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Garagem

Como organizar a garagem do condomínio em 4 passos

Como organizar a garagem do condomínio em 4 passos

Um dos temas mais polêmicos em reuniões de condomínios certamente é a organização da garagem.

Por isso, o ideal é mantê-la sempre organizada para evitar ou pelo menos diminuir os conflitos entre moradores e as reclamações ao síndico.

As dicas vão desde o estabelecimento de regras internas até a correta demarcação de vagas. Vamos a elas?

1. Garagem não é marinha e nem estacionamento para visitantes
Garagens foram idealizadas para guardar os carros (e não barcos!) dos condôminos. O número de vagas para cada morador depende do prédio. Assim, as bicicletas, por exemplo, devem ficar no espaço reservado a elas. Já as motos são um capítulo à parte. Caso a vaga do morador que tenha um carro e uma moto seja grande, a maioria dos prédios tem aceitado os dois veículos na mesma vaga.

Se a demanda por espaço para motos for muita, vale a pena dar uma analisada se não é adequado ter um local demarcado somente para elas, com respectivo custo rateado pelos proprietários das motos nas taxas condominiais.

E não é porque a garagem foi feia pra carros que todos eles podem parar ali. Carros de visitantes e prestadores de serviços não devem ser tolerados nas garagens do condomínio. Nem mesmo quando o morador estiver viajando, por exemplo. A velha desculpa “mas minha mãe só vai ficar 10 minutinhos” não pode ser aceita porque se for, abre-se uma vulnerabilidade muito grande.

Como controlar a entrada e saída de veículos? Como garantir a segurança se não há nenhuma documentação que prove a idoneidade daquele encanador ou pintor que ficará algumas horas circulando livremente pelo condomínio?

2. Lugar para carros, motos e só!
Não permita que a garagem transforme-se num depósito de objetos, móveis, materiais de limpeza, galões de combustível, botijões de gás, cadeiras de praia, eletrodomésticos quebrados, brinquedos usados, etc, etc… A regra proibindo este comportamento por parte dos condôminos deve estar na convenção do condomínio. A bagunça generalizada desvaloriza o imóvel e prejudica a segurança do prédio.

Peça para os funcionários do condomínio ajudarem a fiscalizar se todos estão cumprindo esta norma, sem exceções. E se alguém desobedecer, veja se há alguma punição no regulamento interno. Em caso negativo, leve o tema para a assembleia e aprove junto com os moradores o que deverá ser feito.

3. Armários também exigem disciplina
Há condomínios que têm armários para guardar materiais. Mas este tema também deve ser aprovado em assembleia. Deixe claro quais as regras de uso, principalmente a proibição de alojar substâncias perigosas como as inflamáveis, por exemplo.

Os armários devem, ainda, ser limpos com frequência, padronizados – se são brancos, assim devem ser mantidos pelos moradores – e se possível, suspensos para garantir a limpeza do solo.

4. Sinalização e demarcação são fundamentais
A sinalização dos sentidos de tráfego na garagem e sobre a velocidade máxima permitida deve ser clara e obedecida por todos. A administração também deve fazer sua parte, ou seja, pintar e repintar com frequência as demarcações e números das vagas. Assim, fica mais fácil cobrar dos motoristas o respeito aos limites. Proíba o estacionamento de veículos fora das vagas previamente estipuladas, bem como tocar as buzinas em qualquer horário.

Uma dica legal é que, se você providenciar a impermeabilização do piso da garagem, a demarcação de vagas será feita diretamente no acabamento. Este serviço está previsto no Sistema Fibersals. Conheça!

Ah! E só mais uma coisinha muito importante: A garagem não é lugar adequado para crianças brincarem. Muitas vezes, é insalubre e muito perigoso!

Fonte: CondomínioSC, FiberSals

Garagem: os riscos de negociar a vaga no condomínio

Com o aumento da frota de veículos no País e em todas a cidades, surge a necessidade também de condomínios com mais mais vagas de garagem por apartamento. Alguns prédios novos já foram projetados com duas vagas para carros por unidade, porém os mais antigos oferecem apenas uma.

A realidade culminou em uma negociação de ajuda mútua: quem não usa a vaga, aluga para outros moradores. O lucro para o locatário e locador é certo, entretanto é preciso respeitar a legislação vigente.

De acordo com o diretor regional e estadual do Sindicato da Habitação (Secovi-PR) Junzi Shimauti, o Código Civil determina que a vaga pode ser alugada apenas para moradores do prédio, mas prevalece também a regra do condomínio. “Alugar a vaga para uma pessoa que não more no prédio pode ser perigoso. Coloca em risco a segurança de todos os moradores”, frisa Shimauti.

