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Dívida atinge maior número de famílias

O número de famílias endividadas no País cresceu 6,39% entre 2010 e 2011, de acordo com pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Os dados mostram que 62,5% das famílias têm algum tipo de dívida, o que representa 525 mil famílias nas capitais.

Em 2010 eram 58,6%. O volume das dívidas aumentou 11,57%, com as famílias devendo em 2010 R$ 145,1 bilhões e em 2011, R$ 161,9 bilhões. Por mês essa dívida fica em R$ 13,5 bilhões. Em 2010 era de R$ 12,1 bilhões.

A pesquisa mostrou também que ao mesmo tempo em que as dívidas aumentaram, o rendimento das famílias endividadas cresceu 11,7%, ao passar de R$ 491,5 bilhões para R$ 549,2 bilhões, ou R$ 45,8 bilhões por mês.

Segundo o assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze, o aumento do salário foi o que permitiu que as pessoas pudessem aumentar suas dívidas sem aumentar o comprometimento com as dívidas. “O importante foi que o aumento de renda proporcionou uma diminuição das famílias que têm dívidas. As famílias estão conseguindo quitar suas dívidas então não vemos um cenário crítico de endividamento”.

Na avaliação do economista, o estudo mostra que com a continuidade da renda do trabalhador as famílias continuarão se endividando, mas com condição para honrar os compromissos. O estudo indicou ainda que a dívida representa 29,5% da renda. “Nó consideramos que a taxa de 30% é saudável e não prejudica o orçamento. O ideal é dividir a renda em um terço para gastos fixos, um terço para gastos voluntários e outro para dívida”.

De acordo com a pesquisa o número de famílias inadimplentes caiu dois pontos percentuais e representam 22,9% do total. Aqueles que afirmaram não terem condições para pagar as dívidas somam 8%. “As famílias melhoram sua situação financeira de um ano para outro, fazendo do ciclo econômico algo mais saudável. Fala-se muito de aumento da inadimplência, mas mostramos o contrário, que as famílias estão com consciência, pagando suas dívidas e não há risco de algum prejuízo maior na economia”.

A capital com aumento maior da quantidade de famílias endividadas foi Florianópolis, que tem 119.271 (88,8%) de suas 134.271 famílias nessa situação. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 45,6% no total de famílias endividadas. A capital com maior proporção de famílias endividadas foi Curitiba, com 526.704 (90,3%) de suas 583.453 famílias endividadas, 42,4% a mais do que em 2010, quando havia 369.761 famílias endividadas.

Quando analisados os números absolutos, São Paulo é a capital com maior quantidade de famílias endividadas. Das 3.580.341 famílias na capital paulista, 1.667.227 (47%) têm dívidas. Apesar da quantidade expressiva, a capital paulista viu o total de endividados recuar 0,27%, o que corresponde a pouco mais de 4,5 mil famílias.

Em Aracajú foi registrado o maior recuo, em 2010 eram 131.362 famílias endividadas e no ano passado caiu para 116.764 (-11,1%). Em números absolutos, Salvador teve maior número de dívidas quitadas. Das 631.683 famílias que tinham dívidas em 2010, 58.354 saldaram seus débitos (redução de 9,24%).

Para fazer a pesquisa foram entrevistadas 18 mil famílias por mês durante dois anos.

 

Fonte: Folha do Condomínio

Acessibilidade / análise: Aspectos arquitetônicos e de sinalização

Parâmetros arquitetônicos de mobilidade e sinalização devem estar plenamente articulados para garantir a acessibilidade, segundo aponta análise desenvolvida pela arquiteta Cristina Corione, graduada pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e especializada em Comunicação Visual.

A partir do momento em que o homem passou a viver em sociedade, surgiu a necessidade de se estabelecer um sistema de sinalização, tornando possível a locomoção e o perfeito entendimento do ambiente a sua volta. Segundo a Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG), a sinalização procura otimizar e viabilizar a utilização e o funcionamento de espaços, sejam abertos ou fechados. Esses projetos se fazem mais indispensáveis quanto maior a complexidade dos espaços, como condomínios, hospitais, shoppings centers, universidades, aeroportos, e em eventos de grande escala como olimpíadas, copas do mundo e feiras mundiais.

