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Garagem

Garagem e “Dor-de-Cabeça”

Por: * Rodrigo Karpat

 Garagem é motivo para uma série de conflitos em condomínios. Apesar de ter a garantia de segurança e comodidade, muitos condôminos transformam a vida em comunidade em uma grande dor-de-cabeça quando o assunto é a vaga para estacionar seu veículo.

Entre os principais problemas estão: regras para acessibilidade, vagas compartilhadas, estacionamento em locais errados, utilização desses espaços por não moradores, carros maiores do que o local disponível, furtos, danos e amassados causados por vizinhos, guarda de motos e automóveis juntos etc.

Para tentar entender e resolver muitos destes conflitos é indispensável a leitura da convenção do condomínio. Muitas vezes as convenções determinam que cada vaga de garagem é destinada à guarda de apenas um automóvel.

Neste caso, o condômino deverá optar entre parar um carro ou uma moto. E ainda, restringem a sua utilização somente aos moradores e vedam a guarda de qualquer objeto no interior das vagas. Porém, as regras para a utilização da garagem dependem de cada convenção de condomínio.

Os condomínios não estão obrigados a oferecer vagas especiais para idosos, por exemplo. De qualquer forma, é salutar que, tendo condições, essa população seja favorecida com fácil acesso aos elevadores. No caso de sorteio de vaga de garagem, é importante que os idosos sejam beneficiados com os locais de maior espaço e entrada privilegiada.

A oferta de vagas diferenciadas para deficientes também não é obrigatória. O decreto nº 5.296, de 2004, que estabelece normas para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, não se aplica aos condomínios.

Cada município, através do Código de Obras, deve regular o uso de vagas de garagem para essas pessoas. Em São Paulo, a Lei Municipal nº 15.649 determina que para edificações com mais de 100 vagas, pelo menos 1% deve ser reservada para deficientes.

No entanto, é importante observar a Norma da ABNT NBR 9050:2004, que diz que “o percurso entre o estacionamento de veículos e a(s) entrada(s) principal(is) deve compor uma rota acessível.

Quando da impraticabilidade de se executar rota acessível entre o estacionamento e as entradas acessíveis, devem ser previstas vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com deficiência, interligadas à(s) entrada(s) através de rota(s) acessível(is).”

Desta forma, mesmo no caso de estacionamentos privados com menos de 100 vagas, o que deve imperar é o bom senso. Valor essencial para a vida coletiva em condomínios.

Fonte: Folha do Condominio

Soluções tecnológicas minimizam falta de espaço nos estacionamentos dos condomínios

Advogado orienta que a instalação de duplicadores de garagem requer deliberação em assembleia

Soluções tecnológicas minimizam falta de espaço nos estacionamentos dos condomínios

Com uma frota de 45.894 veículos registrados junto ao Detran em fevereiro de 2015, a quantidade de veículos em Balneário Camboriú vem crescendo no ritmo das grandes cidades. No total, em todo o estado são 4.434.738 carros licenciados. Os números comprovam o que na prática a população já sente nas ruas, como a falta de mobilidade urbana e de espaços para estacionar os veículos.

Para lidar com o problema dentro dos condomínios, síndicos e condôminos têm buscado novas soluções tecnológicas para a duplicação de vagas de garagens e minimizar a falta de espaço nos estacionamentos dos edifícios residenciais e comerciais. Segundo Paulo Wilson, diretor comercial de uma empresa fabricante de elevadores para veículos, os equipamentos utilizados até mesmo em shoppings e supermercados oferecem total segurança e podem ser instalados com facilidade desde que se tenham as medidas necessárias para instalação (2,5 metros de altura e 3,0 metros de largura). “O grande problema não é o custo do equipamento, e sim o receio natural dos usuários que têm a falsa impressão de que o carro pode cair lá de cima, mas os elevadores são 100% seguros”, ressalta o profissional.

Com fabricação totalmente nacional, os equipamentos são desenvolvidos com alto padrão de segurança, inclusive com o envolvimento de bombeiros, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), além do Ministério do Trabalho que regulamenta o sistema de operação. “Utilizamos o sistema rosca sem fim e isso evita riscos de haver o rompimento de mangueiras, conexões ou bomba hidráulica. Haverá risco de acidente apenas se o veículo for posicionado ou acessado de maneira inadequada. Porém, temos centenas de equipamentos instalados em todo o País e nunca tivemos notícia de nenhum acidente”, destaca Paulo.