Já a respeito da venda da vaga, o diretor explica que tudo vai depender da escritura do imóvel. “Normalmente a garagem está vinculada ao apartamento, mas em alguns casos existem duas escrituras. Se o contrato for separado é possível vender a vaga”.

Garagem: os riscos de negociar a vaga no condomínio - Divulgação
Segurança – O mais indicado é alugar a vaga de garagem para morador do condomínio

Além de negociar o espaço, alguns moradores utilizam a garagem como depósito de quinquilharias. O diretor do Secovi esclarece que o uso da garagem é exclusivamente para guardar veículo e que, em geral, outra destinação não é permitida. “A vaga só pode ser utilizada para outro fim, se o condomínio autorizar”, reforça.

Outra regra que deve ser respeitada está relacionada ao tamanho do carro. De acordo com a legislação, somente carros médios podem ser guardados na garagem. Os carros maiores dificultam o estacionamento dos outros veículos e podem até causar acidentes. Colocar motos ao lado dos carros também pode causar problemas aos motoristas na hora de estacionar.

Outro problema é o chamado “contrato de boca”. Assim, o Secovi orienta que os condôminos documentem a negociação, fazendo constar o valor do aluguel e a data de pagamento.

O QUE DIZ A LEI

A Lei Federal 12.607/12 proíbe a venda ou o aluguel de vagas de garagem para pessoas de fora do condomínio. A exceção vale apenas se a permissão for estabelecida na convenção do prédio.

Segundo o Secovi, em 95% dos casos essa permissão não está expressa em documento. E, se os moradores quiserem modificá-lo, será necessária aprovação em assembleia.

A nova norma foi criada com o objetivo de garantir maior segurança nos condomínios.

A única maneira de alugar ou vender vagas de garagem agora é com a aprovação de dois terços dos moradores em votação durante assembleia. Edifícios-garagens não são afetados pela lei.

Fonte: O Diário

O Culpado do Dano na Garagem

Por: ** Daphnis Citti de Lauro

Um veículo aparece arranhado na garagem do prédio. A primeira pergunta que o morador faz, é como deve fazer para acionar o condomínio para ser ressarcido pelo dano.

O condomínio não deve ser acionado, porque não responde pelos atos de condôminos ou demais moradores. Somente se quem arranhou foi um de seus funcionários.

Isto porque, salvo disposição expressa na convenção condominial, os condomínios não são responsáveis por furtos ou danos ocorridos nas áreas comuns ou privativas.

Por exemplo, sobre furto de bicicleta, o inquilino de um apartamento pretendeu o ressarcimento, pelo condomínio, do seu prejuízo, que foi rechaçado pelo poder judiciário: “salvo culpa devidamente comprovada, os condomínios residenciais não respondem por danos ou furtos ocorridos em áreas de estacionamento ou de uso comum” (1ª Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul).

O fator importante, que embasa a decisão acima, é o de que a relação entre condomínio e condôminos não é de consumo e, portanto, não incidem as regras do Código do Consumidor. Os condôminos estão entre si, no mesmo pé de igualdade.

Alguns desavisados, entretanto, teimam em propor ações contra os condomínios, baseados na relação consumerista.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Trata de produto ou serviço.

E, no parágrafo segundo, do artigo 3º, define serviço como “qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive, as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista”.

O condomínio não tem personalidade jurídica. Não é pessoa física nem jurídica. Não presta serviços mediante remuneração. Constitui-se em uma comunhão de interesses, onde são rateadas despesas. Não tem objetivo de lucro, distinguindo-se assim das sociedades.

Essa circunstância foi elucidada com grande clareza pelo Juiz Milton Sanseverino, que atuou como relator na Apelação nº 614098-00/2 (2º Tribunal de Alçada Civil – 3ª Câmara), em julgamento datado de 23 de outubro de 2001.

Vale à pena transcrever trecho do acórdão:

“O condomínio nada mais é, em essência, que a massa ou o conjunto de condôminos, isto é, o complexo de co-proprietários da coisa comum. Ora, não teria sentido imaginar que cada um dos “comproprietários” pudesse ser considerado “consumidor” em relação aos demais e que estes, por sua vez, pudessem ser tidos na qualidade “fornecedores” de “produtos” e/ou de “serviços” uns aos outros, co-respectivamente, pois isto não só contrariaria a natureza mesma das coisas como aberraria dos princípios e das normas jurídicas disciplinadoras da espécie, destoando por completo da realidade e da lógica mais complementar”.

