidamente comprovados, devem ser acrescidos ao custo do imóvel. Informe esses gastos no campo “Discriminação” do bem a acrescente ao campo “Situação em 31/12/2012″.

27) Tenho 59 anos e minha esposa 57. Somos casados em regime de comunhão total de bens. Fazemos declaração em separado. Os bens imóveis são relacionados na minha declaração. Em 2012 fizemos benfeitorias em dois imóveis nossos com dinheiro da minha esposa. Como faço para incluir o valor dessas benfeitorias uma vez que o dinheiro investido saiu dos rendimentos dela e os os imóveis estão relacionados na minha declaração? (Alcides Neto)
Resposta:
 São considerados bens e direitos comuns os resultantes de casamento em regime de comunhão total, independentemente do nome sob o qual estejam registrados. No caso de declaração em separado, a totalidade dos bens e direitos comuns deve ser informada na declaração de um dos cônjuges, utilizando-se o código 99, mencionando, também, o nome e o número de inscrição no CPF dele. Portanto, nada impede que sejam realizadas benfeitorias em imóvel constante na declaração de um dos cônjuges com rendimentos informados na declaração do outro cônjuge. Preencha também a ficha “Informações do cônjuge”.

28) Se declarar valor das prestações pagas em imóvel financiado, quando quitá-lo, o valor não ficará maior que o valor da escritura na declaraçao de IR? (Henrique Almeida)
Resposta:
 Está correto. Os pagamentos das parcelas do financiamento integram o custo de aquisição do imóvel, inclusive os juros e encargos pagos.

29) Meu pai faleceu em 1987 e deixou como herança um imóvel e alguns outros bens. O inventário ficou pronto em 1989 com a partilha de 1/16 e nunca declaramos no Imposto de Renda. Em 2008, minha mãe faleceu e deixou de herança somente o imóvel, sendo que os outros bens foram consumidos por ela até o seu falecimento. O inventário, neste caso, ficou pronto em 2011 com a partilha de 1/8, e também nunca declaramos no Imposto de Renda. Como poderíamos regularizar a situação junto à Receita Federal, para que possamos futuramente efetuar a venda do imóvel que restou? (Wellington Kuroki)
Resposta:
 Retifique as declarações dos cinco últimos exercícios, incluindo na ficha “Bens e Direitos” 1/16 e 1/8, na declaração de 2011, dos bens que deixaram de ser informados.

30) Há uns 20 anos eu comprei um terreno e iniciei uma obra de duas unidades residenciais. A obra foi finalizada agora, com Habite-se. Eu pretendo vender uma ou as duas unidades residenciais. Neste período todo, não tive rendimentos suficientes para fazer a declaração de IR, apesar de, eventualmente, tê-la feito, em virtude de imóveis. Naturalmente que haverá ganho imobiliário e, provavelmente, superará o limite livre. Por outro lado, houve valorização ao longo destes 20 anos, que eu pretendo atualizar nesta declaração, para diminuir o lucro imobiliário. O que devo fazer? (Ingo Engel)
Resposta:
 Na ficha “Bens e Direitos”,  informe o imóvel e na coluna “Situação em 31/12/2011″ e “Situação em 31/12/2012″ o respectivo custo de aquisição/construção. Enquanto não ocorrer a venda, declare os bens. No mês da alienação preencha o programa Ganho de Capital e apure o imposto sobre o lucro imobiliário. Importe essas informações para sua declaração de ajuste anual. Observe ainda que não há qualquer previsão legal para atualização do custo de aquisição de imóvel a preço de mercado. O custo de aquisição do imóvel somente poderá ser alterado caso sejam efetuadas despesas com construção, ampliação ou reforma no referido imóvel. Cabe destacar, ainda, que estas despesas somente poderão ser incorporadas ao custo de imóvel se estiverem comprovadas com documentação hábil e idônea (notas fiscais para as despesas com pessoas jurídicas, recibos para as despesas com pessoas físicas), que deverá ser mantida em poder do contribuinte por pelo menos cinco anos após a alienação do imóvel.