A sinalização deve ser feita de maneira direta, indicando somente uma mensagem, sem dar vazão a mais de uma interpretação. O grande desafio do programador visual é criar um projeto acessível a todo tipo de usuário, levando em conta pessoas com qualquer tipo de deficiência – seja visual, cognitiva, físico-motora – para que tenham o mesmo direito a igualdade. Por isso, a sinalização por meios visuais se torna precária se não for trabalhada com a ajuda de meios táteis e sonoros.

Para desenvolver um projeto de sinalização acessível contamos com elementos de mercado que atendem a estas necessidades específicas: em sinalização tátil horizontal é executada com pisos podotáteis, cerâmicos ou emborrachados, que indicam, pelo tato da planta do pé, mudanças de relevos e obstrução, através de desenhos que seguem um padrão e orientam a condução autônoma das pessoas. Em sinalização tátil vertical é executada por placas que incluem a linguagem de textos em relevo e em Braille, além de outras peças como anéis para corrimão, mapas táteis etc.

Os deficientes físicos somente conseguem circular através de meios criados para atender às necessidades deste grupo como rebaixos de meio- -fio nas calçadas, elevadores, portas mais largas, banheiros adequados e rampas. Por isso é importante ressaltar que um sistema de sinalização acessível só poderá existir se o ambiente arquitetônico construído também for acessível a este grupo de pessoas. A sinalização acessível só irá existir com a garantia de mobilidade – são duas faces interdependentes da mesma moeda.

São necessários, segundo Marta Dischinger e Vera Bins Ely (autoras do livro “Promovendo a acessibilidade nos edifícios públicos”, do Ministério Público de Santa Catarina), os seguintes componentes para a obtenção de boas condições de mobilidade: orientabilidade, deslocamento, comunicação e uso.

• Orientabilidade é saber onde a pessoa está e para onde vai, a partir das informações disponíveis dentro do espaço e dos suportes informativos, de forma independente.

• Deslocamento é propiciar condições ideais de movimento ao longo da trajetória – horizontal ou vertical (salas, escadas, corredores, rampas, elevadores), sem a existência de barreiras físicas, considerando a segurança e conforto a todos os usuários.

• Comunicação é oferecer boas condições de troca de informações permitindo o deslocamento nos ambientes.

• O uso é dado pela possibilidade de interação do indivíduo nas atividades desejadas, sem que seja necessário um entendimento prévio, e de forma independente e segura. A acessibilidade é lei e diz respeito a oferecer condições de acesso às edificações, ao transporte e aos equipamentos urbanos para pessoas portadoras de necessidades especiais ou com dificuldades de mobilidade. Isso foi estabelecido pelo Decreto 5.296/2004, baseado na norma NBR 9050, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Quem as descumprir, está sujeito a não-concessão de alvará de funcionamento. O prazo para conformidade com a lei foi de 48 meses após sua publicação, em dezembro de 2004.

Fonte: Direcional Condomínios

O condomínio cobrado antes das chaves

Só a efetiva posse do imóvel gera a obrigação

Na contramão do crescimento verificado no setor imobiliário da Baixada Santista, no Estado de São Paulo, surgem inúmeros problemas com o aumento de compradores insatisfeitos com os contratos. Entre as irregularidades, segundo o escritório do advogado Adriano Dias (foto), estão documentos que trazem  cláusulas abusivas, prazos não cumpridos, vícios na construção e a exigência de pagamento do condomínio antes do recebimento das chaves. Neste último caso, o comprador tem a opção de pagar a cobrança indevida e exigir, na Justiça, a devolução em dobro, com juros e correção monetária, afirmou Dias.

O advogado informou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que ‘A efetiva posse do imóvel, com a entrega das chaves, define o momento a partir do qual surge para o condômino a obrigação de efetuar o pagamento das despesas condominiais’, conforme relatório de Embargos de Declaração no Recurso Especial (EdResp n° 489.647, tramitado no Rio de Janeiro, julgado em 2009).