E, adiante, prossegue ele: “não existe verdadeira e própria relação de consumo, não podendo o condomínio, a toda evidência, ser considerado “fornecedor de produtos e serviços”, nem o condômino “consumidor final” de tais “produtos e serviços”, como é de meridiana clareza, ou, em outros termos, de primeira, elementar e inafastável intuição”.

Esse esclarecimento é fundamental para que as pessoas não proponham ações contra os condomínios fundadas no Código de Defesa do Consumidor.

Elas abarrotam os cartórios, principalmente, dos Juizados Especiais Cíveis – porque não há cobrança de custas nem condenação em honorários advocatícios – e estão fadadas ao fracasso.

Fonte: Folha do Condomínio

Garagem: Conheça quais são e saiba como resolver os principais conflitos

Como resolver os principais conflitos de garagens nos condomínios

Resultado de imagem para garagem

Alguns dos problemas mais frequentes entre vizinhos em um condomínio envolvem a garagem. Carros mal estacionados, as chamadas vagas presas, o uso de um espaço para acomodar mais de um veículo e pequenos acidentes estão entre as principais reclamações.

Para entender quais são os direitos e deveres de cada um neste ambiente é importante compreender que existem dois tipos de espaço para acomodar os carros em um condomínio.

Um deles é, na verdade, um estacionamento. Trata-se de uma área comum usada para abrigar veículos de acordo com o regimento do conjunto.

Nesses casos, a escritura do imóvel ou o contrato de aluguel não mencionam “vaga” ou “espaço de garagem”, conforme explica Juliana do Rocio Vieira, advogada do departamento jurídico do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). As delimitações das vagas podem ou não existir.

O outro espaço é, de fato, considerado garagem, composto por vagas privativas, ou seja, que são propriedade particular do condômino.

Elas são descritas no registro do imóvel, podendo ser fixas, com o número de cada apartamento, casa ou sala comercial, ou rotativas, ocupadas à medida em que as pessoas vão chegando.

Outro ponto a ser levado em conta, de acordo com a advogada, é o tamanho das vagas de garagem. Às vezes o condomínio não tem opções para carros muito grandes, ou até mesmo não permite a sua entrada.

“É sempre importante prestar atenção a esses fatores ao comprar ou alugar um imóvel”, afirma Juliana.

Vagas para idosos e pessoas com necessidades especiais

No caso de existir condômino idoso ou com necessidades especiais, compete ao condomínio oferecer a vaga mais adequada.

“É uma questão de cidadania que deve ser resolvida em assembleias”, afirma Juliana.

No caso dos chamados estacionamentos, é possível tornar fixo um espaço para o idoso ou a pessoa com necessidade especial, talvez mais perto da porta ou mais ampla.

Para o caso de vagas privativas e rotativas, os condôminos podem concordar em fixar as vagas desses moradores. E, no caso de vagas privativas fixas, é possível um acordo entre os moradores para que sejam feitas as trocas necessárias visando o bem-estar de todos.

Vizinhos espaçosos

Um dos principais motivos de conflitos entre vizinhos é a invasão do espaço. Um carro mal estacionado, que ocupa parte da garagem do outro, que dificulta uma manobra ou impede o abrir de uma porta pode gerar reclamações.

Segundo Juliana, se você sofre com um vizinho espaçoso, o ideal é que, em um primeiro momento, você tente reclamar de forma amigável, diretamente com o envolvido. Se não for suficiente, é necessário recorrer ao síndico. E se o fato persistir, é possível entrar com uma ação contra a pessoa no juizado especial.

Mesmo nos chamados estacionamentos, é possível reclamar caso você se sinta prejudicado neste sentido. Neste caso, o que ocorre é uma violação das normas do condomínio, já que se trata de uma área comum. Assim, é necessário acionar o síndico.

Mais de um veículo em uma vaga

Uma prática comum nos condomínios é usar a vaga de garagem para guardar mais de um veículo. Muitas pessoas que têm moto além de um carro, por exemplo, colocam os dois na mesma vaga que, a princípio, serve para acomodar apenas um.

O pensamento é quase sempre o mesmo: uma moto é tão pequena, cabe tranquilamente e não invade outra vaga.

“A área para os carros já é muito pequena, principalmente em prédios. Esse ‘espacinho’ ocupado pela moto pode atrapalhar a manobra de alguém ou até a circulação na garagem”, enfatiza Juliana.