31) No início de 2010 vendi minha casa por conta de transferência de cidade de trabalho e comprei um apartamento em outro município, por R$ 180 mil, financiando R$ 90 mil pela CEF. Na declaração de ajuste anual de 2010, registrei as duas transações. Em julho de 2012, vendi esse apartamento por R$ 360 mil, também financiado pela CEF. Recebi à vista do comprador R$ 120 mil, mas ainda não recebi o restante do banco por conta de atrasos no registro no RGI. O saldo devedor do meu financiamento, em torno de R$ 85 mil, será/foi quitado com parte do valor a receber. Como declaro isso tudo esse ano? (Glauber Freitas)
Resposta:
 Apure o lucro obtido na alienação do apartamento, preenchendo o GCAP/2012 e importe para o Demonstrativo Ganho de Capital da Declaração de Ajuste. Informe a baixa do imóvel na ficha “Bens e Direitos”, indicando a data da venda, o nome e CPF do comprador. Abra um item, código 52, para o crédito a receber  pela venda do imóvel. No campo “Situação em 31/12/2012”, informe o valor do crédito a receber.

32) Como declarar a venda de imóvel rural? Vendi dois imóveis rurais para pessoas diferentes. A atividade já vinha apresentando prejuízo, conforme declarado no respectivo anexo. (Eduardo Figueiredo)
Resposta:
 A partir de 1997 o ganho de capital da atividade rural é apurado com base na terra nua. Preencha o programa GCAP para apurar cada operação. Considera-se custo de aquisição e valor de venda do imóvel o valor da terra nua (VTN) declarado pelo alienante no Documento de Informação e Apuração do ITR (Diat), nos anos de ocorrência da aquisição e da alienação. A parcela correspondente às benfeitorias será computada como receita da atividade rural, quando seu valor de aquisição houver sido deduzido como custo ou despesa da atividade rural ou como valor de alienação, nos demais casos.

Saiba a melhor forma de contratar serviços de mudança

A Fundação Procon-SP publicou esta semana, em seu blog “Educação para o consumo”, uma série de recomendações para quem pretende contratar uma empresa especializada nos serviços de mudança. O Radar Imobiliário reproduz abaixo as dicas da entidade:

A CONTRATAÇÃO

- Faça uma cuidadosa pesquisa de preços;

- Exija um orçamento prévio, discriminando os serviços a serem executados e os respectivos valores cobrados;

- Prefira contratar transportadoras indicadas por conhecidos;

- Consulte o cadastro de reclamações dos órgãos de defesa do consumidor e também se a empresa escolhida possui queixas nas redes sociais;

- Verifique se há necessidade de desmontar os móveis, qual a forma de transporte e o tipo de embalagem que será utilizada para protegê-los;

- Confirme se a montagem dos móveis no novo endereço está inclusa no orçamento e em que prazo a empresa fará o serviço;

- Exija um contrato por escrito discriminando: nome; endereço; CNPJ da empresa (se for pessoa física, RG e CPF); local data e horário de retirada e de entrega; valor do serviço; condições de pagamento e tudo o que for acertado verbalmente. Não deixe de ler com atenção este documento e de riscar os espaços em branco. É importante que todos os objetos que serão transportados sejam relacionados um a um. Guarde uma cópia devidamente assinada por ambas as partes (“rol de inventário”);

- Verifique e negocie, as condições da realização do serviço em casos de algumas dificuldades como: içar algum móvel, fixar armários nas paredes etc.;

- Procure vincular o pagamento ao término do serviço. Se não for possível, veja a possibilidade de disponibilizar apenas um sinal na contratação, quitando o restante após a mudança;

- Em caso de edifícios, é aconselhável medir com antecedência os móveis, as escadas e os elevadores. Não se esqueça de consultar o síndico do condomínio sobre dias e horários em que a mudança pode ser realizada;

OUTRAS DICAS

- Certifique-se de que o dia marcado para a mudança não coincide com a realização de feiras livres;

- Na chegada da mudança no novo endereço, faça a conferência e relacione por escrito eventuais danos ou extravios de objetos. Exija a assinatura do funcionário da empresa neste documento e fique com uma via. Na impossibilidade de estar no local no dia da mudança, peça que uma pessoa de sua confiança adote o mesmo procedimento;

- Guarde cópia de toda a documentação. Exija recibos de todos os pagamentos efetuados e solicite, por escrito, a previsão de entrega da mudança nos casos de transportes intermunicipais e interestaduais;

- Para maior segurança, transporte consigo os objetos pessoais tais como joias, dinheiro, cheques e documentos.