Para recorrer ao judiciário contra a construtora e o condomínio, o advogado esclareceu que é necessário o mutuário comprovar o pagamento antecipado das taxas condominiais, tendo em vista a data do efetivo recebimento do imóvel.

Dias, que é especialista em direito contratual e empresarial, afirmou que a entrega das chaves só é feita após a quitação do contrato, o que pode ocorrer com recursos próprios ou financiamento bancário. “Em muitos casos, as construtoras realizam a Assembleia de Constituição do Condomínio e entregam as chaves para aqueles compradores que efetuaram o pagamento à vista, sem o habite-se ter sido emitido, o que é necessário para a liberação do financiamento pelos bancos e do próprio imóvel, e aqueles que dependem de financiamento começam a receber as cobranças das taxas de condomínio, antes do recebimento das chaves”, alertou Dias.

 

Fonte: Folha do Condomínio

Como deixar a casa segura durante as férias de julho

Julho é o mês das férias escolares e muitos pais aproveitam também para tirar uma folga no serviço para viajar com toda a família. Há, porém, uma grande preocupação com a segurança da casa ou do apartamento, que ficará vazio até o dia da volta. No entanto, poucas pessoas tomam os cuidados necessários e acabam cometendo erros que demonstram fragilidades para assaltantes e criminosos.

Quem mora em condomínios de casas ou apartamentos deve considerar muitos fatores de segurança antes de viajar. “É necessário que o morador evite ao máximo a divulgação da rotina de viagem”, declarou o especialista em condomínios, Jorge Margueiro, da GS Terceirização. Se a família planeja viagens muito prolongadas, é importante que o zelador seja previamente informado. Segundo Margueiro, o condômino também deve fazer uma autorização, caso queira que alguma pessoa ou empregado entre no apartamento durante a ausência.

De acordo com o especialista, é recomendável que os moradores, nesse período de férias, suspendam as entregas de jornais, revista entre outros. Caso não seja possível, tentar a retirada de todas as encomendas na portaria. Se as férias estão sendo aproveitadas para realização de reformas, deve-se informar por escrito ao zelador o nome da empresa e os funcionários que irão realizar a obra.

No caso das residências, as atenções devem ser redobradas. A instalação de um sistema de segurança 24h pode ser uma boa medida, porém, há ainda que se considerar outros pontos importantes para manter o imóvel ‘invisível’ aos olhos de pessoas mal intencionadas. Deixar a chave com um vizinho ou pessoa de confiança para que limpe o quintal ou a frente da casa demonstra que o local não está vazio. O ideal também é suspender a entrega de jornais e revistas.

Muitos cometem um erro primordial que é deixar a luz acessa. “Nunca deixe as luzes acesas 24 horas, pois isto indica que a casa esta vazia, além de evitar desperdícios e acidentes”, afirma Margueiro.”Certifique-se também que deixou os registros de água e gás fechados, para que nada ocorra durante a ausência”, lembra.

 

Fonte: O Diário

Conta de água: você já pensou em como é calculado o seu consumo?

Estamos acostumados a receber a cobrança em nossa casa todo mês, olhar o valor e pagar, mas você já parou para pensar em como é feito o cálculo da cobrança? O advogado Rômulo Cavalcante Mota criou um estudo com o objetivo de esclarecer aos consumidores sobre como a Cedae, Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro, realiza a cobrança.

O estudo Xeque-Mate – A Cedae enquadrada pela Justiça contesta a forma usada pela Cedae para realizar a cobrança dos condomínios comerciais. Segundo o estudo, todo condomínio composto por mais de uma sala tem a classificação do número de economias dependente do número de salas e cada grupo de quatro salas equivale a uma economia. Para o autor, a empresa não cobra pelo consumo real, medido pelo hidrômetro, mas sim pelo número de economias (4 salas) multiplicando o consumo mínimo de 20m³. Com esse cálculo, o condomínio paga três vezes mais do que consumiu.