Cada condomínio lida de uma forma com essa questão. Se não atrapalhar ninguém e todos concordarem, é possível manter dois ou mais veículos em uma vaga.

Mas, se alguém se sentir prejudicado, é necessário resolver, o que pode ser feito amigavelmente, como aponta a advogada do Secovi-PR.

Segundo ela, o melhor é tentar um diálogo entre as partes. Se não resolver, partir para uma notificação extrajudicial – um tipo de carta não oficial em que são explicitadas as reclamações, além de um aviso de que o problema será levado à justiça caso o outro não colabore.

Garagem como depósito

Na maioria dos condomínios, é proibido o uso da garagem como depósito, afirma Juliana.

“É uma prática que pode gerar entulho e até mesmo o aparecimento de pragas, como ratos”, aponta. “Garagem é garagem, mesmo quando for de propriedade privada”, completa.

Se vai contra as normas, é possível uma notificação amigável e até mesmo entrar com ação.

Vagas “presas”

Em condomínios que possuem garagem com vagas “presas” – em que os carros impedem a passagem uns dos outros -, é muito importante que as regras de uso estejam muito bem explicadas nas normas.

Se é necessário deixar a chave na portaria ou se o morador será contatado quando tiver que mover o carro são alguns dos pontos que devem estar claros na regra.

De acordo com Juliana, esse é um tema que gera bastante conflito. Às vezes a pessoa está com pressa e o outro morador demora para tirar o carro. ]

Cinco minutos podem não ser grande coisa para uma pessoa, mas para alguém que está atrasado para o trabalho, é, como aponta ela.

“Caso você precise sair e o condômino demore ou não mova o carro, pode pedir um táxi e entregar a nota fiscal a esse morador, pedindo reembolso“, exemplifica Juliana.

O bom senso é muito importante neste caso: se você vai viajar sem seu carro e tem uma vaga que “prende” outro veículo, não esqueça de conversar com o outro morador, para trocar temporariamente as vagas. Ou deixe a chave na portaria.

Furtos e danos no carro

Segundo Juliana, o condomínio só deve ser responsabilizado por furtos, roubos e danos aos carros se estiver no regimento que isso deve acontecer ou se a segurança for feita por uma empresa.

Mas estas opções raramente existem, segundo ela. Conforme a advogada explica, a questão é polêmica justamente porque não é possível controlar tudo o que acontece no condomínio, como entrada de pessoas de fora, por exemplo.

“O condomínio não é uma empresa, mas sim a junção de todos os condôminos. Não é possível responsabilizar todos os moradores”, afirma. Além disso, se o fato ocorre entre dois moradores, o caso deve ser resolvido entre as partes, e não envolver o restante dos condôminos.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/

Danos em veículos nas garagens

Danos em veículos nas garagens

Maioria das Convenções não preveem indenização para avarias em veículos nas garagens dos condomínios.

O morador se depara com estragos no seu carro estacionado na garagem do condomínio. A primeira reação é saber: quem vai pagar a conta do estrago?

Segundo Fabiane Horst, gestora de condomínios de Brusque (SC), a pergunta é recorrente, principalmente quando os moradores sabem que o condomínio tem um seguro. “O condomínio não deve arcar com essa despesa, pois o seguro não cobre esse tipo de situação e o condomínio não é responsável por qualquer fato ocorrido em suas dependências. Além disso, muitos condomínios ainda não possuem vigilância 24 horas e monitoramento por câmeras em todos os locais e alguns casos possuem vigilância apenas no horário comercial, ou na portaria. Mas ainda que tivessem seria questionável, pois não há previsão nas convenções para esse tipo de despesa”, explica.

Em caso de roubo, de acordo com o advogado Douglas Benvenuti, havendo a responsabilidade de uma empresa terceirizada para segurança, principalmente se houver um empregado, a terceirizada responderá pelos danos, porém deve atentar-se que não se trata de serviços de portaria, mas de vigilância. “Nesse caso, as imagens das câmeras devem ser disponibilizadas e o síndico deve verificar antes e apenas para aquilo a que se refere o pedido”, explica.

Segundo o advogado, exceto nessa situação somente haverá responsabilidade do condomínio para danos ocorridos em veículo estacionado em garagem do edifício, se o fato estiver estipulado na convenção, do contrário não há qualquer responsabilidade. “É inclusive interessante incluir na Convenção a cláusula de ‘não responsabilização’, ressaltando que não haverá responsabilidade neste sentido”, orienta.

