financiamento imóveis

Dados apontam para aceleração do mercado imobiliário

Indicadores econômicos comprovam que não existe risco de bolha imobiliário no Brasil; interesse se limita aos espectadores

Aumento no número de lançamentos, avanço significativo nos financiamentos imobiliários e preços que continuam em alta, sem nenhum sinal de queda. São elementos bastante fortes para rebater qualquer perspectiva pessimista ou alarmista.

Mais uma vez é importante frisar que não há nenhuma relação entre a nossa economia e nosso mercado com o mercado americano, e qualquer comparação simplista que se faça para justificar um anúncio de bolha não merece nenhum crédito, especialmente se confrontando com números reais.

Então por que se fala tanto em bolha? Porque o assunto interessa a alguns especuladores que diante da estabilização do mercado não conseguem mais ganhar tanto dinheiro e de maneira tão fácil quanto faziam no auge do boom imobiliário e talvez alarmando os compradores esperam comprar unidades de pessoas mais assustadas a preços menores.

No Brasil, as pessoas compram imóveis geralmente para morar, os juros são altos e impedem o financiamento para especulação, o percentual do PIB destinado a financiamento imobiliários não passa de 8%, o deficit habitacional é enorme, não há hipoteca de 100% do valor do imóvel nem é possível à mesma pessoa financiar vários imóveis, e as vendas de lançamentos não param. Então qual é o indicador da bolha?

Simplesmente dizer que o preço dos imóveis subiram mais do que a inflação, por si só não justifica nenhuma previsão de quebra do mercado. Outros fatores contribuíram para isso e devem ser levados em conta no momento da análise.

Inicialmente, temos um mercado que passou anos estagnado e teve uma liberação repentina, com diversas fontes de crédito que atendem todas as classes sociais e possibilitam o financiamento de forma rápida e fácil.

Além disso, o perfil dos imóveis mudou muito. O que antes eram apenas apartamentos residenciais, com 1 ou 2 vagas de garagem, passaram a verdadeiros clubes, com piscina, área esportiva, segurança e lazer completos, o que aumentam o valor dos imóveis também pelos itens a ele inseridos.

O mesmo ocorreu com imóveis comerciais, que há poucos anos dispunham apenas de uma portaria e interfone e atualmente contemplam uma vasta estrutura de recepção e estacionamento, edifícios inteligentes, elevadores sofisticados, enfim, luxo e tecnologia agregados ao imóvel.

Evidente que esta mudança substancial no perfil dos imóveis gerou um acréscimo no preço que não é composto somente pela área privativa, mas também por toda infraestrutura da área comum, cada dia mais sofisticada.

Por isso, falar em bolha imobiliária neste momento é prematuro e não há nenhum elemento fático que aponte para seu surgimento.

Fonte: InfoMoney

Seguro habitacional é obrigatório no financiamento

Quem financia um imóvel é obrigado a contratar um seguro habitacional, já que o bem é a garantia do empréstimo para o banco.

Apesar dos nomes parecidos, a modalidade é diferente do residencial, pois cobre apenas o dano físico à construção e só está disponível em caso de financiamento, deixando de existir quando a dívida é quitada pelo mutuário.

“Não há cobertura para o que há dentro do imóvel”, diz Federico Salazar, gerente de seguros residenciais da Caixa Seguros. Como exemplo, ele cita que, no residencial, em um eventual incêndio, cortina, mesa e sofá poderão estar incluídos, desde que dentro do limite segurado. Já para itens específicos como joias, obras de arte e relógios, é preciso fazer uma contratação à parte.

Vale lembrar ainda que o seguro habitacional serve para quitar a dívida do financiamento, em caso de invalidez ou morte do mutuário, o que não ocorre no residencial.

“Se o imóvel foi comprado em nome de duas pessoas, a morte quita somente o percentual pelo qual essa pessoa é responsável. A dívida restante continua em vigor”, diz Neival Freitas, diretor-executivo da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

Além disso, a cobertura básica do residencial –de incêndio, queda de raios e explosão– é mais restrita do que a do habitacional, que assegura o imóvel mesmo que os danos sejam causados por outros motivos.

O consumidor precisa checar com atenção, na hora da contratação, o tipo de cobertura oferecida no residencial –para o interior ou exterior do imóvel ou para ambos. Também é preciso ficar atento, pois, no residencial, quem mora em casa costuma ter que desembolsar mais –o preço pode ser o dobro cobrado para o seguro para apartamento. Se a casa for de veraneio, será ainda mais caro.

Condomínio

O condomínio também possui um seguro próprio e obrigatório, que vale para a edificação e a área comum, ressalta Nathalie Gretillat, gerente de Facilidades do Grupo Hubert. “O síndico é responsável por acompanhar o processo de implantação. Se o morador tiver dúvidas se o seguro foi feito, pode ligar na administradora e pedir para ver a apólice contratada.”