Fonte: Estadão

Trabalho em casa, dentro do condomínio.

Trânsito caótico, preço alto das diárias de estacionamento e dos restaurantes, entre vários outros fatores contribuem para que cada vez mais pessoas optem por trabalhar no conforto de suas casas, no chamado home office.

Esta modalidade de serviço, porém, quando realizada em um condomínio, pode esbarrar na lei. O artigo 1336 do Código Civil estabelece que o condômino não pode, ao utilizar seu imóvel, prejudicar o sossego, a saúde e a segurança dos outros moradores ou funcionários ou ainda atentar contra os bons costumes.

Neste caso, se mostra prejudicial o constante entra e sai de pessoas, o recebimento de encomendas com muita frequência, a utilização de gás e água em alta intensidade e em alguns casos o cadastro de endereço como sendo também de pessoa jurídica.

Quando fica comprovado que o trabalho do condômino ocasiona alguma das questões acima ou outra que prejudique a segurança ou tranquilidade do condomínio, o síndico pode intervir e solicitar que o morador encerre sua atividade ou a adapte de forma que ela não interfira negativamente no imóvel.

Fonte: Garante Floriano

Devedor eleito síndico!

Também no condomínio o incrível acontece. Parece estar se tornando cada vez mais freqüente o fato de proprietários inadimplentes serem eleitos síndicos.

Não, não se trata de pessoas que estão devendo na praça e que concorrem ao cargo de síndico, mas de condôminos que não estão em dia com o pagamento do rateio de despesas do próprio edifício onde moram ou trabalham.

Em alguns casos, existe até ação judicial de cobrança contra o candidato (ou contra pessoa em nome da qual a unidade está registrada) e assim mesmo o fato acontece. Como alguém em débito perante o condomínio consegue ser eleito síndico? Também gostaríamos de saber.

Do ponto de vista estritamente legal, não há na Lei do Condomínio, ou em qualquer outro diploma com força de lei, qualquer impedimento à candidatura de pessoas inadimplentes. Muitas convenções de condomínio exibem normas que proíbem os inadimplentes de tomarem parte nas assembléias, de votar e serem votadas. Mas nem todas.

Do ponto de vista moral, é totalmente inadmissível que um condômino devedor venha a ser eleito e passar ele próprio a decidir sobre o destino da cobrança ou da ação que lhe está sendo impetrada, o que o coloca numa posição semelhante, mas ainda melhor, do que a da raposa contratada para cuidar do galinheiro, conforme reza o dito popular.

Sobre o assunto, assim se manifestou o “Jornal do Síndico” (julho/2001), em sua coluna “Você pergunta, o JS responde”, de responsabilidade da advogada Isaury Monte Santo: “Que moral este síndico vai ter para cobrar extra ou judicialmente de outros devedores? Se ele já estiver sendo cobrado judicialmente, pior ainda fica a situação, pois ele não pode ser autor ou réu ao mesmo tempo: ou seja, ele não pode ser parte acionada e, ao mesmo tempo, representar o condomínio em juízo.”

Sabemos de casos em que a boa-fé dos condôminos foi iludida por promessas ou engodo do candidato a síndico. A forma mais comum parece ser o parcelamento do débito. Na véspera da eleição, o condômino inadimplente paga parte de seu débito e parcela o resto em suaves prestações. Tecnicamente, não poderia mais ser considerado inadimplente. Uma vez eleito, fica com a faca e o queijo na mão. Poderá honrar o parcelamento deferido pela administração anterior ou negá-lo, já que terá meios para tornar difícil o controle dos novos ingressos de numerários ou, como soe acontecer, esquecerá de pagar o débito ou o fará em melhores condições (sem multa, juros, correção etc., por exemplo).

Para que o fato não se transforme numa tendência (afinal, vivemos no país da inadimplência e da impunidade), é de todo conveniente que os condomínios estabeleçam regras sérias para os pretendentes ao cargo de síndico. A lei não faz restrições ou discriminações, permitindo que qualquer pessoa, – natural ou jurídica, de dentro ou de fora do prédio – possa se candidatar à direção executiva do edifício. Mas, tampouco há restrições legais a que a convenção ou o regimento interno fixem normas e procedimentos a serem seguidos, desde que uniformes para todos.

O correto é que tal absurdo não aconteça.

