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Garagem

Garagem: Conheça quais são e saiba como resolver os principais conflitos

Como resolver os principais conflitos de garagens nos condomínios

Resultado de imagem para garagem

Alguns dos problemas mais frequentes entre vizinhos em um condomínio envolvem a garagem. Carros mal estacionados, as chamadas vagas presas, o uso de um espaço para acomodar mais de um veículo e pequenos acidentes estão entre as principais reclamações.

Para entender quais são os direitos e deveres de cada um neste ambiente é importante compreender que existem dois tipos de espaço para acomodar os carros em um condomínio.

Um deles é, na verdade, um estacionamento. Trata-se de uma área comum usada para abrigar veículos de acordo com o regimento do conjunto.

Nesses casos, a escritura do imóvel ou o contrato de aluguel não mencionam “vaga” ou “espaço de garagem”, conforme explica Juliana do Rocio Vieira, advogada do departamento jurídico do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). As delimitações das vagas podem ou não existir.

O outro espaço é, de fato, considerado garagem, composto por vagas privativas, ou seja, que são propriedade particular do condômino.

Elas são descritas no registro do imóvel, podendo ser fixas, com o número de cada apartamento, casa ou sala comercial, ou rotativas, ocupadas à medida em que as pessoas vão chegando.

Outro ponto a ser levado em conta, de acordo com a advogada, é o tamanho das vagas de garagem. Às vezes o condomínio não tem opções para carros muito grandes, ou até mesmo não permite a sua entrada.

“É sempre importante prestar atenção a esses fatores ao comprar ou alugar um imóvel”, afirma Juliana.

Vagas para idosos e pessoas com necessidades especiais

No caso de existir condômino idoso ou com necessidades especiais, compete ao condomínio oferecer a vaga mais adequada.

“É uma questão de cidadania que deve ser resolvida em assembleias”, afirma Juliana.

No caso dos chamados estacionamentos, é possível tornar fixo um espaço para o idoso ou a pessoa com necessidade especial, talvez mais perto da porta ou mais ampla.

Para o caso de vagas privativas e rotativas, os condôminos podem concordar em fixar as vagas desses moradores. E, no caso de vagas privativas fixas, é possível um acordo entre os moradores para que sejam feitas as trocas necessárias visando o bem-estar de todos.

Vizinhos espaçosos

Um dos principais motivos de conflitos entre vizinhos é a invasão do espaço. Um carro mal estacionado, que ocupa parte da garagem do outro, que dificulta uma manobra ou impede o abrir de uma porta pode gerar reclamações.

Segundo Juliana, se você sofre com um vizinho espaçoso, o ideal é que, em um primeiro momento, você tente reclamar de forma amigável, diretamente com o envolvido. Se não for suficiente, é necessário recorrer ao síndico. E se o fato persistir, é possível entrar com uma ação contra a pessoa no juizado especial.

Mesmo nos chamados estacionamentos, é possível reclamar caso você se sinta prejudicado neste sentido. Neste caso, o que ocorre é uma violação das normas do condomínio, já que se trata de uma área comum. Assim, é necessário acionar o síndico.

Mais de um veículo em uma vaga

Uma prática comum nos condomínios é usar a vaga de garagem para guardar mais de um veículo. Muitas pessoas que têm moto além de um carro, por exemplo, colocam os dois na mesma vaga que, a princípio, serve para acomodar apenas um.

O pensamento é quase sempre o mesmo: uma moto é tão pequena, cabe tranquilamente e não invade outra vaga.

“A área para os carros já é muito pequena, principalmente em prédios. Esse ‘espacinho’ ocupado pela moto pode atrapalhar a manobra de alguém ou até a circulação na garagem”, enfatiza Juliana.

Cada condomínio lida de uma forma com essa questão. Se não atrapalhar ninguém e todos concordarem, é possível manter dois ou mais veículos em uma vaga.

Mas, se alguém se sentir prejudicado, é necessário resolver, o que pode ser feito amigavelmente, como aponta a advogada do Secovi-PR.

Segundo ela, o melhor é tentar um diálogo entre as partes. Se não resolver, partir para uma notificação extrajudicial – um tipo de carta não oficial em que são explicitadas as reclamações, além de um aviso de que o problema será levado à justiça caso o outro não colabore.

Garagem como depósito

Na maioria dos condomínios, é proibido o uso da garagem como depósito, afirma Juliana.

“É uma prática que pode gerar entulho e até mesmo o aparecimento de pragas, como ratos”, aponta. “Garagem é garagem, mesmo quando for de propriedade privada”, completa.

Se vai contra as normas, é possível uma notificação amigável e até mesmo entrar com ação.