Mauricio Galian, diretor do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, diz que o consumidor costuma fazer uma analogia entre o seguro da casa e o de automóvel e pensa que aqueles para a residência custam o mesmo preço, ignorando que são até mais baratos. “Esse mercado tem muito potencial para crescer nos próximos anos.”

Não há uma pesquisa que corrobore o dado, mas profissionais do mercado estimam que apenas cerca de 10% das casas e apartamentos brasileiros possuem seguro residencial.

Fonte: Folha de São Paulo

8 dicas para quem quer comprar o primeiro imóvel

Saiba o que é preciso levar em consideração antes de comprar a primeira casa ou o primeiro apartamento

Comprar o primeiro imóvel não é uma tarefa simples. Segundo o economista e professor da FGV, Samy Dana, por ser um bem de valor alto, é preciso muito planejamento para que o negócio se torne sustentável para o comprador. É necessário estudar e escolher a melhor opção para a localização, tipo de imóvel (casa ou apartamento), se será novo ou usado, o número de quartos e garagens e a metragem.

Para ajudar na realização do sonho da casa própria, detalhamos abaixo oito dicas dadas por especialistas para quem busca o seu primeiro imóvel.

Novo ou usado?

Financeiramente, o imóvel usado costuma ser um melhor negócio. “O apartamento novo é sempre mais caro. Lógico que se tem o prazer de morar onde ninguém nunca morou, em um imóvel mais moderno, com condomínio mais barato, mas é mais caro e tem depreciação”, diz Samy Dana.

Quanto menor o valor  financiado, melhor

Nem sempre existe possibilidade de quitar o valor de imóvel à vista. Nestes casos, o financiamento é inevitável. Mas vale um esforço para financiar o menor valor possível. Raspe suas economias, abra mão de alguns bens para tentar dar uma entrada num valor mais alto. Segundo o economista, quanto menor o valor financiado, menor será o pagamento de juros e o prazo de pagamento.

Atenção ao valor da parcela

O valor a ser pago na parcela é um dos itens mais importantes quando se quer comprar um imóvel financiado. “O financiamento dura 30, 35 anos. Isso é mais tempo do que dura a maioria dos casamentos no Brasil. Ter um apartamento é como ter um casamento”. Segundo Dana, o ideal é que a parcela comprometa apenas 20% da renda líquida.

“Nessa hora é preciso pensar que a compra do imóvel nem sempre é vantajosa. A compra pode ultrapassar as questões financeiras. É bom pesquisar também o valor de um aluguel. Ter R$ 500 mil investidos na poupança, vale a pena. O juros pode ser maior do que o valor total do aluguel”.

Como escolher a instituição financeira

Para um imóvel de até R$ 500 mil, os juros do financiamento habitacional variam, em média, de 8% a 10% ao ano. “Tem que pesquisar as condições de crédito e tomar cuidado com o que eles chamam de relacionamento com o cliente – para ter uma taxa melhor, o cliente precisa ter ‘fidelização bancária’. Às vezes, para ter uma taxa melhor, o banco te obriga a fechar pacotes, que muitas vezes não valem à pena. Segundo Dana, na maioria dos casos, os bancos públicos possuem as taxas mais vantajosas.

Pesquisa legal do imóvel e do corretor

Consultar um advogado ou uma imobiliária para ver se os documentos estão ok é fundamental. “Pode custar até 2 mil reais, mas é um investimento que vale a pena para evitar dor de cabeça futura”.

Vale a pena usar o FGTS

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é um direito de todo trabalhador com carteira assinada. Mensalmente, o empregador deposita em uma conta o equivalente a 8% do salário bruto do funcionário. Só é possível receber o benefício em algumas situações específicas, como demissão sem justa causa, rescisão do contrato por extinção total ou parcial da empresa, aposentadoria, falecimento do trabalhador, compra de moradia própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional.

“Vale a pena usar o FGTS, pois este benefício é exclusivo para que não possui nenhum outro imóvel no nome. É um grande artifício porque este dinheiro está sendo mal investido e está rendendo pouco”.

Olhos atentos 

Na hora de realizar o sonho da casa própria, alguns detalhes importantes não podem ser esquecidos. Analisar a vizinhança, avaliar o acesso ao transporte público, visitar o local durante o dia e durante a noite, para saber se o imóvel é perigoso ou barulhento e conhecer o trânsito local são alguns dos conselhos importantes nesta hora.

Vale esperar

Além de pesquisar e entender o mercado, a opinião dos especialistas é que a hora não é boa para comprar um imóvel, especialmente na cidade de São Paulo. “Existe uma bolha instalada em várias partes da cidade de São Paulo. Os preços estão muito altos. Na maioria dos casos, ainda não é a hora. Vale pesquisar e o aluguel não é o mais indicado”, diz Dana.

Fonte: Época Negócios

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