Fonte: Jornal do Síndico

Isolamento acústico traz sossego e bem estar aos moradores

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A prefeitura resolveu começar a obra na frente do seu condomínio, tem festa na casa ao lado do seu prédio ou o movimento do trânsito não permite que você durma com tranquilidade. Situações como essas envolvem muito barulho e, além de prejudicarem o sossego, podem afetar a saúde dos moradores.

Nos edifícios, a composição e a espessura dos materiais são fatores significativos para a determinação do desempenho acústico de paredes, lajes, janelas e portas. Uma solução moderna encontrada por alguns condomínios, os vidros antirruídos, promete harmonizar os ambientes tornando-os, além de mais silenciosos, mais frescos.

Segundo Vitor Litwinczik, diretor da Anima Acústica, empresa especializada em tecnologias e projetos acústicos para edificações, esses vidros podem ser de duas formas: laminados acústicos ou duplos, conhecidos como insulados. A dupla camada tem a função de evitar que a vibração de uma das camadas, provocada pelo barulho da rua, se propague para a outra, diminuindo assim o ruído para dentro da residência. Segundo o engenheiro, a atenuação do barulho proporcionada por esse tipo de janela varia muito de acordo com sua composição. “As janelas mais comuns no mercado proporcionam uma redução sonora significativa, porém não se deve esperar um isolamento total. Algum ruído sempre será ouvido, seja pela limitação do desempenho da janela, por problemas de instalação ou imperfeições nas construções”, explica Vitor.

O especialista esclarece que os barulhos mais comuns do dia a dia tendem a ser bastante reduzidos. “Ruídos acima do normal, como por exemplo, caminhões de lixo, motos com escapamento aberto, cachorros, entre outros, serão ouvidos bem mais baixos, como se estivessem mais distantes do que realmente estão. Em geral a solução é boa e agrada muito a quem usa”, relata.

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Segundo o engenheiro Litwinczik qualquer prédio pode ter os vidros antirruídos. Em prédios antigos, a janela pode ser totalmente substituída por uma nova similar ou, como tem ocorrido em muitos casos, pode ser aplicado um sistema de janela instalada por dentro do apartamento, sem alterar a fachada e garantido o desempenho acústico. Para o especialista, o ideal é ter uma esquadria igualmente apropriada para a acústica. “Não adianta muito ter um vidro laminado e uma esquadria simples, mal vedada. O barulho passará pelas frestas e pela própria esquadria”. Segundo ele, as esquadrias acústicas são mais robustas e possuem preenchimento interno, ou seja, sistemas de vedação apropriados para garantir o desempenho da janela.

Ana Maria Duarte, síndica do edifício Solar da Bocaiuva e arquiteta, avalia que a substituição vale a pena ser feita em casos que o conforto dos moradores é prejudicado. “Tudo que puder trazer mais qualidade de vida para os habitantes é interessante, pois não tem preço que pague uma noite bem dormida”, declara a síndica. Ela relata que em seu condomínio alguns apartamentos já começaram a substituir os vidros comuns pelos antirruídos e o resultado tem sido aprovado.

Nevilde Rita Colombo, síndica do condomínio Residencial Eugênio Raulino Koerich, que está situado próximo ao Shopping Beiramar, região de movimento intenso e consequentemente muito barulho, também concorda que a substituição dos vidros comuns pelos antirruídos é importante para o bem estar dos moradores. “Temos que acompanhar as necessidades atuais, e se algo atrapalha o conforto do lar, temos que fazer o possível para resolver o problema. Tudo isso, é claro, com respeito aos outros e de acordo com as regras aprovadas na assembleia”, declara Nevilde.

Fonte: CondomínioSC

Ações conjuntas podem evitar pragas no prédio

Para Juliana Miranda, da Sindicon Condomínios, controle de insetos e ratos deve ser feito por moradores e pela administração dos prédios com dedetização frequente e ações preventivas  (Eduardo de Almeida/RA Studio - 1/8/11)

Para Juliana Miranda, da Sindicon Condomínios, controle de insetos e ratos deve ser feito por moradores e pela administração dos prédios com dedetização frequente e ações preventivas

Um dos grandes aborrecimentos ligados a condomínios se refere à invasão de insetos e outras pragas, como ratos. Caso não seja combatido, o problema pode ter consequências para a saúde dos moradores. Por isso, é essencial o engajamento de todos, uma vez que é necessário eliminar a incidência desses moradores incômodos em todas as unidades condominiais. No entanto, nem sempre todos os moradores se dispõem a cooperar.