Vagas “presas”

Em condomínios que possuem garagem com vagas “presas” – em que os carros impedem a passagem uns dos outros -, é muito importante que as regras de uso estejam muito bem explicadas nas normas.

Se é necessário deixar a chave na portaria ou se o morador será contatado quando tiver que mover o carro são alguns dos pontos que devem estar claros na regra.

De acordo com Juliana, esse é um tema que gera bastante conflito. Às vezes a pessoa está com pressa e o outro morador demora para tirar o carro. ]

Cinco minutos podem não ser grande coisa para uma pessoa, mas para alguém que está atrasado para o trabalho, é, como aponta ela.

“Caso você precise sair e o condômino demore ou não mova o carro, pode pedir um táxi e entregar a nota fiscal a esse morador, pedindo reembolso“, exemplifica Juliana.

O bom senso é muito importante neste caso: se você vai viajar sem seu carro e tem uma vaga que “prende” outro veículo, não esqueça de conversar com o outro morador, para trocar temporariamente as vagas. Ou deixe a chave na portaria.

Furtos e danos no carro

Segundo Juliana, o condomínio só deve ser responsabilizado por furtos, roubos e danos aos carros se estiver no regimento que isso deve acontecer ou se a segurança for feita por uma empresa.

Mas estas opções raramente existem, segundo ela. Conforme a advogada explica, a questão é polêmica justamente porque não é possível controlar tudo o que acontece no condomínio, como entrada de pessoas de fora, por exemplo.

“O condomínio não é uma empresa, mas sim a junção de todos os condôminos. Não é possível responsabilizar todos os moradores”, afirma. Além disso, se o fato ocorre entre dois moradores, o caso deve ser resolvido entre as partes, e não envolver o restante dos condôminos.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/

Danos em veículos nas garagens

Danos em veículos nas garagens

Maioria das Convenções não preveem indenização para avarias em veículos nas garagens dos condomínios.

O morador se depara com estragos no seu carro estacionado na garagem do condomínio. A primeira reação é saber: quem vai pagar a conta do estrago?

Segundo Fabiane Horst, gestora de condomínios de Brusque (SC), a pergunta é recorrente, principalmente quando os moradores sabem que o condomínio tem um seguro. “O condomínio não deve arcar com essa despesa, pois o seguro não cobre esse tipo de situação e o condomínio não é responsável por qualquer fato ocorrido em suas dependências. Além disso, muitos condomínios ainda não possuem vigilância 24 horas e monitoramento por câmeras em todos os locais e alguns casos possuem vigilância apenas no horário comercial, ou na portaria. Mas ainda que tivessem seria questionável, pois não há previsão nas convenções para esse tipo de despesa”, explica.

Em caso de roubo, de acordo com o advogado Douglas Benvenuti, havendo a responsabilidade de uma empresa terceirizada para segurança, principalmente se houver um empregado, a terceirizada responderá pelos danos, porém deve atentar-se que não se trata de serviços de portaria, mas de vigilância. “Nesse caso, as imagens das câmeras devem ser disponibilizadas e o síndico deve verificar antes e apenas para aquilo a que se refere o pedido”, explica.

Segundo o advogado, exceto nessa situação somente haverá responsabilidade do condomínio para danos ocorridos em veículo estacionado em garagem do edifício, se o fato estiver estipulado na convenção, do contrário não há qualquer responsabilidade. “É inclusive interessante incluir na Convenção a cláusula de ‘não responsabilização’, ressaltando que não haverá responsabilidade neste sentido”, orienta.

GARAGEM

Síndico do residencial Tamisa, Mauro César Gomes de Souza diz que a primeira providência é buscar identificar o responsável pelas imagens das câmeras

Responsabilidade

Douglas orienta que o condomínio somente será obrigado a ressarcir os danos se na Convenção houver a responsabilização pelos estragos ou se os prejuízos forem realizados por um preposto, ou seja, empregado ou outro responsável do condomínio e este estiver a serviço. “A responsabilidade jurídica sobre a guarda dos automóveis só haverá se o condomínio tiver assumido o dever de guarda em sua Convenção. Pois, na teoria entende-se que é válida a cláusula em Convenção prevendo a não indenização. Claro que, se a situação ocorrer por culpa de preposto do condomínio, haverá a responsabilidade. Porém, há decisões em sentido contrário, que determinam que o condomínio deve ressarcir”.

Síndico do residencial Tamisa, em Brusque, Mauro César Gomes de Souza relata que já teve um caso de dano de automóvel no condomínio, porém foi o próprio morador que causou o acidente e inclusive danificou as colunas e arcou com os custos de reparo. “Não temos regras definidas para o assunto, mas como temos câmeras, a primeira providência nestes casos é buscar identificar o responsável pelas imagens. Tanto moradores quanto funcionários também estão orientados a entrar em contato com o síndico e relatar o ocorrido imediatamente.”, relata.