Família

Morador de Curitiba, João Renato Piovezan possui um apartamento de veraneio no edifício Ilha de Bali, em Itapema. Com apenas uma garagem disponível, receber familiares se tornava um problema na hora de estacionar o carro dos visitantes. A solução encontrada por João foi instalar um elevador duplicador de garagens. “Entrei em contato com a empresa catarinense, pedi a autorização na assembleia do condomínio e contratei a instalação junto com outro condômino que também se interessou na época”, relata o morador.

Na avaliação de João o equipamento tem suprido a necessidade da família e duplicando a vaga no mesmo espaço. “Já faz um ano que coloquei o equipamento e está funcionando bem. Não tenho queixas”, descreve.

Operacionalização

De acordo com o diretor comercial, as principais dificuldades encontradas pelos usuários normalmente estão ligadas à utilização inicial do elevador. “É extremamente fácil a operacionalização do equipamento, mas sempre que instalamos fazemos uma entrega técnica do equipamento, onde são passadas todas as instruções de como operar. Além disso, deixamos sempre um técnico local à disposição para o acompanhamento e garantia de satisfação do cliente, além do suporte pelo telefone”, completa Paulo.

Paulo explica que a manutenção do equipamento tem um custo extremamente baixo. “O usuário deverá apenas acompanhar a lubrificação do equipamento. Para os duplicadores com lubrificação automática, dependendo da quantidade de ciclos de descidas e subidas por dia precisará trocar o óleo a cada três anos de uso. Nos modelos com lubrificação a graxa, o equipamento precisa ser lubrificado a cada 60 dias”, orienta o profissional.

Aprovação em assembleia

O advogado de Balneário Camboriú, Luiz Fernando Ozawa, defende a tese de que, em se tratando de edifícios, a instalação do equipamento exige a necessidade de discussão e deliberação em assembleia. Ele explica que duplicar o peso sobre a laje da garagem pode importar em prejuízo comum ao condomínio e se for aprovado para um, todos poderão gozar do mesmo direito de instalação. “Evidente que se houver riscos há interesse coletivo e a função social da propriedade deve ser atendida sobrepondo-se à simples vontade do proprietário. É a mesma análise utilizada para a supressão de paredes internas nas unidades privadas, ou alterações da fachada e outras situações que misturam uma ação privada com consequências coletivas”, destaca o especialista.

O advogado recomenda que o condômino que quiser adquirir e instalar tais aparelhos submeta a intenção ao condomínio, que, por sua vez, pode encomendar um estudo técnico de viabilidade e impactos com engenheiros civis, por exemplo. “A despesa do estudo deve ser por conta do interessado, a não ser que em assembleia os demais demonstrem ter interesse em custear tais laudos”, conclui Luiz.

Fonte: CondomínioSC

Garagens individuais garantem comodidade

Cada condômino é responsável por sua garagem

Garagens individuais garantem comodidade

Na região central de Criciúma é possível encontrar edifícios que possuem garagens individuais com seu próprio portão automático, dando uma autonomia fora do padrão costumeiro das garagens convencionais, aquelas distribuídas em um ou mais andares, quando muitos moradores dividem o mesmo portão para estacionar seu automóvel de maneira segura.

Ao conhecer o condomínio residencial Aline, no bairro Comerciário, é fácil notar que o andar térreo está repleto de portões de garagem: ao todo, são seis entradas autônomas, que correspondem ao número exato de apartamentos do edifício. A síndica Regina Marques da Cunha explica que cada unidade possui seu próprio box, cada um com uma conexão interna independente com o hall de entrada do prédio, o que garante segurança e privacidade.

A gestão das garagens é facilitada pela autonomia. “Como são individuais, cada morador pode adaptar a sua garagem como desejar, inclusive guardando objetos pessoais, como se fosse mais um cômodo da casa”, conta Regina. Além disso, por serem áreas independentes, cada garagem tem direito a uma limpeza por semana, feita pela funcionária do prédio. “Este foi um acordo feito entre os moradores e tem funcionado muito bem no dia a dia”, afirma a síndica. O prédio, que tem mais de 20 anos, conta com esta característica como um diferencial em relação os novos empreendimentos. “As garagens individuais influenciam muito na valorização dos apartamentos”, destaca Regina.