A sócia-proprietária da Sindicon Condomínios, Juliana Miranda, defende que o melhor a se fazer é prevenir. “Deve haver uma constante busca pela eliminação dos insetos indesejados nos condomínios por meio de dedetização frequente, bem como a manutenção semanal pelo condomínio, jogando remédios nos ralos, caixas de gordura e esgotos”, aconselha.

Contudo, ela alerta que de nada adianta o condomínio tomar as medidas preventivas se não houver o mesmo cuidado dos moradores dentro das suas unidades autônomas. “Somente com a conscientização de todos e um trabalho efetivo da coletividade pode-se combater com eficiência a invasão desses insetos”, ressalta Juliana Miranda.

Para tomar a decisão sobre dedetizar o prédio, a sócia da Sindicon diz que não é necessária aprovação do assunto em assembleia, quando se tratar somente das áreas comuns. “O controle das pragas é demonstrado em conformidade com a necessidade e com as ocasiões de maior incidência de insetos, sendo dever do síndico zelar pela manutenção do condomínio, objetivando proporcionar maior conforto e bem-estar à coletividade.”

OBRIGAÇÕES 

Quanto ao controle dentro de cada unidade, cabe o bom senso de cada morador para saber da sua real necessidade e não atrapalhar o trabalho nas áreas comuns, conforme Juliana. “Não se pode obrigar o morador a dedetizar a sua unidade. Sugiro que o condomínio, na resistência de condôminos, aprove pela maioria a contratação dos serviços nas áreas comuns e autônomas para evitar que unidades fiquem excluídas desse trabalho em razão da despesa. Dessa forma, caso ele não permita o acesso da sua unidade, contribuirá com o pagamento, independentemente da execução.”

Para conscientizar os moradores da importância da dedetização, Juliana Miranda recomenda que sejam desenvolvidas campanhas no condomínio. Isso pode ser feito por meio de cartazes, palestras, entre outros recursos. “O ideal é que sejam divulgados a todos o prejuízo à saúde que os insetos poderão provocar. Infelizmente, não tratamos esse assunto com a devida importância que ele requer, talvez por falta de informação. Os condomínios devem divulgar, via circulares ou de qualquer outra forma, as manifestações do Ministério da Saúde sobre as doenças e implicações que os insetos podem causar.”

Fonte: Lugar Certo

Autovistoria em condomínios é lei

Incêndio, vazamento de gás, queda de marquise. Tragédias como essas expõem um inimigo comum e quase sempre invisível: a falta de manutenção de edifícios. Pois duas novas leis, uma municipal outra estadual, publicadas em março, acabam de tornar obrigatória a autovistoria em prédios residenciais e comerciais, que no caso do Rio, deverá ser feita a cada cinco anos. Só que será preciso preparar o bolso: os laudos podem sair bem caros.

Sancionada pelo prefeito Eduardo Paes há dez dias, a lei complementar 126 estipula multas, para os prédios que não cumprirem a determinação, que podem chegar ao valor usado para cálculo do IPTU do imóvel. E ainda estabelece que todos os laudos sejam enviados à prefeitura, indicando as condições de conservação, estabilidade e segurança, além, é claro, a necessidade, ou não, de obras reparadoras.

Para as outras cidades do estado, vale a lei 6.400/13: vistorias a cada cinco anos, para imóveis “com mais de 25 anos”; e a cada dez, para prédios “com menos de 25 anos” — só não especifica o que acontece com os de 25 anos. Todas as edificações de três ou mais pavimentos e as que tiverem mil metros quadrados ou mais de área construída são obrigadas a fazer a vistoria, que deverá verificar desde as condições da estrutura e subsolo até as instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias, de gás e de prevenção de fogo e escape.

Até dois meses e R$ 20 mil por vistoria

— Uma vistoria tão completa demanda tempo, pode levar até dois meses dependendo do tipo de construção, do tamanho e da idade do prédio. Tenho medo que, com a obrigatoriedade, se crie um checklist para vistorias rápidas e sem a realização de todos os testes necessários — pondera Antero Parahyba, engenheiro especialista em vistorias e prevenção de acidentes.