GARAGEM

Síndico do residencial Tamisa, Mauro César Gomes de Souza diz que a primeira providência é buscar identificar o responsável pelas imagens das câmeras

Responsabilidade

Douglas orienta que o condomínio somente será obrigado a ressarcir os danos se na Convenção houver a responsabilização pelos estragos ou se os prejuízos forem realizados por um preposto, ou seja, empregado ou outro responsável do condomínio e este estiver a serviço. “A responsabilidade jurídica sobre a guarda dos automóveis só haverá se o condomínio tiver assumido o dever de guarda em sua Convenção. Pois, na teoria entende-se que é válida a cláusula em Convenção prevendo a não indenização. Claro que, se a situação ocorrer por culpa de preposto do condomínio, haverá a responsabilidade. Porém, há decisões em sentido contrário, que determinam que o condomínio deve ressarcir”.

Síndico do residencial Tamisa, em Brusque, Mauro César Gomes de Souza relata que já teve um caso de dano de automóvel no condomínio, porém foi o próprio morador que causou o acidente e inclusive danificou as colunas e arcou com os custos de reparo. “Não temos regras definidas para o assunto, mas como temos câmeras, a primeira providência nestes casos é buscar identificar o responsável pelas imagens. Tanto moradores quanto funcionários também estão orientados a entrar em contato com o síndico e relatar o ocorrido imediatamente.”, relata.

Quando o responsável é outro morador, Fabiane orienta que o síndico atue como mediador da situação e disponibilize as imagens já que ele é o responsável legal pelo condomínio. “O síndico deve agir com prudência, para que as despesas não afetem todo o condomínio”.

Fonte: CondomínioSC

O interesse pela vaga na garagem

Foto: Arquivo

Uso não significa que é propriedade do morador

Espaço muito procurado por compradores de imóveis usados nos condomínios, a vaga na garagem e suas características podem definir a compra do apartamento. A seguir, o engenheiro civil Flavio Figueiredo, especialista em avaliações de imóveis, traz algumas dicas para o comprador não fazer um mau negócio. Figueiredo lembrou que o fato de o proprietário do

apartamento utilizar vagas na garagem não significa automaticamente que seja dono daqueles espaços. “A questão é mais complexa”, disse o especialista.

Segundo o engenheiro, uma situação muito frequente ocorre quando o comprador imagina estar adquirindo as vagas que são utilizadas pelo proprietário do apartamento, às vezes por muitos anos, mas que na realidade não lhe pertencem como espaços determinados.

Por isso, para fugir dessas surpresas, ele alertou sobre alguns cuidados que devem ser tomados:

1) Visite as vagas na garagem e saiba como elas são distribuídas entre os condôminos. “Muitas vezes são vagas indeterminadas, que foram distribuídas aos condôminos por sorteio, por prazo predefinido ou indefinido e essa distribuição é sujeita a revisão

A surpresa ocorre quando ela é modificada e só então o novo proprietário descobre as reais condições do imóvel”, esclarece Flavio. Caso isso aconteça, além do desgaste, o valor do imóvel em uma eventual venda pode ser prejudicado.

2) Caso as vagas sejam demarcadas, avalie se elas são compatíveis com o tamanho do seu carro ou mesmo difíceis de manobrar.

“Além disso, é imprescindível verificar se o local efetivo da vaga corresponde, efetivamente, à vaga indicada no título de propriedade, ou resulta de alguma modificação em relação ao projeto”, explicou o engenheiro.

3) Fique atento à existência de vagas ruins ou que ficam presas atrás de outros carros, caso elas sejam decididas em sorteio. “Esta vaga pode vir a ser sua, após algum tempo”, explicou o especialista.

4) Outra situação desagradável é com vagas em que são estacionadas quantidades maiores de automóveis em relação ao estipulado na especificação de condomínio, em alguns casos ocupando indevidamente áreas de circulação, lazer, manobra de outros veículos etc.

“Embora muitas vezes tolerada pela comunidade condominial, essa situação está sujeita à reversão, o que pode interferir em algo que pode ter pesado muito na decisão de compra daquele apartamento”, explicou.

Neste caso, o Figueiredo orientou a, antes da comprado apartamento, que seja feita uma análise da situação a partir do título de propriedade do imóvel, bem como da Especificação de Condomínio e do projeto aprovado.

5) Atenção para registros de vagas independentes em relação ao apartamento. Cheque se o apartamento que você está comprando inclui as vagas no título de propriedade do imóvel.

Em alguns casos, as vagas são independentes dos apartamentos, fazendo, muitas vezes, com que sejam esquecidas no processo de venda das unidades.

