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Administração

Administradoras de condomínios serão certificadas

Empresas especializadas em administração de condomínios serão submetidas a avaliação de conduta, aspectos profissionais, operacionais e técnicos

Administradoras de condomínios serão certificadas

Lançado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e pela AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínio), o PROAD – Programa de Autorregulamentação da Administração de Condomínios – é uma certificação que diferencia as administradoras de condomínio, que cumprem os requisitos necessários para a realização de um trabalho qualificado, quanto à estrutura, processos, tecnologia, gestão, recursos humanos, know-how e ética na prestação de serviços.

O programa está com inscrições abertas para as empresas do segmento, que poderão obter a certificação depois de se submeterem a um processo de auditoria e passarem pela avaliação da Bureau Veritas Brasil, empresa líder mundial na avaliação de conformidade e certificação.

Após a constatação de que possui os requisitos exigidos para proporcionar segurança e suporte aos seus clientes, a administradora conquista o selo do PROAD, válido por dois anos.

Passado este período, a empresa passa por outra avaliação, com vistas à renovação do selo. “Com o selo PROAD, a empresa poderá demonstrar ao mercado e aos clientes que está qualificada e preparada para administrar condomínios com qualidade e eficiência”, explica o conselheiro do programa Marco Gubeissi, também diretor de Administradoras do Secovi-SP.

Diversas empresas já se inscreverem no programa e estão em processo de certificação. “Como administradoras, temos papel fundamental nas atividades do dia a dia de um condomínio. A criação deste certificado é mais uma ação para o fortalecimento do nosso setor”, finaliza Omar Anauate, conselheiro do PROAD e diretor de Condomínio da AABIC.

Fonte: SECOVI

Minha administradora faliu, e agora ?

adiministradorafaliuAlgo nada comum no mercado condominial é a falência de administradoras, pois quando acontece, causa grande preocupação tanto para o síndico quanto para os moradores. Em vários casos, a empresa simplesmente desaparece, levando com eles todos os dados dos clientes. E ainda é pior quando a administradora utiliza-se de uma “Conta Pool” (conta bancária em nome da administradora, utilizada para o pagamento e recebimento de todas as dívidas de todos os clientes), e o saldo que pertence a cada condomínio também some.

Perante esses fatos, o síndico deve-se manter calmo e realizar um assembleia urgente para informar os condôminos sobre o ocorrido, e primordialmente sobre a parte financeira, para então estabelecer as medidas necessárias a serem tomadas para contornar a situação.

Deverá ser feito um rateio extra para que possa ser realizado o pagamento das contas, assim como também o síndico deve ligar para todas as empresas que possuem algum contrato com o condomínio para requerer mais tempo para efetuar os pagamentos. Os funcionários também devem ser avisados o quanto antes, caso haja a possibilidade de ocorrer algum atraso nos pagamentos das remunerações.

ESCOLHENDO UMA NOVA ADMINISTRADORA

Para fazer a escolha de uma nova administradora alguns cuidados devem ser tomados:

- Examinar pelo menos três empresas e consultar com outros síndicos o desempenho de cada administradora;

- Visitar tais empresas para verificar suas instalações e condições de operação;

- Verificar como a receita será administrada, sempre colocando como preferência empresas que optam por trabalhar com contas bancárias individuais, no nome do condomínio;

- Analisar os orçamentos de tais empresas, para verificar se os valores estão de acordo com os praticados no mercado.

Também é necessário que os síndicos sejam cautelosos:

- Mantendo todas as contas no nome do condomínio, movimentadas juntamente com o síndico;

- Ter uma cópia no condomínio do cadastro de moradores;

- Manter toda documentação arquivada no próprio condomínio;

- A cada seis meses fazer o levantamento da situação do condomínio juntamente a Receita Federal, Caixa Econômica e INSS, e assim certificar-se que todos os recolhimentos estão dentro do prazo corretamente.

Fonte: Seu Condomínio

Gestão e transparência

Condomínio com contas abertas e explicadas é fundamental

Sabemos que o trabalho de um síndico não esta limitado a realização de obras – manutenção e melhorias.

Seu trabalho também é realizado nos bastidores, analisando as pastas de prestação de contas e tentando encontrar alguma forma de economizar os recursos do condomínio, revisando contratos, participando de reuniões, representando os interesses dos condomínios em audiência, enfim, situações que não são de conhecimento da massa de condôminos.