É por isso que é importante definir o modelo dos laudos técnicos. Até mesmo o preço das vistorias depende disso. Hoje, empresas que já atuam nesse mercado cobram de R$ 1.200 a R$ 20 mil, dependendo do tipo de análise, dos testes a serem feitos, do tamanho e da idade da construção. Mas a criação desse modelo só será possível com a regulamentação das leis pelas prefeituras. Até lá, dizem administradores de condomínio, o melhor é esperar.

— Não há como se antecipar. Não sabemos ainda o que vem com a regulamentação, nem o tempo que isso vai demorar — diz Alexandre Corrêa, vice-presidente do Secovi-Rio, acrescentando que, pela lei municipal, condomínios que apresentarem problemas durante as vistorias terão prazo para resolvê-los, e depois, direito a uma nova checagem e nova avaliação. — Agora, se o prédio já tem problema conhecido, é melhor resolver logo. Até porque o problema vai aparecer na vistoria.

Ou seja, em caso de reprovação inicial, em vez de uma, são duas vistorias. O que mexe ainda mais no orçamento dos condomínios, que precisam começar a se organizar para incluir os novos gastos em suas despesas.

— Como as vistorias serão quinquenais, os condomínios podem se planejar para parcelar esse valor ao longo desses cinco anos — ensina Fernando Schneider, diretor superintendente da Apsa administradora, que tem parcerias com empresas de manutenção e costuma oferecer esse tipo de serviço a seus condomínios. — Mas eram questões mais simples, de manutenção.

Para as vistorias previstas pela lei, no entanto, é preciso contratar profissionais ou empresas legalmente habilitados pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) ou pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), já que só esses profissionais poderão assinar os laudos técnicos. Presidente do CAU, Sydnei Menezes acredita que esse é um avanço da lei:

— A contratação do profissional habilitado garante um serviço competente e legal, e isso precisa ser compreendido pela sociedade.

Para Agostinho Guerreiro, presidente do Crea, a vistoria não deve ser feita só por um tipo de profissional, já que cada área exige um especialista:

— Por mais conhecimento que tenha, um engenheiro civil não pode verificar a parte elétrica, por exemplo.

Vale ressaltar que, pela lei estadual, os síndicos ficam responsáveis pela realização da vistoria, podendo ser responsabilizados em casos de acidente.

Conscientização para uma nova cultura

Com um peso desse nas costas é natural que síndicos fiquem preocupados. Tanto pelo aumento das despesas quanto pela possibilidade de responsabilidade civil em casos de acidentes. Para Alexandre Corrêa, vice-presidente do Secovi-Rio, no entanto, o síndico dificilmente será responsabilizado sozinho.

— Mesmo com a obrigatoriedade da lei, será necessária a realização de uma assembleia para aprovar, ou não, a vistoria. E caso a assembleia não aprove, o síndico não poderá ser responsabilizado caso aconteça alguma coisa — defende Corrêa, acrescentando que essa questão é muito mais de consciência dos proprietários. — As pessoas superestimam o valor do síndico, mas ele é apenas um administrador, um representante legal. A obrigação é do condomínio, que é sobre quem incide a multa.

Especialista em direito imobiliário, o advogado Hamilton Quirino acredita que exatamente por isso é tão imprescindível que todos os condôminos estejam conscientes da importância da aplicação da lei. Para ele, não se pode deixar a responsabilidade nas mãos dos síndicos:

— A manutenção predial só será completa se todos participarem, pois além da estrutura interna, é preciso analisar as instalações e as obras já realizadas no interior dos vários apartamentos. Deve ser criada uma nova cultura da prevenção predial. Como se faz hoje um check up completo para aferir a saúde, será preciso fazer um check up completo dos prédios.

Quirino avalia que uma medida a ser considerada é alterar as convenções.

— A questão é que só assim se pode exigir que qualquer obra a ser feita internamente seja submetida à administração do condomínio.

Diretor do Centro de Prevenção Rio, consultoria especializada em prevenção de acidentes, Marcelo Brocchi, que atua também na manutenção e vistoria predial, acredita que o ideal é que sejam feitas vistorias menores também em períodos mais curtos:

— Se é feita uma revisão a cada dois anos, o condomínio gasta menos pois se antecipa aos problemas e não chega ao extremo de ter que fazer uma obra complexa — diz Brocchi, lembrando que muitos acidentes acontecem porque são contratados profissionais desqualificados para os serviços. — Não se pode chegar num prédio de 40, 50 anos e colocar um split no lugar de um ar condicionado de 7 mil btus ou instalar um cooktop sem a fiação correta. Tudo tem que ser devidamente adequado.