Quando o responsável é outro morador, Fabiane orienta que o síndico atue como mediador da situação e disponibilize as imagens já que ele é o responsável legal pelo condomínio. “O síndico deve agir com prudência, para que as despesas não afetem todo o condomínio”.

Fonte: CondomínioSC

O interesse pela vaga na garagem

Foto: Arquivo

Uso não significa que é propriedade do morador

Espaço muito procurado por compradores de imóveis usados nos condomínios, a vaga na garagem e suas características podem definir a compra do apartamento. A seguir, o engenheiro civil Flavio Figueiredo, especialista em avaliações de imóveis, traz algumas dicas para o comprador não fazer um mau negócio. Figueiredo lembrou que o fato de o proprietário do

apartamento utilizar vagas na garagem não significa automaticamente que seja dono daqueles espaços. “A questão é mais complexa”, disse o especialista.

Segundo o engenheiro, uma situação muito frequente ocorre quando o comprador imagina estar adquirindo as vagas que são utilizadas pelo proprietário do apartamento, às vezes por muitos anos, mas que na realidade não lhe pertencem como espaços determinados.

Por isso, para fugir dessas surpresas, ele alertou sobre alguns cuidados que devem ser tomados:

1) Visite as vagas na garagem e saiba como elas são distribuídas entre os condôminos. “Muitas vezes são vagas indeterminadas, que foram distribuídas aos condôminos por sorteio, por prazo predefinido ou indefinido e essa distribuição é sujeita a revisão

A surpresa ocorre quando ela é modificada e só então o novo proprietário descobre as reais condições do imóvel”, esclarece Flavio. Caso isso aconteça, além do desgaste, o valor do imóvel em uma eventual venda pode ser prejudicado.

2) Caso as vagas sejam demarcadas, avalie se elas são compatíveis com o tamanho do seu carro ou mesmo difíceis de manobrar.

“Além disso, é imprescindível verificar se o local efetivo da vaga corresponde, efetivamente, à vaga indicada no título de propriedade, ou resulta de alguma modificação em relação ao projeto”, explicou o engenheiro.

3) Fique atento à existência de vagas ruins ou que ficam presas atrás de outros carros, caso elas sejam decididas em sorteio. “Esta vaga pode vir a ser sua, após algum tempo”, explicou o especialista.

4) Outra situação desagradável é com vagas em que são estacionadas quantidades maiores de automóveis em relação ao estipulado na especificação de condomínio, em alguns casos ocupando indevidamente áreas de circulação, lazer, manobra de outros veículos etc.

“Embora muitas vezes tolerada pela comunidade condominial, essa situação está sujeita à reversão, o que pode interferir em algo que pode ter pesado muito na decisão de compra daquele apartamento”, explicou.

Neste caso, o Figueiredo orientou a, antes da comprado apartamento, que seja feita uma análise da situação a partir do título de propriedade do imóvel, bem como da Especificação de Condomínio e do projeto aprovado.

5) Atenção para registros de vagas independentes em relação ao apartamento. Cheque se o apartamento que você está comprando inclui as vagas no título de propriedade do imóvel.

Em alguns casos, as vagas são independentes dos apartamentos, fazendo, muitas vezes, com que sejam esquecidas no processo de venda das unidades.

”Parece incomum alguém vender o apartamento sem as garagens, mas não é. Por falta de orientação ou pelo fato de achar isso impossível, o comprador e o vendedor se descuidam e o imóvel é adquirido, permanecendo a titularidade das vagas de garagem com o antigo proprietário”, explico Flavio Figueiredo. De acordo com o engenheiro, “se acontecer isso, pode haver uma grande dor de cabeça, às vezes muitos anos depois da compra. Ele lembrou que uma vaga independente tem escritura, matrícula e IPTU próprios.

6) Um imóvel penhorado ou adquirido em leilão pode não incluir vaga de garagem. “Isso pode ocorrer quando as vagas são independentes em relação ao apartamento. Só que a regularização posterior da situação é muito mais difícil do que quando essa situação ocorre em uma compra e venda normal”, alertou. Para concluir, Figueiredo sugeriu mais uma vez, que o interessado na compra do imóvel examine atentamente o título de propriedade do bem, além da especificação de Condomínio e também o projeto aprovado.

Fonte: Folha do Condominio

Depósito é opção para guardar móveis

Self storages e transportadoras oferecem o serviço para quem busca espaço extra para reformas ou mudanças

Realizar uma mudança ou uma reforma em casa pode exigir jogo de cintura dos proprietários quando o assunto é guardar e proteger os móveis até que o imóvel esteja liberado para uso. Para quem não conta com uma edícula ou com espaço extra na casa dos pais, o mercado oferece opções seguras para abrigar os pertences por períodos determinados.