”Parece incomum alguém vender o apartamento sem as garagens, mas não é. Por falta de orientação ou pelo fato de achar isso impossível, o comprador e o vendedor se descuidam e o imóvel é adquirido, permanecendo a titularidade das vagas de garagem com o antigo proprietário”, explico Flavio Figueiredo. De acordo com o engenheiro, “se acontecer isso, pode haver uma grande dor de cabeça, às vezes muitos anos depois da compra. Ele lembrou que uma vaga independente tem escritura, matrícula e IPTU próprios.

6) Um imóvel penhorado ou adquirido em leilão pode não incluir vaga de garagem. “Isso pode ocorrer quando as vagas são independentes em relação ao apartamento. Só que a regularização posterior da situação é muito mais difícil do que quando essa situação ocorre em uma compra e venda normal”, alertou. Para concluir, Figueiredo sugeriu mais uma vez, que o interessado na compra do imóvel examine atentamente o título de propriedade do bem, além da especificação de Condomínio e também o projeto aprovado.

Fonte: Folha do Condominio

Depósito é opção para guardar móveis

Self storages e transportadoras oferecem o serviço para quem busca espaço extra para reformas ou mudanças

Realizar uma mudança ou uma reforma em casa pode exigir jogo de cintura dos proprietários quando o assunto é guardar e proteger os móveis até que o imóvel esteja liberado para uso. Para quem não conta com uma edícula ou com espaço extra na casa dos pais, o mercado oferece opções seguras para abrigar os pertences por períodos determinados.

O sistema de self storage é uma delas. Bastante comum em países como os Estados Unidos, o serviço começou a ganhar mercado em Curitiba nos últimos anos. Nele, o cliente paga um valor mensal para guardar seus bens em boxes individuais. Rodrigo Henrique de Goes, assistente administrativo da Guarde Mais, explica que o prazo mínimo de locação é de 30 dias e que o contrato se renova automaticamente até que o cliente informe a data de retirada dos pertences.

R$ 100 por mês é o valor mínimo do aluguel de um box de 2,7m³, no Guarda Mais, uma das self storages que oferecem o serviço de guarda-volumes em Curitiba.

O valor do aluguel varia de acordo com o tamanho do box e o tempo de contrato. Na empresa, os espaços têm entre 2,7 m³ e 32,4 m³, com preços a partir de R$ 100 por mês. A Stock Box, por sua vez, oferece boxes entre 3 m³ e 50 m³, com aluguéis de R$ 390 a R$ 1,2 mil mensais. “No self storage, ninguém, além do cliente e de quem ele autorizar, tem acesso ao box. A pessoa traz a mercadoria, armazena, tranca o box e leva a chave. É como se alugasse um cofre de banco”, diz Vitor Tadeu Scheifler, franqueador da Stock Box.

Serviço completo

Para responder às necessidades dos clientes, boa parte das transportadoras que trabalha com mudanças também oferece o serviço de guarda-móveis. O aluguel do espaço funciona da mesma forma que em uma self storage, com pagamentos mensais de acordo com a área utilizada. A diferença é que nele a própria empresa se encarrega de desmontar os móveis, embalar os objetos e levá-los até o depósito, por uma taxa extra. “Todos os objetos são etiquetados e é feito um inventário com a relação das peças, que é conferido na entrada e na retirada dos bens”, explica Fernanda Giulian, gerente da Curitibana Mudanças.

Na empresa, os móveis são armazenados sobre palets e cobertos por uma lona, formando uma espécie de lote. Fernanda explica que assim os objetos ventilam, garantindo a proteção contra umidade típica da cidade.

Outras transportadoras, como a Estrella Mudanças e Guarda-Móveis, trabalham com boxes similares aos das self storages. Os espaços têm de 10 m³ a 40 m³, com aluguéis que variam entre R$ 400 e R$ 750 por mês. “A procura é muito grande. Temos muitos contratos anuais, principalmente de pessoas que estão fora do Brasil”, conta Thiago Silva, gerente de vendas da transportadora.

A maioria das empresas que trabalham com guarda-móveis conta com sistema de segurança e monitoramento 24 horas por câmeras, além de seguro contra acidentes, que pode estar incluso no aluguel ou ser contratado à parte pelo cliente.

Fonte Gazeta do Povo

Regras no uso da garagem devem ser respeitadas

Práticas de comércio e oferta de serviços são problemas por serem atividades irregulares

Nos estacionamentos do residencial Ignêz Andreazza, funcionam desde lanchonetes até conserto de eletrodomésticos

Imagine se, ao chegar com o carro na garagem do seu condomínio, você pudesse comprar água, lanche e até cortar o cabelo. Achou estranho? Pois, dentro de  alguns condomínios, essas e outras atividades econômicas podem ser realizadas no local de estacionamento dos veículos. Se a ideia não agradou muito, calma.