Fonte: Extra

De gota em gota

Albari Rosa/ Gazeta do Povo / A engenheira Fabiana Mazetto mostra o estrago causado pela infiltração: corrigir a falha a tempo, com profissionais da área, é a receita

A engenheira Fabiana Mazetto mostra o estrago causado pela infiltração: corrigir a falha a tempo, com profissionais da área, é a receita

Problema que tira o sono do morador pode causar danos à estrutura do imóvel.

Uma mancha escura no teto ou no canto da parede é o primeiro sinal de alerta. Ela pode indicar a existência de infiltração – dor de cabeça para o morador que, assim como doenças não tratadas nos sintomas iniciais, se transforma em um grande problema se não for tratada adequadamente.

Além do aspecto feio nas paredes, o constante escorrer de água dentro do imóvel pode causar danos à estrutura. Em grande proporções, a infiltração corrói armaduras de ferro instaladas em pilares, causa desplacamentos em revestimentos e também fissuras no concreto.

Um dos problemas de maior incidência nas construções, o pinga-pinga também é dos que mais geram incômodo. Se uma fissura ou rachadura podem passar despercebidas, a infiltração se faz bem presente no visual do imóvel – e ainda no bolso e na paciência do morador. “Imagine uma goteira constante no piso da cozinha, ou na garagem, bem em cima do seu carro”, comenta a engenheira Fabiana Mazetto, da Estruktor Construções. “A infiltração gera problemas estéticos, estruturais, emocionais, financeiros e também de saúde do usuário”, diz.

Quando a água passa pelos elementos da construção sem estar corretamente acondicionada, fluindo somente dentro da canalização, está aberta a porta para a infiltração. A qualidade e correta instalação do encanamento são fundamentais. Já as lajes do imóvel, que recebem a incidência direta da chuva, devem ser impermeabilizadas, impedindo a absorção da água.

Porosidade

A engenheira explica que muitos materiais usados na construção são porosos. “Em maior ou menor proporção eles apresentam porosidade, e onde tem poro, acontece a passagem de gases e líquidos. Aí é que inicia o processo de infiltração”, observa. Mesmo o concreto, material mais utilizado na construção civil, é poroso, apesar de não aparecer a olho nu. Revestimentos cerâmicos e seu rejuntamento também têm pequeno grau de porosidade. “Se não houver precaução, sempre vai haver infiltração”, afirma Fabiana.

O que fazer ao constatar o problema? Ela indica a contratação de um profissional – engenheiro, arquiteto ou tecnólogo – que possa diagnosticar a causa. “A maior dificuldade é avaliar de onde está vindo a água que gera a infiltração”, comenta Fabiana. Um profissional sabe descobrir a origem da mancha, ou da goteira, e especificar a melhor forma de impermeabilização da área. “Ele vai verificar interferências no local, custos e viabilidade. Depois disso é que se contrata uma empresa para executar o serviço”, orienta.

Vedação

É melhor fazer na obra, pois reforma custa caro

De acordo com o engenheiro Claudio Slosaski, da Checkup Engenharia Diagnóstica, a impermeabilização deve ser projetada junto com a obra para evitar danos e gastos posteriores. “O processo de impermeabilização tem regras técnicas rigorosas, que não podem ser negligenciadas. Se o imóvel está sendo construído, deve-se avaliar se existe esse projeto. É a garantia de correção de uma possível falha no processo construtivo”, diz. De acordo com o engenheiro, uma impermeabilização bem feita tem vida útil de no mínimo 20 anos, exigindo apenas manutenção. Vale a pena investir na técnica correta, pois o reparo de danos causados pela infiltração varia consideravelmente – se a impermeabilização não foi feita durante a construção, o custo da obra pode chegar a 20% do valor do imóvel, diz a engenheira Fabiana Mazetto. (TB)

No início

Veja quais são os primeiros sinais de infiltração

- Umidade na estrutura

- Formação de fungos

- Empolamento da tinta – aumento do volume ou formação de bolhas

- Desagregação do revestimento

- Eflorescências – depósitos cristalinos de cor branca que surgem na superfície dos revestimentos pela evaporação de soluções aquosas salinizadas