O sistema de self storage é uma delas. Bastante comum em países como os Estados Unidos, o serviço começou a ganhar mercado em Curitiba nos últimos anos. Nele, o cliente paga um valor mensal para guardar seus bens em boxes individuais. Rodrigo Henrique de Goes, assistente administrativo da Guarde Mais, explica que o prazo mínimo de locação é de 30 dias e que o contrato se renova automaticamente até que o cliente informe a data de retirada dos pertences.

R$ 100 por mês é o valor mínimo do aluguel de um box de 2,7m³, no Guarda Mais, uma das self storages que oferecem o serviço de guarda-volumes em Curitiba.

O valor do aluguel varia de acordo com o tamanho do box e o tempo de contrato. Na empresa, os espaços têm entre 2,7 m³ e 32,4 m³, com preços a partir de R$ 100 por mês. A Stock Box, por sua vez, oferece boxes entre 3 m³ e 50 m³, com aluguéis de R$ 390 a R$ 1,2 mil mensais. “No self storage, ninguém, além do cliente e de quem ele autorizar, tem acesso ao box. A pessoa traz a mercadoria, armazena, tranca o box e leva a chave. É como se alugasse um cofre de banco”, diz Vitor Tadeu Scheifler, franqueador da Stock Box.

Serviço completo

Para responder às necessidades dos clientes, boa parte das transportadoras que trabalha com mudanças também oferece o serviço de guarda-móveis. O aluguel do espaço funciona da mesma forma que em uma self storage, com pagamentos mensais de acordo com a área utilizada. A diferença é que nele a própria empresa se encarrega de desmontar os móveis, embalar os objetos e levá-los até o depósito, por uma taxa extra. “Todos os objetos são etiquetados e é feito um inventário com a relação das peças, que é conferido na entrada e na retirada dos bens”, explica Fernanda Giulian, gerente da Curitibana Mudanças.

Na empresa, os móveis são armazenados sobre palets e cobertos por uma lona, formando uma espécie de lote. Fernanda explica que assim os objetos ventilam, garantindo a proteção contra umidade típica da cidade.

Outras transportadoras, como a Estrella Mudanças e Guarda-Móveis, trabalham com boxes similares aos das self storages. Os espaços têm de 10 m³ a 40 m³, com aluguéis que variam entre R$ 400 e R$ 750 por mês. “A procura é muito grande. Temos muitos contratos anuais, principalmente de pessoas que estão fora do Brasil”, conta Thiago Silva, gerente de vendas da transportadora.

A maioria das empresas que trabalham com guarda-móveis conta com sistema de segurança e monitoramento 24 horas por câmeras, além de seguro contra acidentes, que pode estar incluso no aluguel ou ser contratado à parte pelo cliente.

Fonte Gazeta do Povo

Regras no uso da garagem devem ser respeitadas

Práticas de comércio e oferta de serviços são problemas por serem atividades irregulares

Nos estacionamentos do residencial Ignêz Andreazza, funcionam desde lanchonetes até conserto de eletrodomésticos

Imagine se, ao chegar com o carro na garagem do seu condomínio, você pudesse comprar água, lanche e até cortar o cabelo. Achou estranho? Pois, dentro de  alguns condomínios, essas e outras atividades econômicas podem ser realizadas no local de estacionamento dos veículos. Se a ideia não agradou muito, calma.

Como as áreas são privadas, algumas regras precisam ser respeitadas pelos condôminos. “A vaga é uma área particular. Existem limitações baseadas nas conversões e regimentos internos dos residenciais”, disse o advogado da Associação de Defesa dos Adquirentes de Imóveis (ADAI), Cassius Guerra.

O Residencial Ignêz Andreazza, construído há quase 30 anos na avenida Recife, no bairro de Areias, conta com 2.464 apartamentos, 176 prédios, divididos em 23 blocos e mais de 15 mil moradores. Nas garagens, os serviços vão desde alimentação até conserto de eletrodomésticos e, com tantos moradores, não é fácil fazer com que todos sigam as regras. A estrutura atrai, inclusive, comerciantes de fora, como é o caso de José Aderaldo, que não mora no residencial e aluga a garagem de um morador.

Ele abriu um depósito de água mineral no condomínio. “Eu alugo o espaço há 18 anos. No início foi bem complicado, não tinha clientes fixos. Hoje consegui clientela fixa. Atualmente pago R$ 60 de aluguel”, disse. Outro comerciante do residencial é José Ivan da Silva, que, ao contrário do seu concorrente, comprou a garagem pelo valor de R$ 1,9 mil. “Trabalho e comercializo no residencial há pelo menos 19 anos. Além da vender água, faço outros serviços para os moradores”, afirmou.