A equipe do SRZD entrou em contato com o Dr. Rômulo Cavalcante Mota para saber porque a empresa continua fazendo a cobrança dessa forma. “Tenho certeza de que é porque as pessoas desconhecem os seus direitos. Poucos são os que reclamam. Agora, existe decisão definitiva do Superior Tribunal de Justiça e até do Supremo Tribunal Federal proibindo esse tipo de cobrança que consiste em multiplicar o número de economias (cada economia é igual a 4 salas) por 20m³ de água”. O autor também mostrou conhecimento ações contra a companhia. “Atualmente, em todas as instâncias o consumidor vence. Na primeira instância, os juízes dão Antecipação de Tutela (uma medida liminar), no Tribunal de Justiça, a matéria é sumulada n. 84 do TJRJ e a matéria foi decidida no Recurso Especial representativo de Controvérsia n. 1.166.561-RJ, razão por que, nenhum recurso especial deverá mais subir ao Superior Tribunal de Justiça”, concluiu.

Rômulo Cavalcante Mota também fez um alerta aos condôminos. “Os condomínios podem e devem pedir a restituição em DOBRO porque os tribunais já estão dando essa condenação, e o prazo é de 10 (dez) anos. A prescrição é de 10 anos. A CEDAE afirma que são 3 anos apenas.” Para concluir, ele disse que gostaria de um debate público com os advogados da Cedae para demonstrar aos consumidores todas as “criações ilegais” da companhia.

SRZD também ouviu o advogado da Cedae, Doutor Sérgio Pimentel, para saber o que ele pensa sobre o estudo. O Doutor Sérgio nominou o estudo como “panfleto” e disse que o Dr. Rômulo infringe o Estatuto e o Código de Ética da OAB. “O Dr. Rômulo é um advogado que sistematicamente infringe o Estatuto e o Código de Ética da OAB, ao praticar deliberadamente a captação de clientela, que é vedada pelo referido estatuto. O panfleto ao qual vocês tiveram acesso constitui uma amostra desse modus operandi, que já fez com que encaminhássemos representação ao Tribunal de Ética da OAB/RJ, a qual aguarda julgamento,” afirmou.

O Doutor Sérgio Pimenta esclareceu a forma que a Cedae utilizada para realizar a cobrança. “A sistemática da cobrança de um valor mínimo, considerado o número de economias existentes em determinado condomínio, é um benefício previsto no regulamento da Companhia, de modo a minimizar o impacto da progressividade do valor da tarifa na conta de água. Em linguagem menos técnica: como o valor da tarifa varia, aumentando de acordo com as faixas de consumo em que determinado cliente se enquadrar, se um determinado condomínio for cobrado como sendo uma única economia (quando na verdade ele dispõe de diversas unidades, consumindo água), a faixa de consumo em que ele estará enquadrado será mais elevada e ele pagará valores significativamente maiores”, disse.

O advogado também falou sobre os processos. “Tanto é assim que diversos consumidores (grandes condomínios residenciais) que ganharam ações na Justiça, com essa tese, acabam verificando que o cumprimento da sentença lhes é desfavorável e pedem à CEDAE que restabeleça a cobrança, com base em seu regulamento, abrindo mão dos efeitos da sentença. A tese, portanto, somente faria sentido se não houvesse a tarifa progressiva, a qual, todavia, hoje é considerada legal por força de dispositivo expresso do art. 30, I, da Lei 11.445/2007 (Lei do Saneamento)”, concluiu o advogado da companhia.

O fato é que as duas partes tem bons argumentos. E você, consumidor? Acredita em quem?

Fonte: SRDZ

A venda casada na compra do imóvel

Para Tardin, prática deve ser denunciada à polícia

Para conquistar o primeiro imóvel, muitas pessoas, diariamente, procuram o financiamento habitacional. Em algumas situações, esta concessão por parte das instituições financeiras está condicionada à compra de produtos, como seguros, títulos de capitalização, cartões de crédito etc. Para o presidente do Instituto  Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardin (foto), esta pratica é ilegal. “Quando o funcionário da instituição financeira – na maioria dos casos, os bancos – quiser vincular algum produto à compra do imóvel, o mutuário deve pedir que coloque no papel o que está oferecendo, assim como o condicionamento da assinatura do contrato a outros serviços”, orientou. De posse do documento, o candidato a mutuário deve ir a um distrito policial ou à Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) para registrar um boletim de ocorrência. Tardin denunciou que tal prática se trata de extorsão, mesmo que o gerente não faça ou preencha o documento. O presidente do Ibedec alertou que a prática de venda casada é crime e contraria o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Veículos 

Segundo o presidente do instituto de defesa do consumidor, este tipo de prática também vem ocorrendo com o financiamento de veículos, pois há concessionárias que condicionam a liberação do crédito para a compra do carro à contração de despachante indicado pelo vendedor ou até mesmo à compra de seguro.