- Corrosão

Prevenção

Impermeabilização correta deve ser feita em todos os cômodos do imóvel e não se pode esquecer da manutenção periódica

Fonte: Gazeta do Povo

As dúvidas dos novos condôminos

Foto: Magal (Ilustração)
Termos desconhecidos para os novos moradores

 A divisão das despesas e o sistema de utilização das vagas de garagens continuam entre as dúvidas mais recorrentes da maioria dos cerca de 30 mil novos moradores de condomínios na capital paulista. O número foi projetado por uma das maiores administradoras de condomínios da Região Metropolitana de São Paulo, que levou em consideração os novos empreendimentos residenciais no município, em 2012. Quanto às principais interrogações desses condôminos, as informações foram obtidas nas assembleias de instalação dos condomínios, realizadas na cidade, pela empresa.

Segundo a administradora, os questionamentos estão mais intensos, já que a cada ano mais paulistanos se mudam de casas para apartamentos, o que torna a vida em condomínio algo totalmente novo e diferente. “É um momento especial, quando muitas vezes é a realização de um sonho, a primeira assembleia de um bem que conquistaram”, disse Márcia Romão, gerente de Relacionamento com o Cliente da administradora.

Ela informou que alguns termos são totalmente novos para os esses moradores, como cota, fração ideal, despesas ordinárias e despesas extraordinárias. Para orientar esse público, a administradora divulgou que mantém equipe exclusiva nas assembleias de instalação dos condomínios novos.

“São profissionais, que, durante os encontros com os novos moradores, dedicam tempo especial para tratar sobre esses e outros assuntos, explicando que, além da unidade privativa (apartamento), o terreno, a edificação e os equipamentos do condomínio são de propriedade comum”, orienta a profissional.

Durante as assembleias os funcionários da prestadora de serviço explicam as diferenças entre despesas ordinárias – que são aquelas referentes à manutenção do condomínio – e extraordinárias – referentes a reformas e obras de acréscimo ou melhoria das instalações, como, por exemplo, a instalação de equipamentos de segurança.

Também são feitos esclarecimentos sobre a estrutura do condomínio, como são as deliberações em assembleia, as atribuições dos cargos de síndico, subsíndico e conselho fiscal, e sobre o papel da administradora, a quem o síndico delega as atribuições das funções administrativas.

Por fim, a gerente explicou que os novos moradores recebem informações sobre as normas provisórias, regras de convívio, horários de mudança e normas de utilização dos espaços, até que seja feita a aprovação do regulamento interno do condomínio.

Nesses encontros também são informados a quem os moradores deverão dirigir as dúvidas relativas a vícios construtivos dos apartamentos, conforme informações do manual do proprietário e protocolo de assistência técnica do incorporador, responsável pela construção do empreendimento.

Fonte: Folha do Condomínio

Xô poeira!

Manter a casa sempre limpa tem sido um desafio para muitas pessoas, visto que com a correria diária fica difícil de fazer uma limpeza completa todos os dias ou ao menos uma vez na semana. Seguir algumas dicas simples, porém, garante que a casa fique livre da poeira e organizada por mais tempo.

- A maneira mais eficaz de diminuir a poeira que se acumula no piso ao longo do dia é tirar os sapatos na entrada e calçar um chinelo a ser usado somente dentro de casa. O ideal é que sejam colocados chinelos de diversos tamanhos ao lado da porta por conta das visitas.

- Animais de estimação também costumam carregar muita sujeira e bactérias nas patinhas. Como não é interessante que eles saiam para passear com sapatinhos, uma vez que as unhas precisam ser gastas, logo ao chegar em casa é indicado limpar as patinhas com lenços umedecidos.

- Ainda com relação aos animais de estimação, recomenda-se escovar o gato ou o cachorro todos os dias, evitando que os pelos se espalhem no piso ou sobre os móveis.

- Para que o chão não fique sujo alguns minutos após a limpeza, uma dica é colocar uma meia de seda nas cerdas da vassoura, capaz de prender a poeira. Se o piso for de lajota ou porcelanato, dá até para dispensar a vassoura e fazer a limpeza somente com um pano úmido com água.

Fonte: Garante Floriano

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