Para o síndico do condomínio, Hélio Santos, entretanto, as atividades são irregulares. Segundo o administrador, o regimento interno proíbe toda e qualquer atividade econômica nas garagens. Uma solução para ele seria tentar organizar espaços e proibir novos comerciantes, mas os serviços são muitos e diversificados.

“Hoje estou mapeando todos os pontos que têm comércio, para poder criar um espaço para essas atividades. Exemplo prático é uma praça de alimentação para quem trabalha com alimentos. Vamos tentar resolver essa questão. Não é que vamos proibir as atividades comerciais, na verdade vamos organizar. O que está proibido hoje é começar uma nova atividade”, comentou Santos.

O exemplo do Ignêz Andreazza deve ser tratado como uma exceção, para o diretor de condomínio do Sindicato da Habitação (Secovi-PE), Márcio Gomes. “As vagas de garagens são para uso exclusivo de guarda de veículos automotores.Alguns condomínios permitem a guarda de bicicletas nas vagas de garagens, mas tal prática deve estar prevista e consentida no regimento interno. Qualquer outro tipo de uso das vagas de garagem é vedado”, afirmou.

Bom senso

E o que fazer com sua vaga?  Ter bom senso é a melhor escolha. “No nosso prédio, permitimos aluguel da garagem, desde que seja para um morador do próprio prédio”, afirmou Fátima Casa nova, síndica do edifício Daher, localizado no bairro de Piedade. Nesse caso, cada morador tem direito a duas vagas e não é permitida nenhuma atividade comercial.

Já no caso do edifício Porto Seguro, que fica localizado em Jaboatão dos Guararapes, devido ao  tamanho limitado das áreas comuns dos condomínios, existe apenas uma vaga por morador e é impossível dar outros usos ao espaço.

“É impensável haver atividades econômicas no prédio. Em nossa convenção, é proibido até mesmo motos e bicicletas nas garagens”, comentou Lucidalva Albuquerque, síndica do residencial.

Buscar informações no regimento e na convenção do prédio, além de tentar solucionar os problemas através da conversa, são as dicas para quem quiser evitar dores de cabeça. “Se não for solucionado, o melhor é procurar o judiciário”, aconselhou o advogado Cassius Guerra.

Fonte: Folha PE

 

Como resolver problemas com vagas de garagem em condomínio

Se você escolheu morar em apartamento sabe que um dos assuntos mais delicados entre a vizinhança é a garagem do carro de cada um. Os problemas que podem ocorrer com o veículo são muitos, mas mesmo que ocorram incidentes ou avarias no veículo dentro do prédio a responsabilidade nem sempre é do condomínio como muita gente imagina. Situações bem comuns registradas nos prédios são furto de objeto de dentro do automóvel ou dano na lataria (pode ser um arranhão ou batida).

Nessas situações, mesmo com o carro dentro do prédio, a responsabilidade não é do condomínio e o dono do veículo vai de ter assumir o prejuízo. No caso da colisão entre veículos, a dica dos especialistas é que as partes envolvidas no sinistro devem entrar num acordo. A exceção é quando o responsável pela batida trabalha no edifício, seja o porteiro, zelador ou qualquer funcionário sob responsabilidade do síndico.

“Se o veículo foi furtado ou danificado e ficar comprovado que um funcionário foi o responsável então os condôminos terão que arcar com o prejuízo”, conta o consultor-jurídico do Sindicato da Habitação de’ Pernambuco(Secovi-PE) Noberto Lopes. Uma situação comum nos prédios é um morador sair para pegar o carro e encontrar um arranhão ou amassado na lataria. Alguns ficam na dúvida se o problema aconteceu mesmo no prédio; outros têm certeza. Numa situação como essa o recomendado é solicitar as câmeras de monitoramento para identificar quem danificou o veículo. Caso o prédio não dispunha de monitoramento, a vítima não terá como provar que alguém do prédio quebrou o seu carro e o problema terá que ser resolvido pelo proprietário, sem direito ao ressarcimento do condomínio.

Há outras ocasiões em que um carro aparece danificado no residencial. Crianças desacompanhadas dos pais em áreas comuns de um edifício que atiram objetos e danificam o veículo. Existem ainda casos em que objetos de algum apartamento cai e atingem para-brisas de carros estacionados embaixo do prédio. Se for este tipo de ocorrência o dono do veículo não terá dificuldades em receber a indenização.

É recomendável tirar fotos comprovando a avaria no automóvel, acionar o síndico e registrar o fato no livro de ocorrência do condomínio. Fazer mais de um orçamento do serviço a ser feito para não haver dúvidas quanto ao valor cobrado para reparo. “Se for comprovado que o dano foi proveniente de algo que caiu do edifício a responsabilidade é de quem lançou. O proprietário deve ser indenizado pelo condomínio e o culpado arcar com o prejuízo”, acrescenta Noberto. Agora se não houver dinheiro em caixa o síndico deverá cobrar uma taxa extra para efetuar o pagamento ao proprietário do carro avariado.