Diferencial valorizado

No edifício residencial Princesa Isabel, também no bairro Comerciário, são nove portões para os 16 boxes de garagem e alguns moradores dividem a mesma entrada. “No prédio, temos 21 apartamentos, 16 boxes e um déficit de cinco apartamentos que não possuem vagas”, conta o síndico José Douglas Rodrigues Rocha. Em reforma há dois anos, há uma constante precaução de deixar os portões com livre acesso para os moradores. “Todos estão funcionando normalmente, temos sempre o cuidado de não impedir o uso”, assegura. Há três anos atuando na função de síndico, Rocha conta que a revitalização pretende valorizar o prédio, que já possui 33 anos. O síndico também concorda que as garagens individuais valorizam a edificação, sendo um diferencial importante.

Quanto à gestão dos espaços, Rocha indica a importância de seguir o que está escrito no regimento interno do condomínio. Caso algum morador cause danos a sua garagem, por exemplo, é ele mesmo quem deve arcar com os gastos de reparo. “Além disso, cada condômino tem a escritura da sua garagem”, ressalta. Apenas as obras e reparos feitos nas áreas comuns do edifício são, quando necessário, rateados entre os moradores.

Fonte: CondomínioSC

Como solucionar conflitos sobre vagas em condomínios

A constante transformação na forma de morar tem trazido novos desafios. Preocupaçõ es com o estacionamento, quando acontecem em condomínios, costumam gerar, além de transtornos materiais, discussões entre os vizinhos. A primeira medida a ser tomada sobre os conflitos em torno das vagas é seguir a regulamentação do condomínio. As leis que tratam desse assunto apenas garantem que o morador tenha direito a um espaço para guardar seu veículo, mas a forma com que isso será feito, e qual tipo de automóvel ele pode manter ali, são questões particulares de cada condomínio.

“Em um lugar onde muitas pessoas dividem espaço, é difícil agradar a todos. Entretanto, um acordo acertado entre as partes interessadas garante que cada um esteja ciente de seus limites e, se alguém desrespeitar, quem for lesado terá seu direito garantido”, indica o diretor de condomínios da Guarida Imóveis, Newton Nunes. Segundo Nunes, um dos principais conflitos gerados entre vizinhos em vagas de estacionamentos é o uso da vaga por não-moradores. “Alguns proprietários costumam oferecer para seus visitantes. Além de poucos condomínios oferecerem vagas para este fim, a entrada de estranhos põe em risco a segurança de todos os condôminos. Se a regra vale para um, deve valer para todos”, ressalta o diretor.

Outra conflito comum é o estacionamento para motocicletas e bicicletas, o que pode ser resolvido por meio da criação de vagas específicas. Contudo, em condomínios que não contam com essa possibilidade, uma atitude que vem sendo considerada em alguns casos é a permissão do uso de um carro e uma moto ou bicicleta por vaga. Os espaços destinados a esse uso devem ter medida suficiente para que não atrapalhe o trânsito dos outros.

O aluguel ou venda de vagas entre condôminos é permitida, lembrando que, em caso de matrículas separadas, podem ser negociadas como unidades autônomas. A negociação de vagas com não moradores só pode ser concedida por autorização expressa das convenções do condomínio. “A Lei Federal nº 12.607, de 2012, proibiu a venda ou o aluguel de vagas de garagem a não moradores. Porém, uma decisão realizada em assembleia, com a concordância do mínimo de dois terços dos condôminos, a transação pode ser realizada. É importante que o condomínio tenha organização e consciência das necessidades de todos. Sendo assim, as decisões podem ser tomadas em conjunto, de maneira que favoreça a todos”, conclui Nunes.

Fonte: Segs

O Dano Provocado na Garagem

Por: ** Daphnis Citti de Lauro

Um veículo aparece arranhado na garagem do prédio. A primeira pergunta que o morador faz, é como deve fazer para acionar o condomínio para ser ressarcido pelo dano.

O condomínio não deve ser acionado, porque não responde pelos atos de condôminos ou demais moradores. Somente se quem arranhou foi um de seus funcionários.

Isto porque, salvo disposição expressa na convenção condominial, os condomínios não são responsáveis por furtos ou danos ocorridos nas áreas comuns ou privativas.