Estamos acostumados, ou melhor, mal acostumados a valorizar o trabalho do síndico quando não existe aumento de condomínio.

Ou ainda quando identificamos alguma melhoria que foi realizada, parece pintada, grama cortada dentre outras.

Para modificar esse cenário, o síndico precisa aprender a se comunicar com os condôminos.

Essa comunicação poderá ocorrer através de informativos a ser colocado nos elevadores, murais e no site do condomínio.

Outra solução encontrada por alguns condomínios foi a criação de um jornal interno que, mensalmente, poderá trazer todas as novidades do condomínio, além de matérias de interesse de toda coletividade, sem contar nos espaço de publicidade que podem ser objeto de permuta com comércios do bairro.

Agindo dessa forma, o síndico deixará todos os condôminos informados sobre os acontecimentos do condomínio e ganhará o respeito e confiança de todos os moradores, afina de contas não é fácil administrar o dinheiro dos outros.

Como já dizia o saudoso Chacrinha: “Quem não se comunica, se trumbica”.

Fonte: Sindiconet

A Administração e o Síndico

Por: *Rubens J. Reis Moscatelli

A tarefa de administrar qualquer situação é um tema que pressupõe o preparo daquele que assume essa condição. Em princípio todas as pessoas devem possuir a condição de administrar. Primeiramente, analisando pelo aspecto pessoal, todos nós aprendemos a administrar não apenas nosso patrimônio material, mas também as eventuais situações cotidianas a que somos expostos a partir do primeiro suspiro ao sair do ventre de nossas mães.

A educação é um dos caminhos pelos quais conseguimos essa prática. Alguns captam mais rapidamente os valores primordiais da existência que proporcionam a boa convivência familiar, entre vizinhos, colegas de trabalho e todas as relações humanas.

Administrar, em síntese, é saber dosar nossos atos com a intenção de alcançar um objetivo. Para que seja possível alcançar o que se pretende, portanto, é necessário conhecimento e planejamento.

No âmbito profissional não é diferente. Aliás, é mais complexo.

Com efeito, se ao administrarmos nossas próprias vidas já temos alguns conflitos, o que dizer quando a tarefa a ser desempenhada implica em diversos interesses que nem sempre são convergentes?

A função de síndico de condomínio se enquadra nessa situação, mas o síndico não pode se auto proclamar o “dono do prédio” apenas pelo fato de que suas responsabilidades são grandes.

Quando analisamos o corpo diretivo do condomínio vemos que o síndico é o executor das determinações da assembleia geral, que é o órgão máximo no condomínio, bem como dar cumprimento a outras atribuições previstas na lei e na convenção condominial.

Importante salientar que ninguém é obrigado a assumir tal tipo de responsabilidade, na medida em que se trata de uma função ocupada mediante processo de votação. Mas uma vez assumida, deve ser feita da melhor maneira.

Assim, quem não quer ser, seja por não se sentir capacitado para a tarefa, seja por não ter tempo suficiente para bem administrar a coisa alheia, não poderá ser obrigado a isso.

Contudo, quem tiver o interesse de administrar uma comunidade condominial na condição de síndico deve perceber que não se trata de uma empreitada fácil, pois não se trata apenas de gerenciar as finanças, mas também gerir pessoas e conflitos resultantes.

O síndico deve estar preparado para essas situações e, principalmente, buscar sempre o conhecimento e o aprofundamento de questões que durante o período de seu mandato irão lhe tomar um bom tempo.

Afinal de contas, o síndico responde com seu patrimônio pelos eventuais prejuízos que causar a massa condominial.

Fonte: Folha do Condominio

Como manter a boa administração do prédio diante da economia em baixa?

As expectativas pouco favoráveis para 2015 afetam o bolso de todos, afinal não há quem não seja atingido pela inflação, juros altos e alta do dólar.

As expectativas pouco favoráveis para 2015 afetam o bolso de todos, afinal não há quem não seja atingido pela inflação, juros altos e alta do dólar. Da mesma forma que os pequenos empresários estão montando estratégias de sobrevivência para o próximo ano, os administradores de condomínio também devem se preocupar com os efeitos da economia, que prometem aumentar o índice de desemprego, que, por sua vez, provavelmente puxará o índice de inadimplência entre condôminos. Diante de um quadro desses, adotar um sistema de gestão financeira seguro e descomplicado é a melhor forma de manter as contas em dia e se resguardar de futuros aborrecimentos.