Segundo ele, um dos acidentes que ocorre com frequência é quando o porteiro aciona o botão automático do portão e atinge o veículo que está saindo ou entrando no prédio. Foi o que aconteceu com um corretor de imóveis que pediu para não ter o nome revelado. Ao tentar sair do prédio, o porteiro acionou o botão e o portão eletrônico bateu no retrovisor de seu automóvel. Prontamente ele procurou o síndico do edifício, que de imediato se prontificou em indenizar. Pediu apenas que ele realizasse o orçamento em três oficinas.

E se você mora num prédio com garagem no subsolo? Algo bem mais grave com o seu veículo pode acontecer. Em dias de chuva forte, há casos de garagens que alagam e a água entra em seu possante. Um prejuízo enorme já que pode danificar o motor e outras peças importantes. Se for comprovado que o problema está na drenagem da garagem a responsabilidade fica com o condomínio por falta de manutenção no equipamento. Agora se todo o sistema estava em ordem, mas não deu conta da chuva será preciso uma perícia para avaliar o caso.

Fonte: CondomioSc

Veículos danificados

Condomínio só é responsável se houver previsão no regulamento interno

Responsabilidade do condomínio por danos em veículos

Imagine que seu carro foi riscado ou furtado, por exemplo, dentro da garagem do seu prédio. Será que o condomínio terá que indenizá-lo destes prejuízos?

Os condomínios residenciais, em regra, não possuem dever de guarda e vigilância sobre os bens particulares dos condôminos, já que não há contrato de depósito que imponha tais obrigações.

Desse modo, para que os condomínios sejam responsabilizados por eventuais danos desta natureza, é preciso que haja previsão expressa neste sentido no Regimento Interno ou em ata de assembleia regularmente convocada para deliberação do referido assunto.

Isso porque os condôminos precisam estar de acordo com eventual divisão do prejuízo causado ao bem particular de algum morador que tenha estacionado na área comum do edifício.

Diante de tais problemas, caso os condôminos queiram ser indenizados por eventuais danos materiais em seus veículos, a melhor solução é prever a obrigação de ressarcimento no Regimento Interno do Condomínio ou em ata de assembleia, além de instalar câmeras em locais estratégicos, a fim de identificar aquele que causar qualquer lesão a outrem, pois neste caso será possível ajuizar ação de reparação diretamente em face do culpado, independente do disposto no Regimento do condomínio ou ata de assembleia.

Fonte: http://www.conjur.com.br/

Segurança nas garagens: uma responsabilidade de todos

Medidas simples no acesso para automóveis ajudam a evitar a entrada de intrusos e reforçam a segurança nos condomínios.

Iolanda Maiate, síndica Condomínio Cristina

Quando o assunto é segurança nos condomínios, é comum que a primeira imagem projetada seja a da portaria do prédio. A garagem, no entanto, também merece atenção, já que por ela é possível que intrusos tenham acesso livre a vários ambientes internos. Embora esse tipo de prática seja mais comum em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, é de extrema importância que medidas preventivas sejam tomadas para evitar surpresas desagradáveis, que possam até mesmo oferecer risco à vida dos moradores.

“Felizmente existem vários sistemas de prevenção. Contudo, só se tornam viáveis com a conscientização quanto à responsabilidade de cada um. Todos devem saber, por exemplo, que podem ser considerados legalmente corresponsáveis pela entrada de alguém mal-intencionado e pelo que esse possa fazer dentro do condomínio, decorrente de negligência ou não aceitação dos procedimentos de segurança adotados”, destaca José Carlos Noronha de Oliveira, professor da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da área de Segurança Pública na Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina).

Segundo Noronha, não importa o sistema adotado pelo condomínio, com porteiro presencial, portaria virtual ou controles remotos: o principal quesito é a conscientização e atenção de todos no acesso a esse espaço comum. Feito isso, ele lista medidas que reforçam a segurança na entrada e saída das garagens, entre elas a instalação de câmeras e dispositivos eletrônicos.

“Como não se pode estar fisicamente em todos os lugares, a instalação de câmeras é fundamental. Dessas que possuem boa resolução de imagem, com pouca luz e que ligam quando há movimento no interior das garagens. Assim, o porteiro presencial ou virtual é alertado sobre a movimentação”, diz o especialista em segurança, ao acrescentar que carros deixados abertos e possíveis furtos são da responsabilidade do condômino.