Como as áreas são privadas, algumas regras precisam ser respeitadas pelos condôminos. “A vaga é uma área particular. Existem limitações baseadas nas conversões e regimentos internos dos residenciais”, disse o advogado da Associação de Defesa dos Adquirentes de Imóveis (ADAI), Cassius Guerra.

O Residencial Ignêz Andreazza, construído há quase 30 anos na avenida Recife, no bairro de Areias, conta com 2.464 apartamentos, 176 prédios, divididos em 23 blocos e mais de 15 mil moradores. Nas garagens, os serviços vão desde alimentação até conserto de eletrodomésticos e, com tantos moradores, não é fácil fazer com que todos sigam as regras. A estrutura atrai, inclusive, comerciantes de fora, como é o caso de José Aderaldo, que não mora no residencial e aluga a garagem de um morador.

Ele abriu um depósito de água mineral no condomínio. “Eu alugo o espaço há 18 anos. No início foi bem complicado, não tinha clientes fixos. Hoje consegui clientela fixa. Atualmente pago R$ 60 de aluguel”, disse. Outro comerciante do residencial é José Ivan da Silva, que, ao contrário do seu concorrente, comprou a garagem pelo valor de R$ 1,9 mil. “Trabalho e comercializo no residencial há pelo menos 19 anos. Além da vender água, faço outros serviços para os moradores”, afirmou.

Para o síndico do condomínio, Hélio Santos, entretanto, as atividades são irregulares. Segundo o administrador, o regimento interno proíbe toda e qualquer atividade econômica nas garagens. Uma solução para ele seria tentar organizar espaços e proibir novos comerciantes, mas os serviços são muitos e diversificados.

“Hoje estou mapeando todos os pontos que têm comércio, para poder criar um espaço para essas atividades. Exemplo prático é uma praça de alimentação para quem trabalha com alimentos. Vamos tentar resolver essa questão. Não é que vamos proibir as atividades comerciais, na verdade vamos organizar. O que está proibido hoje é começar uma nova atividade”, comentou Santos.

O exemplo do Ignêz Andreazza deve ser tratado como uma exceção, para o diretor de condomínio do Sindicato da Habitação (Secovi-PE), Márcio Gomes. “As vagas de garagens são para uso exclusivo de guarda de veículos automotores.Alguns condomínios permitem a guarda de bicicletas nas vagas de garagens, mas tal prática deve estar prevista e consentida no regimento interno. Qualquer outro tipo de uso das vagas de garagem é vedado”, afirmou.

Bom senso

E o que fazer com sua vaga?  Ter bom senso é a melhor escolha. “No nosso prédio, permitimos aluguel da garagem, desde que seja para um morador do próprio prédio”, afirmou Fátima Casa nova, síndica do edifício Daher, localizado no bairro de Piedade. Nesse caso, cada morador tem direito a duas vagas e não é permitida nenhuma atividade comercial.

Já no caso do edifício Porto Seguro, que fica localizado em Jaboatão dos Guararapes, devido ao  tamanho limitado das áreas comuns dos condomínios, existe apenas uma vaga por morador e é impossível dar outros usos ao espaço.

“É impensável haver atividades econômicas no prédio. Em nossa convenção, é proibido até mesmo motos e bicicletas nas garagens”, comentou Lucidalva Albuquerque, síndica do residencial.

Buscar informações no regimento e na convenção do prédio, além de tentar solucionar os problemas através da conversa, são as dicas para quem quiser evitar dores de cabeça. “Se não for solucionado, o melhor é procurar o judiciário”, aconselhou o advogado Cassius Guerra.

Fonte: Folha PE

 

Como resolver problemas com vagas de garagem em condomínio

Se você escolheu morar em apartamento sabe que um dos assuntos mais delicados entre a vizinhança é a garagem do carro de cada um. Os problemas que podem ocorrer com o veículo são muitos, mas mesmo que ocorram incidentes ou avarias no veículo dentro do prédio a responsabilidade nem sempre é do condomínio como muita gente imagina. Situações bem comuns registradas nos prédios são furto de objeto de dentro do automóvel ou dano na lataria (pode ser um arranhão ou batida).