“Não é preciso despachante. É só pegar a nota fiscal da venda do carro, ir ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e registrá-lo”, informou.

Conforme Tardin, caso o consumidor não queira mais o cartão de crédito, título de capitalização ou o seguro, basta protocolizar requerimento junto à instituição financeira (bancos) pedindo o seu cancelamento. “A instituição financeira é obrigada a cancelar o serviço”, disse o representante da entidade. O instituto tem sugerido a aprovação de um projeto de lei, que deve obrigar os bancos a colocar, em local de destaque nas agências, o aviso de que a prática de venda casada é crime.

Fonte: Folha do Condomínio

Selo da Caixa não recebeu projetos do PR

Para a indústria de construção civil do estado, certificação é válida, mas esbarra no alto custo das soluções sustentáveis.

O Residencial Bonelli, da construtora Rôgga, em Joinville, Santa Catarina, recebeu o Selo Casa Azul da Caixa

Mesmo após três anos do lançamento do Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal (CEF), o Paraná ainda não enviou projetos de construções sustentáveis para receber a certificação. De acordo com informações da CEF, até o presente momento não há projetos candidatos do Paraná e o estado que mais enviou propostas para análise foi São Paulo – um selo já foi concedido ao empreendimento Paraisópolis e há mais dois em estudo.

De acordo com o conselheiro do Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos do Paraná (Crea-PR) e vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Paraná (Sinduscon-PR), Euclesio Manuel Finatti, o motivo para o baixo número de empreendimentos no Paraná que buscam o Selo Casa Azul se deve à incompatibilidade entre as exigências sustentáveis e o custo do processo. “Não conheço nenhuma construtora do Paraná que tenha o selo ou que tenha buscado o selo, justamente por esta questão do custo. As empresas que trabalham com a Caixa buscam obras nos programas como o Minha Casa, Minha Vida, que são obras mais simples, e trabalhar com a sustentabilidade desta forma é muito difícil. Existe uma relação não correta sobre o custo que a obra tem versus a exigência que o selo impõe, não é compatível”, afirma Finatti.

O conselheiro não descarta a importância da sustentabilidade na construção civil atual, mas explica que o custo se dilui nos grandes empreendimentos. “Algumas empresas estão procurando introduzir isso, mas são em projetos maiores, de mais unidades. Mas é quase impossível você ter no módulo popular.”

Segundo informações repassadas pela Caixa, o Selo foi pensado para todos os tipos de empreendimentos que o banco opera, inclusive o Minha Casa, Minha Vida, e o nível do selo (ouro, prata e bronze) depende da quantidade de critérios que forem atendidos.

Um exemplo de empreendimento grande que recebeu o Selo foi o Residencial Bonelli, de Joinville, Santa Catarina. De acordo com o diretor técnico da construtora Rôgga, responsável pela obra, Carlos Rebollo, a construção, com mais de mil apartamentos, não estava relacionada ao Minha Casa, Minha Vida e as mudanças do projeto convencional para o sustentável não foram tão significativas. “Dos critérios, 85% já eram atendidos pela empresa. A principal diferença foi na hora de desenvolver o projeto, que foi um pouco mais burocrático”, afirma. Rebollo estima um aumento de 3% no custo da obra e diz que as principal mudança foi a ampliação da área permeável do terreno, que inicialmente seria simplesmente concretada.