Da mesma forma que uma empresa, o condomínio não pode abrir mão da sua receita, que é a taxa paga pelos moradores. Sem ela não há benfeitorias, consertos, reparos – nem árvore de Natal. É preciso, no entanto, que haja um controle perfeito sobre o fluxo de caixa através de um sistema de gestão financeira que forneça todas as informações necessárias em interface intuitiva e descomplicada e que possa ser acessado a qualquer momento, sanando todos os tipos de dúvida.

Apenas com uma administração organizada é possível saber com precisão onde está a falha no orçamento do edifício. Em casos de acordo com inadimplentes através do parcelamento de cotas, por exemplo, os valore só devem ser lançados como entrada após o pagamento ser efetivado, ou seja, depois da quitação do débito. Lembre-se que a inadimplência só termina quando é paga a última parcela e que a expectativa de quitação não deve ser registrada como entrada no fluxo de caixa.

Por outro lado, a compra de materiais e insumos deve ser rigorosamente colocada no sistema, mas não esqueça de fazer uma pesquisa cuidadosa sobre preços, quantidades e descontos. Lembre-se que só vale a pena comprar grandes quantidades de produtos de limpeza, por exemplo, se o desconto oferecido for significativo. Fora isso é mais negócio reter o valor correspondente – você não reduz o fluxo de caixa e ainda pode encontrar mais em conta no mês seguinte, talvez com outro fornecedor. Se for preciso adquirir material de construção para obras e reformas, procure negociar prazos, ganhando no parcelamento sem juros, mesmo que seja em poucas vezes.

Assim forma você fica com o orçamento mais maleável e mantém o fluxo de caixa em dia. Além disso, atenção na hora de negociar a obra: além de checar as credenciais da empresa, procure deixar bem claro de quem será a responsabilidade em caso de retrabalho. Outra boa saída para driblar os tempos de crise é aplicar o dinheiro que está parado, mesmo que seja por apenas um mês. Em tempos de superávit primário provavelmente a melhor opção será a poupança, mas converse com o seu gerente e analise todas as opções.

Mas não esqueça de fazer o lançamento diário de todos os gastos, fazer um planejamento orçamentário para pelo menos três meses e adquirir um sistema de gestão de financeira onde todas as informações sejam colocadas de forma fácil e segura e possam ser acessadas rapidamente. Dessa forma você evita aborrecimentos nas reuniões de condomínio, mantém as contas em dia e pode tomar decisões estratégicas com base em informações reais e atualizadas. Contra a crise, nada melhor do que a organização e o planejamento.

Fonte: blogcondominio.com.br

Ética e transparência

Evento em SP discutiu como esses valores se inserem na gestão condominial

Administradores debateram Ética e Transparência na Gestão de Condomínios, no CRA/SP

A apresentação abordou aspectos como a importância do papel do síndico na gestão; os principais conflitos gerados pela falta de transparência e a importância do planejamento
O CRA-SP sediou, no último dia 1º, a palestra Ética e Transparência na Gestão de Condomínios, ministrada pela administradora Rosely Benevides de Oliveira Schwartz. O evento, que contou com um público de cerca de 150 pessoas, foi o marco da criação do Grupo de Excelência em Administração de Condomínios do CRA-SP, cuja coordenação é feita pela palestrante.
A apresentação abordou aspectos como a importância do papel do síndico na gestão; os principais conflitos gerados pela falta de transparência; a importância do planejamento, da comunicação, da ética e da transparência nas prestações de contas; e as contribuições do CRA-SP para a gestão dos condomínios.
Rosely explicou que atualmente 19 milhões de pessoas vivem em condomínios no Brasil, e que a expressividade desse número já é suficiente para demonstrar a importância de uma boa gestão para que essas pessoas possam viver com tranquilidade.
“A manutenção desses condomínios é necessária, e isso é um trabalho de administração”, afirmou.
Ainda de acordo com a palestrante, condomínios são células da sociedade. “Um condomínio pode ser comparado a uma Prefeitura, por exemplo. E o síndico seria o prefeito. É preciso controlar caixa, administrar, lidar com conflitos e interesses coletivos”, disse. Para ela, uma boa gestão de condomínios é também um exercício de cidadania.
A palestra enfatizou bastante a necessidade de o síndico contar com uma empresa administradora, para profissionalizar a sua gestão. O apoio de quem tem experiência no ramo é fundamental.
“Não dá mais para ser amador em uma gestão de condomínios, porque o síndico tem muitas atribuições. O síndico precisa entender a expectativa dos moradores e traçar objetivos”, explicou.
Além disso, atualmente o gestor de um condomínio tem que conhecer a legislação, já que lida, inclusive, com contratação de funcionários terceirizados (segurança, faxina, manutenção etc). Ele também precisa ter familiaridade com normas e regulamentos, pois é comum condomínios terem estatutos internos atualmente.
“Por isso, o gestor de condomínios precisa entender os princípios básicos da administração: planejamento, organização, direção e controle”, finalizou.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