Por exemplo, sobre furto de bicicleta, o inquilino de um apartamento pretendeu o ressarcimento, pelo condomínio, do seu prejuízo, que foi rechaçado pelo poder judiciário: “salvo culpa devidamente comprovada, os condomínios residenciais não respondem por danos ou furtos ocorridos em áreas de estacionamento ou de uso comum” (1ª Turma Recursal Cível dos Juizados Especiais do Rio Grande do Sul).

O fator importante, que embasa a decisão acima, é o de que a relação entre condomínio e condôminos não é de consumo e, portanto, não incidem as regras do Código do Consumidor. Os condôminos estão entre si, no mesmo pé de igualdade.

Alguns desavisados, entretanto, teimam em propor ações contra os condomínios, baseados na relação consumerista.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990, dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Trata de produto ou serviço.

E, no parágrafo segundo, do artigo 3º, define serviço como “qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive, as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista”.

O condomínio não tem personalidade jurídica. Não é pessoa física nem jurídica. Não presta serviços mediante remuneração. Constitui-se em uma comunhão de interesses, onde são rateadas despesas. Não tem objetivo de lucro, distinguindo-se assim das sociedades.

Essa circunstância foi elucidada com grande clareza pelo Juiz Milton Sanseverino, que atuou como relator na Apelação nº 614098-00/2 (2º Tribunal de Alçada Civil – 3ª Câmara), em julgamento datado de 23 de outubro de 2001.

Vale à pena transcrever trecho do acórdão:

“O condomínio nada mais é, em essência, que a massa ou o conjunto de condôminos, isto é, o complexo de co-proprietários da coisa comum. Ora, não teria sentido imaginar que cada um dos “comproprietários” pudesse ser considerado “consumidor” em relação aos demais e que estes, por sua vez, pudessem ser tidos na qualidade “fornecedores” de “produtos” e/ou de “serviços” uns aos outros, co-respectivamente, pois isto não só contrariaria a natureza mesma das coisas como aberraria dos princípios e das normas jurídicas disciplinadoras da espécie, destoando por completo da realidade e da lógica mais complementar”.

E, adiante, prossegue ele: “não existe verdadeira e própria relação de consumo, não podendo o condomínio, a toda evidência, ser considerado “fornecedor de produtos e serviços”, nem o condômino “consumidor final” de tais “produtos e serviços”, como é de meridiana clareza, ou, em outros termos, de primeira, elementar e inafastável intuição”.

Esse esclarecimento é fundamental para que as pessoas não proponham ações contra os condomínios fundadas no Código de Defesa do Consumidor.

Elas abarrotam os cartórios, principalmente, dos Juizados Especiais Cíveis – porque não há cobrança de custas nem condenação em honorários advocatícios – e estão fadadas ao fracasso.

** Daphnis Citti de Lauro é advogado e autor do livro “Condomínio: Conheça Seus Problemas”. Sócio da Advocacia Daphnis Citti de Lauro e da Citti Assessoria Imobiliária ( dclauro@aasp.org.br ).

Fonte: Folha do Condomínio

Fonte de conflitos, uso da garagem precisa de regras claras

Normas devem estar detalhadas no regimento interno do condomínio, mas educação e senso de coletividade ajudam

Garagem08Daniel Castellano-486Garagem do empreendimento Garden Odessa: cinco vagas de visitantes foram fechadas por desrespeito às regras de uso do espaço.

A vida em condomínio é um terreno fértil para o surgimento de conflitos. Em boa parte dos casos, eles estão relacionados ao uso das garagens. Carros mal estacionados, moradores que usam a vaga do vizinho ou que fazem da sua um depósito para bicicletas e outros cacarecos lideram o ranking de problemas listados por síndicos e administradores.

Para solucioná-los, ou pelo menos minimizá-los, a orientação dos especialistas é fazer do regimento interno um aliado com normas claras a serem seguidas. “O regimento estabelece as regras e limitações de uso dos espaços do condomínio. No caso das garagens, quanto mais detalhado ele for, mais efetiva será a cobrança por parte do síndico”, explica Hercules Pires Figueiró, gerente comercial da F&F Administradora. Assim, vale especificar, por exemplo, se a garagem é privativa ou compartilhada e até mesmo o tamanho do carro que comporta.