A construtora Precon Engenharia também recebeu um selo pelo Ville Barcelona, vinculado ao Minha Casa, Minha Vida, em Minas Gerais. “Nossa solução, por ser industrializada, permite uma série de racionalizações de custo e encaixar os itens de sustentabilidade. A construtora gera [do início ao fim da obra], cerca de 28 kg por metro quadrado construído, quantidade muito inferior aos 150 kg por metro quadrado da construção tradicional”, afirma o CEO da empresa, Marcelo Miranda.

Modelos do exterior têm mais apelo

Apesar do processo demorado em emitir a certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), cerca de seis meses após a conclusão da obra, 50 empreendimentos brasileiros já a receberam e mais de 500 deram entrada no processo. Por aqui, a construtora Laguna já recebeu um certificado Leed e está em busca de outros.

Segundo a coordenadora de planejamento da construtora, Cássia Assumpção, os principais benefícios de adotar medidas sustentáveis desde o projeto veem depois da conclusão da obra. “Reduz o custo de operação do condomínio, reduz o consumo de água, de energia e melhora também a qualidade de vida de quem ocupa o ambiente, porque a certificação exige certos níveis de conforto, como a qualidade do ar, através do controle dos níveis de gás carbônico por meio de sensores. Além disso, todos os ambientes devem ter um sistema de ventilação que permita a renovação do ar. A gente utiliza ainda materiais que emitam baixo componentes voláteis, como tintas, vernizes e colas apropriadas para isso”, explica.

Na ponta do lápis

“Preço” para ser sustentável é de 5%, em média

O custo das soluções sustentáveis chega a cerca de 5% do orçamento total de uma obra. No caso da Preco Engenharia, segundo o CEO da construtora, Marcelo Miranda, os acréscimos foram mínimos, porque a empresa já tinha a tecnologia sustentável como premissa. “O que tenho ouvido de empresários e executivos da construção civil que utilizam métodos tradicionais de construção é que esse custo pode chegar perto de 5% do custo da obra”, afirma.

Diversos são os fatores que devem ser pensados para tornar uma obra sustentável. Dentre eles, os projetos devem promover a recuperação de áreas degradadas, locais para coleta seletiva, soluções alternativas de transporte, priorizar a iluminação e ventilação natural, o uso de lâmpadas de baixo consumo, sistemas de aquecimento solar, medição individualizada de gás, elevadores e eletrodomésticos eficientes, além de fontes alternativas de energia, entre outros.

Além dos custos com o projeto e desenvolvimento da obra, para receber o Selo Casa Azul da Caixa, as empresas também devem desembolsar uma taxa de análise que, segundo informações do banco, gira em torno de R$ 328 (dependendo do número de unidades habitacionais do empreendimento).

Passo a passo

O Selo Casa Azul da Caixa visa qualificar os projetos de construções sustentáveis em três classes (ouro, prata e bronze) definidas de acordo com a quantidade de critérios sustentáveis atendidos. Para receber o Selo Ouro, o empreendimento deve atender, no mínimo, 24 das 53 condições sustentáveis. Prata, 19 critérios atendidos e recebem bronze as construções que cumprirem, pelo menos, 14. Os critérios foram divididos em seis grandes categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional de água/gestão da água e práticas sociais.

O que fazer para concorrer ao Selo

Quem pode participar

Podem apresentar propostas para o Selo os clientes de empreendimentos habitacionais financiados pelo banco como construtoras; entidades organizadoras, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais; além do poder público.

Quando

A Caixa pede que as construtoras interessadas candidatem os projetos logo quando derem entrada na documentação do projeto para análise. Para isso, devem entrar em contato com a Superintendência Regional da Caixa no Paraná para obter os formulários.

Também é preciso apresentar a aprovação da prefeitura no projeto, declaração de viabilidade de atendimento das concessionárias de água e energia, alvará de construção, licença ambiental, entre outros documentos.

Madeira e resíduos

Todos os projetos devem atender às regras da Ação Madeira Legal e apresentar até o fim da obra o Documento de Origem Florestal (DOF), além de informar o volume, espécies e a destinação final das madeiras utilizadas. Os empreendimentos devem ainda atender à acessibilidade com, no mínimo, 3% das habitações adaptadas.