O Condômino na Administração

Por: *Rubens J. Reis Moscatelli

Quando se fala em administração condominial, logo se pensa na função do síndico e naqueles que o assessoram, o denominado corpo diretivo do condomínio e também na administradora.

Contudo, embora seja esse o foco normal de nossos pensamentos, trataremos aqui de uma figura tão importante quanto à do síndico e demais integrantes do corpo diretivo: o condômino.

O condômino não é apenas um morador ou ocupante de uma unidade autônoma. Na verdade, condômino é expressão utilizada para demonstrar a titularidade da propriedade do imóvel em condomínio.

Ora, o proprietário é o maior interessado em que seu bem imóvel seja conservado e valorizado, porém isso só ocorre se houver da sua parte a demonstração evidente nesse sentido.

No condomínio, diferentemente de outros tipos de exercício do direito de propriedade, esse só fica claro quando o condômino comparece às assembleias e expõe suas posições, submetendo-se democraticamente ao voto dos demais, desde que obtidos de forma legal e legítima.

O principal interessado e, portanto, maior fiscal da gestão condominial é o condômino. Não poderia ser diferente, na medida em que seus interesses estão em jogo.

Não adianta apenas falarmos que o condômino tem direitos e deveres, isso ele deve estar consciente.

O que precisa ser feito é evidenciar que todos os condôminos têm obrigação de exercer seus direitos, como, por exemplo, a participação efetiva em assembleias, a fim de que a gestão condominial seja aprimorada cada vez mais.

A assembleia de condôminos deve deixar de ser um palco onde as pessoas competem num imaginário concurso de popularidade. Os assuntos têm que ser tratados com firmeza, honestidade e desprendimento.

O que se tem visto nesses momentos, porém, é o total desinteresse de muitos, que deixam que despreparados assumam o poder e tornem inviável a gestão condominial.

Um aspecto fundamental para que a convivência condominial seja mais adequada implica no conhecimento que cada condômino deve ter do teor da convenção condominial, assim como das demais legislações que regem o assunto.

Devemos também saber que a convenção não se torna letra morta pelo fato de ser antiga, mas, sim, só poderá ser modificada se obedecida à legislação vigente, pois como disse Rui Barbosa: Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.

Fonte: Folha do Condominio

Como organizar a administração de condomínios

Administrar um condomínio não é uma tarefa simples, pois exige uma série de tarefas rotineiras que exigem muito tempo e grande organização, para que a gestão seja satisfatória para os moradores.

Independentemente se quem realiza a gestão de condomínios é uma administradora, o síndico sempre possui tarefas e é importante seguir algumas dicas simples, para que cada demanda seja realizada adequadamente e não gere dores de cabeça futuras. Por isso, separamos algumas informações úteis de como organizar a administração de condomínios de forma prática e eficiente.

Saiba como organizar a administração de condomínios

Para administrar um condomínio com qualidade é importante ter em mente todas as tarefas rotineiras que precisam ser realizadas e a quais detalhes é preciso demandar certa atenção em cada uma.

Dentre as principais questões que precisam ser muito bem administradas dentro de um condomínio podemos destacar: a organização das contas e contratos, a reserva de áreas comuns, o cadastro e organização de escala dos empregados, o aviso das obras e providências, a comunicação com os moradores, entre outros.

Para cada uma dessas tarefas é preciso tomar certos cuidados, no caso da organização das contas e contratos, por exemplo, é importante separar mensalmente as contas a pagar e arquivar as contas pagas. Além disso, é importante guardar todos os comprovantes e contratos firmados em uma pasta física ou digital (ou as duas), registrar toda a movimentação financeira em um livro caixa ou em uma planilha de excel, registrar o recebimento das taxas dos condôminos, entre outros.