Acesso à garagem: um assunto sério

O acesso à garagem é um assunto levado a sério pelo síndico profissional Dagoberto Kleinhans, do Condomínio Las Palmas, no Centro de Florianópolis. O edifício, que conta com portaria terceirizada 24 horas, tem porteiros com treinamento em segurança, além de instruções específicas para acompanhar a entrada e saída de automóveis.

“Também temos instaladas câmeras de videomonitoramento com ampla varredura, com alta resolução e armazenamento de gravações por 30 dias. Contamos ainda com botão de pânico, que se necessário aciona a empresa contratada, que envia equipe de apoio”, descreve Dagoberto, ao frisar que os porteiros conhecem todos os moradores e acompanham o fechamento dos portões, além de haver timer de trancamento automático.
De acordo com o síndico, o condomínio mantém equipe estável de porteiros, o que facilita a identificação de todos os condôminos. “Se houver dúvidas quanto à identificação, primeiro são confirmadas algumas informações e, somente depois, há autorização para adentrar com o veículo”, relata.

A estabilidade dos profissionais responsáveis pelo acesso às garagens também é uma prática no Condomínio Cristina, no Centro da capital catarinense. “Os porteiros conhecem todos os moradores e, se por acaso houver algum fato suspeito, eles já verificam, visualizando pelas câmeras e também junto ao carro. Nunca tivemos casos de assalto”, conta a síndica Iolanda Maiate, ao descrever que os moradores utilizam controles remotos individuais.

Segundo a síndica, um cuidado essencial que deve ser tomado pelos condôminos é a conferência do fechamento dos portões após a entrada e saída. Para Dagoberto, por sua vez, que também nunca teve em seu edifício casos de invasão pela garagem, a dica é precisa: “precaução, atenção e rapidez são o tripé da segurança de todos”.

Fonte: CondominioSC

Uso da garagem em condomínios

Manter um condomínio em ordem não é uma tarefa fácil, não é mesmo? Um assunto que tem gerado polêmica em muitas reuniões condominais é o uso da garagem. Antes de mais nada, é preciso que tenha um regulamento interno, onde estejam claras todas as normas e as consequências. E no caso de infração, serão aplicadas advertências ou multas.

As reclamações mais registradas nas atas de reuniões são: carros estacionados na vaga de outro morador ou em local inadequado; veículos mal estacionados, impedindo inclusive abertura das portas do carro vizinho; utilização da vaga para depósito de entulho ou por pessoas sem autorização ou identificação; locação de vagas, entre outras.

Vamos começar por uma que é bem difícil a aceitação: locação de vagas para terceiros. De acordo com a Lei Federal 12.607/12, é proibida a venda ou o aluguel de vagas de garagem para não moradores. Os espaços só podem ser locados se houver consenso em reunião e descrito no regulamento interno. Na atual conjuntura, as pessoas querem ganhar dinheiro de qualquer forma. Mas antes de tudo, é preciso pensar na insegurança que este ato pode ocasionar.

Outro problema que tem causado dor de cabeça é a escolha da vaga. Em muitos prédios residenciais, ela não é determinada. E isto gera uma confusão danada! O ideal é que seja definida e identificada seja no chão ou na parede e a qual apartamento pertence. Mas, caso o condomínio seja novo, o indicado é um sorteio em comum acordo. Agora, não podemos esquecer dos idosos e dos deficientes. Apesar de não ser obrigatório o comprimento do Estatuto do Idoso e o Decreto 5.296/2004 – que estipula a quantidade de vagas em estabelecimentos comerciais para pessoas com 60 anos ou mais (5% do total das vagas em estacionamentos) e com deficiência (2% do total) – o condomínio pode adotar estas práticas.

Estas vagas podem ser rotativas entre os beneficiários – idosos ou deficientes. Para que não haja dúvida, coloque uma placa sinalizando o destino das vagas. Caso haja descumprimento de algum morador referente à ocupação, o infrator será multado.

Para um melhor controle das garagens, sugere-se que todos os veículos sejam cadastrados. E se for possível, providencie um adesivo com número do apartamento e da garagem ao qual pertence.

Outro fator importante. A garagem foi feita para circulação de carros e não de bicicleta, patins ou skate. Eles podem causar graves acidentes com adultos ou crianças. Deve ser estritamente proibido o trânsito destes brinquedos. É um risco tanto para o motorista – principalmente por não ter visão de 360ª graus de seu carro – como para os condôminos. Toda criança deve estar acompanhada de um adulto quando estiver circulando por este ambiente. Defina uma velocidade máxima (usual é de 10 km/h) e o uso do farol durante o percurso.