Processo

A avaliação continua durante o desenvolvimento do empreendimento através de medições mensais e vistorias específicas. Se todos os critérios não forem atendidos, a Caixa pode pedir a retirada da logomarca Selo Casa Azul da construção.

Serviço

Para mais informações sobre o Selo, os interessados podem entrar em contato com a Superintendência da Caixa no Paraná pelo telefone (41) 3544-5600.

R$ 328

É o custo médio da taxa de análise de cada projeto que se inscreve para receber o Selo Casa Azul da Caixa. O valor depende do número de unidades habitacionais do empreendimento. O processo vale não só na inscrição, mas também durante a construção. São feitas medições mensais e vistorias específicas no decorrer da obra.

5%

É o aumento no custo para desenvolver um empreendimento sustentável, em relação aos prédios convencionais.

Fonte: Gazeta do Povo

Mercado “surfa” na onda do segundo lar

Melhoria do poder aquisitivo contribui para investimentos imobiliários no litoral paranaense, de acordo com analistas do setor.

Depois do aquecimento do mercado imobiliário na capital e no interior, agora é a vez de o litoral receber investimentos. Segundo o consultor de mercado Marcos Kahtalian, o litoral passou a ser visto como a segunda moradia tornou-se uma forma de investimento das famílias. “Em questão de um ano e meio para cá o litoral vem tendo investimentos imobiliários crescentes em fun­­ção do cres­­cimento do mercado. É o que a gente chama de mercado de segunda residência”, explica Kahtalian.

De acordo com o superintendente da imobiliária Apolar, Jean Michel Galiano, o crescimento em investimentos no litoral cresceu de forma vertiginosa nos últimos três e quatro anos. “Muitas pessoas dizem hoje que não existe mais o triângulo com a classe A lá em cima, e B, C, D e E embaixo. Hoje o que temos é um losango, onde as classes B e C se misturam e a classe D consegue realizar os seus desejos, como ter uma casa na praia”, explica Galiano.

Os investimentos também estão crescente em Santa Catarina, um destino também disputado pelos paranaenses – especialmente na região do Balneário Camboriú e Itajaí. “Balneário por si só dispensa comentários, porque tem um viés de crescimento, beleza, praticidade e estrutura. Itajaí é cidade portuária, tem uma beleza natural e também está bem estruturada. Na região tem também a Praia Brava”, afirma o diretor de incorporação da construtora Thá, Nilton Antonietto.

No Paraná, os locais em destaque são Matinhos, Caio­­bá, Guaratuba e, princi­pal­­mente, Pontal do Sul e Ale­­xandra. “Pontal terá um crescimento por questões de investimento do setor privado, as indústrias. O mesmo em Alexandra, que também tem uma indústria de agronegócio. Isso vai trazer mais gente, mais profissionais e vai criar um movimento, vai estruturar atividades para o ano todo e mudar o perfil destes municípios”, explica Antonietto.

Para o di­­retor da Re­­vi­­va Em­­pre­en­­dimentos, Vinicius Trom­­­­bini, Guaratuba é a cidade que, até 2015, pode se tornar o elo para o desenvolvimento imobiliário da região. “Existe um potencial turístico e portuário das regiões vizinhas a Guaratuba que faz com que ela seja um elo, até pelo eixo viário do Paraná, que contribui. É um investimento estável, uma vez que teve uma acomodação da febre para Santa Catarina devido à BR 101”, afirma o diretor.

Maturidade

Para construtoras, crescimento no Paraná é consistente

Com investimentos no litoral do Paraná e de Santa Catarina, o diretor de incorporação da Thá, Nilton Antonietto, conta que o crescimento do setor nas praias do estado nunca cessou. “O nosso litoral tem um crescimento maduro. O prédio que construímos, sabemos que será vendido.”

O superintendente da Apolar Imóveis, Jean Michel Galiano, acredita que o crescimento deve continuar. “O governo do Paraná quer investir no litoral, e isso vai ajudar no crescimento [do mercado imobiliário]”, afirma.

O dono da franquia da Apolar Imóveis em Caiobá, Luiz Roberto Vivi, concorda com o crescimento. “O mercado imobiliário do litoral está passando por uma fase muito boa e acredito que não vai parar.”