No caso das reservas de áreas comuns é preciso manter horários disponíveis que não causem problemas com os vizinhos e sempre orientar os moradores a entregar o são limpo após o evento e não permitir que os convidados estacionem em vagas da garagem dos moradores. Além disso, é importante manter um controle de reservas sempre atualizado, para evitar mal-entendidos e garantir uma gestão de condomínios de qualidade. Uma dica importante nesse sentido é manter o controle com uma agenda ou calendário online, como o disponibilizado pelo Gmail. Assim os moradores podem acessar com facilidade e verificar as datas disponíveis.

Fonte: pointcondominio.com.br

Um especialista na gestão de condomínios

Além de buscar redução da taxa condominial, síndicos profissionais cuidam da valorização do imóvel

Saulo Ohara

“Hoje os condomínios são como uma empresa, alguns têm orçamento de mais de um milhão por ano e devem ser bem administrados”, destaca Ronaldo Zandomenighi

Quem mora em condomínio sabe o quanto é importante ter um síndico comprometido e preparado para exercer o cargo. Conhecer a legislação, ter jogo de cintura para lidar com os imprevistos e fazer valer as normas para todos os moradores são alguns dos desafios a serem superados por quem é responsável pela gestão de um condomínio. Tudo isso sem falar na administração dos funcionários e da cota condominial. Por conta das dificuldades, o cargo nem sempre é almejado pelos proprietários dos imóveis, e uma das saídas encontradas para a questão é a contratação de um síndico profissional.

Formado em contabilidade e trabalhando como síndico profissional há cerca de dois anos, Ronaldo Zandomenighi afirma que descobriu a área por acaso. “O prédio em que moro estava passando por uma situação difícil, a síndica foi destituída e ninguém queria assumir o cargo. Fui eleito e comecei a me aprofundar no assunto, foi quando descobri o curso de síndico profissional”, comenta. O conhecimento que ele tinha na área contábil e bancária foi aplicado em sua administração e permitiu o contorno de conflitos, de problemas de desvalorização do imóvel e a redução da taxa de condomínio entre 25% e 30%.

Ronaldo deixou de lado sua atividade profissional anterior e, atualmente, trabalha exclusivamente como síndico profissional, auxiliando na administração de cinco condomínios. “Hoje os condomínios são como uma empresa alguns têm orçamento de mais de um milhão por ano e devem ser bem administrados”, defende. Por conta da expansão imobiliária pela qual Londrina passou nos últimos anos, a demanda por síndicos profissionais é grande.

Segundo ele, muitos condomínios sentem a necessidade de um profissional capacitado para exercer o cargo, uma vez que o síndico é responsável por cuidar do patrimônio dos moradores. “Quem exerce esta função deve fazer mais do que fiscalizar, é responsabilidade desse profissional reduzir o custo e fazer com que o bem seja valorizado”, ressalta. Ronaldo acrescenta que quanto mais transparente for a gestão do condomínio, melhor para o síndico e também para os moradores.

Uma das características desse administrador é a imparcialidade, justamente por não morar no local e não ter vínculo com os demais condôminos. “O síndico morador pode se sentir constrangido por fazer cumprir o regimento interno, nesse ponto o relacionamento com os vizinhos se desgasta e pode envolver até questões familiares. Já o síndico profissional está ali para fazer com que todos sigam as normas pré-determinadas”, destaca. Apesar do síndico profissional não morar no condomínio, Ronaldo afirma que, na maior parte das vezes, cuida da administração com o apoio de um vice-síndico e um conselho fiscal formado por moradores do empreendimento.

Fonte: FolhaWeb

Home Office

Saiba os limites e como agir diante de moradores que exercem atividades comerciais em condomínios

Home Office

Nas grandes cidades, o tempo perdido no trânsito e o avanço das tecnologias fez com que uma nova tendência surgisse: o home office – ou escritório em casa, em português.

Para aqueles que não recebem visitas, excesso de encomendas ou de correspondência, trabalhar em casa pode ser realmente uma mão na roda: além da economia de tempo para se deslocar até o local de trabalho, há ainda a reserva de dinheiro com aluguel e outros custos fixos em um novo imóvel.