Autorização

Os condomínios não costumam prever usos que vão além do estacionamento de veículos dos moradores. Em alguns casos, pode ser permitida a acomodação de carretinhas e até barcos, além de carros de familiares, a partir da autorização e consentimento dos moradores.

Valorização do imóvel pode estar vinculada a vaga de garagem

Vagas na garagem se tornaram um item muito importante na compra e venda de imóveis. Realizada pelo Secovi do Rio de Janeiro, uma pesquisa mostrou que um imóvel pode ter 20% do seu preço desvalorizado se não possui um estacionamento.

Vale lembrar que o valor de uma vaga é baseado no custo de produção e que a garagem faz parte da área comum de um prédio. Ou seja, quanto maior a procura, maior o preço e, assim sendo, a valorização.

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A garagem é considerada uma unidade autônoma e faz parte da área comum do imóvel. Seu valor é adicionado ao preço da unidade com base em seu custo de construção.

Até alguns anos atrás, pouco se discutia a quantidade de vagas nem tampouco seus tamanhos, pois haviam poucos carros além de pouca variedade na frota. Hoje podemos dizer que cada membro da família possui um automóvel e com os carros cada vez maiores, as informações sobre vagas são tão importantes como saber se a piscina é ou não coberta.

Conhecer a natureza das vagas, se elas são ou não cobertas, se o empreendimento possui vagas destinadas a visitantes é uma informação simples, mas requer um pouco mais de atenção do que apenas a consulta aos colegas de plantão.

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Fonte: Internete

Vaga de garagem, a cereja do bolo dos condomínios

Luis Guilherme Russo

Uma das maiores polêmicas em reuniões de condomínios é, sem dúvida, a vaga de garagem. E assegurar um ou mais lugares de estacionamento seguro pode ser a cereja do bolo de um condomínio na hora de adquirir o imóvel. Com espaços cada vez mais disputados para estacionamento e carros preferencialmente maiores, as vagas são motivo de disputas que elevam o tom já nada ameno da maioria dos encontros. Os problemas são ainda mais frequentes em prédios antigos, que costumam ter um número maior de apartamentos do que vagas disponíveis e a situação se torna complicada principalmente para famílias que têm dois ou mais carros.

Para evitar – ou contornar – conflitos entre moradores, em primeiro lugar é importante levar em consideração o que diz cada convenção do condomínio. A distribuição das vagas depende da convenção e é válido ressaltar que há regras estabelecidas para três tipos de vagas em garagem. A primeira diz respeito a locais onde as garagens são unidades autônomas com matrícula e escritura próprias. Neste caso, cada vaga possui seu documento e o proprietário do imóvel, quando o adquire, já compra automaticamente o seu espaço (ou espaços) para estacionamento.

Há também as vagas que fazem parte da área comum do condomínio, nessas os proprietários sabem qual é sua vaga desde o momento da compra do imóvel, mas não existe um escritura separada. Já na terceira regra, as vagas são sorteadas periodicamente entre os condôminos. Ou seja, em alguns condomínios com número de vagas bem menor do que unidades residenciais, os moradores precisam contar com a sorte. A vaga é de quem chegar primeiro.

Em 2012, entrou em vigor a lei federal 12.607 que proíbe a venda ou o aluguel de vagas de garagens para quem não mora no condomínio. O objetivo é aumentar a segurança dos moradores. Uma alternativa crescente para a falta de vagas no condomínio é virar mensalista de um estacionamento próximo da residência, que ofereça seguro contra riscos, furtos e roubos. O problema, no entanto, estão nos preços: uma vaga de garagem no Centro do Rio já está custando em torno de R$ 150 mil para venda. O aluguel mensal, no Centro, já chega a cerca de R$ 500,00, e na Zona Sul, a R$ 800,00.

Fonte: Segs

Vaga na garagem valoriza o imóvel em até 20%

O crescimento dos financiamentos automobilísticos fez as vagas nas garagens se tornaram um item muito importante.

Por Lopes Consultoria*

O que seria capaz de deixar um Imóvel 20% mais caro, em um piscar de olhos? De acordo com um levantamento feito pelo Secovi do Rio de Janeiro, a resposta é bastante simples: vaga na garagem.

A falta de investimentos nas questões de mobilidade urbana e transporte público, somada ao crescimento dos financiamentos automobilísticos e o número de veículos nas grandes cidades, fez as vagas nas garagens se tornaram um item muito importante na compra e venda de imóveis.