Para Vinicius Trombini, da Reviva Empreendimentos, “hoje o paranaense tem orgulho do pequeno litoral, das belezas e do parque náutico.”

Benefícios

Proprietários antigos percebem melhorias com o movimento

Quando o empresário Dirceu Gasperin comprou uma casa no litoral, há mais de 15 anos, não havia muita estrutura para atender os veranistas. “Na minha rua tinha, no total, uns dez imóveis. Hoje se tiver um lote vazio é muito. Antes só chegava água e luz, hoje tem esgoto, tem saneamento.” O empresário conta que o aumento no número de moradores contribuiu para a valorização do espaço. “A região onde tenho a casa, que fica entre Caiobá e Matinhos, cresceu muito. O imóvel que eu paguei cerca de R$ 30 mil hoje sai por R$ 150 mil.”

Para o funcionário público Ivan Luis Barbosa, a proximidade com as praias do estado fizeram com que ele adquirisse um imóvel em Caiobá. “Fechei o negócio no fim de junho. Já tive imóvel na praia e vendi, mas acabei comprando de novo porque gosto da praia e por conta da logística. Além do mais é tão pertinho. O fluxo de veículos para as praias do Paraná dificilmente tem congestionamento.”

 

Fonte: Gazeta do Povo

Síndico de condomínio administra “uma empresa”

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O Dever do Síndico nas obras do Condomínio

A discussão sobre as obrigações e responsabilidades do síndico ganhou destaque em razão das obras realizadas pelos condôminos em suas unidades, após os desabamentos ocorridos no início do ano no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A função do síndico traz consigo uma série de deveres e responsabilidades.
O Código Civil, no capítulo que trata dos condomínios edifícios, impõe á todos que moram em condomínios determinado direito e deveres, e ao síndico cabe a organização de zelar pelas partes comuns e, numa análise mais criteriosa, em situações ocorridas dentro da unidade que tragam reflexo à edificação, como a realização de obras e reformas.

A convenção pode disciplinar as responsabilidades de todos os integrantes do condominio, mas, na sua falta, o Código Civil dá ao síndico ferramentas para exigir que os moradores do condomínio não adotem posturas que prejudiquem o conjunto, principalmente aquelas que ofereçam risco à vida e aos bens dos demais moradores.

Em se tratando especificadamente de obras, o Código Civil impõe aos condôminos o dever de não as realizar se comprometerem a edificação, estabelecendo penalidades aos responsáveis. Ao síndico, como representante de todos os condôminos, impõe o dever de zelar pela conservação e manutenção das partes comuns do condomínio, respeitar e fazer respeitar a Convenção regulamentos e deliberações assembleares e, ainda, cobrar multas eventualmente impostas.

Com relação às obras nas unidades particulares, o síndico pode exigir que os condôminos/moradores comuniquem previamente à administração a sua realização e, dependendo do vulto da obra, que apresentem os documentos que garantam a sua regularidade (planta elaborada e assinada por profissional qualificada e licença da obra). Caso não seja atendido, o síndico poderá aplicar a penalidade prevista na convenção do Condomínio e/ou, dependendo do caso, propor medida judicial a fim de paralisar o andamento da obra (nunciação de nova obra).

Como não há legislação específica sobre a matéria, o síndico deverá formalizar uma denuncia às autoridades (Prefeitura/Secretaria municipal de urbanismo) e convocar uma AGE, com item específico na ordem do dia, buscando aprovar medidas urgentes. Caso o morador não permita a entrada do síndico na unidade e havendo indícios de risco eminente, poderá o síndico solicitar autorização judicial para proceder às verificações necessárias. No caso das partes comuns, é importante lembrar que o síndico, ao constatar a necessidade de uma obra, deverá verificar a garantia que as construtoras oferecem após o seu término e, ainda, a garantia por vícios ocultos. Todos esses assuntos estão disciplinados no Código Civil. Estas são orientações gerais, devendo o condomínio, em situações concretas, consultar um advogado para orientá-lo sobre os procedimentos a serem observados, tendo em vista a complexidade do assunto e seus possíveis desdobramentos.

Fonte: SECOVI

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