Para não deixar a tendência de lado, até os novos lançamentos já contam com torres separadas para áreas comerciais e residenciais – assim, quem almeja trabalhar sem sair de casa tem que pegar só um elevador a mais para chegar ao escritório. Já os lançamentos residenciais podem contar também com salas de reuniões, e de escritório.

Importante lembrar que nesses casos essas áreas são de uso comum e não devem ser encaradas como uma extensão da unidade.

Qual o limite?

Como tudo na vida em condomínio, é extremamente importante lembrar que o direito de um termina quando começa o do próximo. Outro ponto delicado é a alteração da finalidade da unidade. Caso a mesma seja residencial, o dono do imóvel não pode usá-la unicamente para fins comerciais. Ou seja, a unidade não pode virar apenas escritório, deve continuar tendo caráter predominantemente residencial.

Essa é a maior arma que o condomínio tem para coibir condôminos ou inquilinos de utilizar a área privativa de maneira comercial – já que isso é proibido por lei. Afinal, há jeitos e jeitos de se manter um escritório em casa sem incomodar a vizinhança e nem comprometer a segurança do empreendimento.

A questão de segurança também deve ser considerada, uma vez que o profissional que recebe clientes em sua unidade nem sempre conhece a visita, e isso gera um risco para o condomínio.

Como agir em casos de abuso?

Nos casos em que o empreendedor começar a incomodar a vizinhança, seja com excesso de visitas ou de barulho, ou ainda a sobrecarregar os porteiros com correspondência em demasia, o síndico deve no primeiro momento, conversar com o morador em questão.

Explique a situação, que anda incomodando os vizinhos, e procure estudar bem a situação. Pode ser que a pessoa não queira acomodar sua empresa em outro local. Para tanto, deve se adequar às regras do local.

Na própria convenção do condomínio deve haver menção sobre a finalidade de uso das unidades – geralmente, residencial apenas. Por isso, o síndico tem a lei ao seu lado, e caso o condômino continue a incomodar seus pares com a sua atividade comercial, o síndico pode, depois de conversar, advertir e multar, entrar com ação judicial para que cesse a atividade.

O regulamento interno deve prever os tipos de atividades permitidas no condomínio. Caso um morador exerça algo fora desse escopo – mas que não incomode o próximo-  o regulamento pode ser alterado. Caso contrário, o empreendimento tem o regulamento a seu favor para barrar a atividade irregular.

Mesmo gerando certa polêmica, o síndico deve se cercar de precauções para evitar problemas para si  e para o condomínio. Por isso, não é recomendável, por exemplo, barrar visitas daquela senhorinha que faz doces para fora, ou os alunos de quem dá aulas particulares.

Essa medida é indicada apenas em casos extremos, como quando o síndico tem provas de que a atividade exercida naquela unidade é a prostituição. Portanto, se estiver munido com esse tipo de prova, o ideal é explicar isso ao dono da unidade – na maioria dos casos, essa atividade é exercida em locais alugados – e pedir a recisão do contrato.

Enquanto o locador tiver contrato com o locatário em questão, o condomínio pode coibir a entrada de pessoas estranhas obrigando a todos os visitantes a fazerem um cadastro completo, com número de RG e foto, para dessa forma inibir o acesso. Essa medida deve ser aprovada em assembleia.

O que é permitido

  • Exercer atividades que não demandem excesso de visitas, entregas ou correspondência como contador, jornalista, webdesigner, consultores, etc
  • Atividades que não demandem  além do usual do consumo de água, luz, gás, etc
  • Receber visitas, ou clientes, desde que os mesmos não circulem pelas áreas comuns do condomínio – apenas para entrar e sair
  • Enfim, é permitido trabalhar no condomínio, desde que o ofício não incomode os demais

O que não é permitido

  • Funções que gerem grande e permanente fluxo de pessoas como uma clínica de estética, comércio em geral, creches, pet shops, etc.
  • Visitas, ou clientes, que fiquem circulando pelas áreas comuns do condomínio
  • O uso do hall como sala de espera
  • O uso das áreas comuns do condomínio como sendo particulares, seja para usar como escritório ou para efetuar vendas
  • Atividades que envolvam produtos tóxicos, odores fortes, ou que façam muito barulho
  • Atividades que demandam elevado consumo de água ou energia
  • Dependendo do bairro, e do condomínio, o registro do endereço da empresa não pode ser o mesmo da unidade residencial

 

Fonte: SindicoNet

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