Em alguns bairros, como no Flamengo, essa diferença é de “apenas” 10%. Por outro lado, no Leblon índice chega ao seu ponto mais alto: quase 23% a mais no valor do imóvel por uma vaga na garagem, que corresponde a cerca de 7 a 9% do valor da propriedade.

No Rio, entretanto, essa condição é intensificada, já que alguns bairros possuem muitas construções antigas, sem garagem. Ou seja: elas tornam-se um item raro, pouco encontrado.

Em São Paulo o cenário também tem algumas peculiaridades. Ali, a quantidade de imóveis que possuem garagem subterrânea é grande, já que uma lei obrigava a construção a oferecer no mínimo uma vaga por imóvel. A situação, porém, está prestes a passar por uma grande revolução. Com a aprovação do Novo Plano Diretor, em julho de 2014, passou-se a exigir um número máximo de vagas, e não mais mínimo. Os empreendimentos próximos a centros de grande confluência de transporte público terão um número mais limitado de vagas.

A nova regulamentação deverá valorizar os empreendimentos que já tenham a garagem tanto para compra quanto para venda, mas é importante ressaltar que isso terá uma duração de médio prazo. À medida que cresça a oferta e qualidade do transporte público, diminuirá a necessidade de transporte partícula e, consequentemente, a busca pelas garagens.

Fonte: ImovelWeb

Chaves no cofre

Em garagens sem vaga demarcada vale a pena avaliar opções para aumentar a segurança e a comodidade

Vagas demarcadas e autonomia para entrar e sair do carro não é a realidade em todos os condomínios. Muitos deles revezam as vagas e até pedem para que os moradores deixem as chaves nos veículos ou com os funcionários, o que nem sempre agrada. De acordo com o síndico profissional Sérgio Craveiro, nestas situações pequenos arranhões ou colisões podem ocorrer, despertando reclamações. Mas como resolver?

“O ideal é agir na prevenção de problemas. Quando o morador compra o apartamento, já conhece as condições de estacionamento. Mas pode-se investir em soluções como pallets – estacionamento inteligente –, aumentando-se o número de vagas sob um trilho”, sugere.

Opções como estas, porém, podem ser muito caras e nem sempre há disposição ou condições financeiras para o condomínio arcar. Desta forma, o uso de cofres individuais para deixar as chaves pode ser uma alternativa mais viável. Quer saber como funciona?

Senha de segurança – Basta registrar uma senha, colocar a chave dentro e pronto. A chave fica guardada sem riscos para os moradores e apenas as pessoas autorizadas terão acesso.

Entretanto, mesmo sendo uma boa solução para resolver o problema garagem, é preciso ficar atento a alguns detalhes, conforme explica José Elias de Godoy, consultor de segurança da Suat.

“É necessário haver um bom controle interno das garagens para a correta distribuição de vagas e de cofres individuais com seus mecanismos de proteção a fim de não haver embaraços e confusões entre os moradores, além de agilizar a movimentação dos carros”, explica.

No mercado brasileiro, a novidade é recente. Desde 2012, a Keybox comercializa o produto no país. Segundo Diana Bonet, da empresa, síndicos e zeladores levaram a sugestão para assembleias em condomínios e aumentou a demanda.

“Para os moradores, não se trata apenas da segurança em se deixar as chaves dos veículos, mas pode-se armazenar a chave de casa com uma senha e evitar gastos extras com chaveiros, por exemplo”, explica.

Já para os condomínios, o cofre é importante para dar autonomia aos moradores com relação às suas chaves e facilitar a rotina de trabalho dos funcionários.

Como viabilizar

  • Se a sua garagem é daquelas nas quais é preciso empurrar o carro ou ficar com a chave do vizinho, o cofre é uma alternativa. A senha pode ser compartilhada apenas entre os usuários e não há necessidade de pilha, bateria ou energia, bem como custos de manutenção
  • Os procedimentos de garagem devem estar no regimento interno do condomínio e todos os moradores devem estar de acordo. Se houver alguma mudança, esta é levada pelo síndico aos moradores e votada em assembleia
  • As entradas das garagens dos prédios são o ponto mais vulnerável de um condomínio vertical e, portanto, devem estar bem protegidas. A regra de segurança principal para este local é se ter um bom controle de acesso

 Fonte: iCondominial

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