Nessas situações, mesmo com o carro dentro do prédio, a responsabilidade não é do condomínio e o dono do veículo vai de ter assumir o prejuízo. No caso da colisão entre veículos, a dica dos especialistas é que as partes envolvidas no sinistro devem entrar num acordo. A exceção é quando o responsável pela batida trabalha no edifício, seja o porteiro, zelador ou qualquer funcionário sob responsabilidade do síndico.

“Se o veículo foi furtado ou danificado e ficar comprovado que um funcionário foi o responsável então os condôminos terão que arcar com o prejuízo”, conta o consultor-jurídico do Sindicato da Habitação de’ Pernambuco(Secovi-PE) Noberto Lopes. Uma situação comum nos prédios é um morador sair para pegar o carro e encontrar um arranhão ou amassado na lataria. Alguns ficam na dúvida se o problema aconteceu mesmo no prédio; outros têm certeza. Numa situação como essa o recomendado é solicitar as câmeras de monitoramento para identificar quem danificou o veículo. Caso o prédio não dispunha de monitoramento, a vítima não terá como provar que alguém do prédio quebrou o seu carro e o problema terá que ser resolvido pelo proprietário, sem direito ao ressarcimento do condomínio.

Há outras ocasiões em que um carro aparece danificado no residencial. Crianças desacompanhadas dos pais em áreas comuns de um edifício que atiram objetos e danificam o veículo. Existem ainda casos em que objetos de algum apartamento cai e atingem para-brisas de carros estacionados embaixo do prédio. Se for este tipo de ocorrência o dono do veículo não terá dificuldades em receber a indenização.

É recomendável tirar fotos comprovando a avaria no automóvel, acionar o síndico e registrar o fato no livro de ocorrência do condomínio. Fazer mais de um orçamento do serviço a ser feito para não haver dúvidas quanto ao valor cobrado para reparo. “Se for comprovado que o dano foi proveniente de algo que caiu do edifício a responsabilidade é de quem lançou. O proprietário deve ser indenizado pelo condomínio e o culpado arcar com o prejuízo”, acrescenta Noberto. Agora se não houver dinheiro em caixa o síndico deverá cobrar uma taxa extra para efetuar o pagamento ao proprietário do carro avariado.

Segundo ele, um dos acidentes que ocorre com frequência é quando o porteiro aciona o botão automático do portão e atinge o veículo que está saindo ou entrando no prédio. Foi o que aconteceu com um corretor de imóveis que pediu para não ter o nome revelado. Ao tentar sair do prédio, o porteiro acionou o botão e o portão eletrônico bateu no retrovisor de seu automóvel. Prontamente ele procurou o síndico do edifício, que de imediato se prontificou em indenizar. Pediu apenas que ele realizasse o orçamento em três oficinas.

E se você mora num prédio com garagem no subsolo? Algo bem mais grave com o seu veículo pode acontecer. Em dias de chuva forte, há casos de garagens que alagam e a água entra em seu possante. Um prejuízo enorme já que pode danificar o motor e outras peças importantes. Se for comprovado que o problema está na drenagem da garagem a responsabilidade fica com o condomínio por falta de manutenção no equipamento. Agora se todo o sistema estava em ordem, mas não deu conta da chuva será preciso uma perícia para avaliar o caso.

Fonte: CondomioSc

Veículos danificados

Condomínio só é responsável se houver previsão no regulamento interno

Responsabilidade do condomínio por danos em veículos

Imagine que seu carro foi riscado ou furtado, por exemplo, dentro da garagem do seu prédio. Será que o condomínio terá que indenizá-lo destes prejuízos?

Os condomínios residenciais, em regra, não possuem dever de guarda e vigilância sobre os bens particulares dos condôminos, já que não há contrato de depósito que imponha tais obrigações.

Desse modo, para que os condomínios sejam responsabilizados por eventuais danos desta natureza, é preciso que haja previsão expressa neste sentido no Regimento Interno ou em ata de assembleia regularmente convocada para deliberação do referido assunto.

Isso porque os condôminos precisam estar de acordo com eventual divisão do prejuízo causado ao bem particular de algum morador que tenha estacionado na área comum do edifício.

Diante de tais problemas, caso os condôminos queiram ser indenizados por eventuais danos materiais em seus veículos, a melhor solução é prever a obrigação de ressarcimento no Regimento Interno do Condomínio ou em ata de assembleia, além de instalar câmeras em locais estratégicos, a fim de identificar aquele que causar qualquer lesão a outrem, pois neste caso será possível ajuizar ação de reparação diretamente em face do culpado, independente do disposto no Regimento do condomínio ou ata de assembleia.

Fonte: http://www.conjur.com.br/

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