Além de todas estas regras, não podemos esquecer da utilização do portão. Em muitos condomínios, o porteiro é responsável por sua abertura e fechamento. Mas há aqueles em que o morador tem o controle. Na maioria dos casos, os acidentes acontecem quando o residente está saindo da garagem através daqueles portões que abrem para cima. Na pressa, a pessoa aperta o botão para abrir. Como alguns controles demoram alguns segundos para serem acionados, o morador aperta o portão para fechar, achando que está abrindo. De repente, o portão começa a abaixar e o motorista não percebe. Resultado: teto do carro danificado! Aí começam as discussões. O morador tenta reverter o prejuízo, culpando o segurança, que talvez este tenha acionado o controle sem perceber. E o segurança que retruca do outro lado. Enfim, vira uma verdadeira confusão. O ideal, até para evitar toda esta discussão, é a instalação de câmeras de segurança com filmagem. Desta forma, os fatos serão comprovados através de filme. É uma segurança tanto para o morador quanto para o síndico.

Garagens revitalizadas

Pintura epóxi é opção para repaginar pisos de garagens

Garagem do Condomínio Renoir: revitalização do piso com revestimento epóxi de 2 milímetros

Uma extensão dos apartamentos, as garagens muitas vezes são deixadas em último plano na hora de reformar ou revitalizar o prédio. Porém, é bom lembrar que é através delas que grande parte dos moradores e visitantes acessa o prédio e não pelo hall de entrada.  Por isso, investir em revestimentos bonitos e de qualidade para esses espaços é também tornar mais agradável uma das portas de entrada do edifício.

Feita principalmente em pisos novos, onde se buscam acabamentos estéticos, proteção e valorização do condomínio, a pintura epóxi tem sido também uma opção em condomínios para a revitalização de pisos mais antigos. “A pintura com revestimento a base de epóxi é indicada para proteção em revestimentos novos ou recuperação de superfícies mais antigas, principalmente quando apresentam desgastes, trincas, buracos ou quando geram poeira”, explica Eduardo Kunz, representante técnico de uma empresa de tintas.

Segundo Eduardo, a tinta epóxi tem a função de proteger o concreto contra o desgaste e formação de pó, deixando o piso sempre com aspecto de limpo e evitando que o pó se espalhe por todo o condomínio. Ele explica que atualmente, por desconhecimento, alguns condomínios utilizam tintas incorretas e de baixa resistência para o tipo de trânsito no piso. “Esse erro normalmente acontece por falta de orientação profissional que leva a não avaliação do custo e benefício. O resultado são pinturas com baixa durabilidade, desgaste prematuro ou descascamento da tinta pelas rodas dos veículos”, diz.

Entre as vantagens do uso da tinta está a valorização do condomínio, a praticidade na limpeza, a economia no uso de água para lavação, a impermeabilização contra infiltração de água e óleos dos carros e proteção da superfície contra desgaste. “Por ser totalmente impermeável, a tinta epóxi não permite que a sujeira fique impregnada sobre ela. Com isso, diminui-se a necessidade de lavação com água em abundância, evitando assim o gasto excessivo. A limpeza é simples e pode ser feita com vassoura, pano úmido, mop, ou com máquinas de lavação apenas utilizando detergente neutro”, relata o representante.

Durabilidade

Os revestimentos a base de epóxi são extremamente duráveis se comparados a tintas comuns de pintura de piso, comercializadas em lojas. Segundo Eduardo, a durabilidade dependerá da espessura da camada de tinta aplicada, ou seja, quanto maior a espessura maior será o tempo de vida útil. Uma pintura pode durar em média até cinco anos e um revestimento epóxi com 1 milímetro dura em média mais de 10 anos. A limpeza do piso, o tipo de veículos que rodam sobre a pintura e a forma como os moradores dirigem na garagem, também influenciam na durabilidade, assim como as derrapagens, freadas e arrancadas bruscas também comprometem. “Áreas de manobras, curvas e rampas, por exemplo, tendem a ter um desgaste maior que outras áreas, por isso sugerimos uma espessura maior nessas áreas para que o desgaste demore a ocorrer”, explica.

Há cinco anos como síndico do condomínio Renoir, em Balneário Camboriú, Eloi Scaini pintou os pisos das garagens em setembro de 2012. Segundo ele, o objetivo foi proteger e melhorar a estética das garagens. “Antes as garagens tinham o contra piso mal feito e se desmanchando. Precisavam ser lavadas com água a cada 15 dias e agora limpamos somente com pano úmido e detergente neutro”, diz o síndico.

pag.11. garagem antes

Segundo Eloi foram revestidos mais de 1 mil metros quadrados e a obra durou cerca de 20 dias. Durante a pintura os carros ficaram estacionados em garagens particulares ou na rua. “O investimento valeu a pena, pois hoje temos o benefício com a facilidade na limpeza e na melhoria da estética do ambiente. Nosso piso já tem três anos e está muito bom”, relata.

 

Fonte: CondominioSC

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