Administração

Como proceder quando a ata da assembleia não foi redigida na hora e nela constam fatos inverídicos?

Pergunta: Participei de uma reunião de condomínio. A ata desta reunião não foi escrita na hora, não li nem assinei a ata da assembleia e o síndico utilizou a lista de presença para registrar a ata, incluindo nesta alguns detalhes que não foram falados para mim e nem por mim e dizendo que a ata foi escrita na hora e lida por todos. Isso é correto? O que posso fazer do ponto de vista prático? Posso ajuizar alguma ação contra o condomínio ou o síndico? (E.A.H. – Belo Horizonte, MG)

Resposta: A ata não precisa ser lavrada na hora e a falta de assinatura da mesma não a invalida, se assinada apenas pelo Presidente e pela Secretária. Diz J. Nascimento Franco em seu livro “Condomínio”, Editora Revista dos Tribunais, 2005, pág. 118/119: “Terminada a Ordem do Dia, e se houver tempo, o Secretário lavrará a ata, que será assinada por ele e pelo Presidente, além dos presentes que o desejarem. Se não houver tempo, a ata poderá ser lavrada depois, com base nos dados que o Secretário tiver anotado no curso da reunião, para ser submetida à aprovação na assembleia seguinte, na qual os presentes poderão pedir as retificações que eventualmente se justificarem. A ata poderá ser assinada apenas pelo Presidente e pelo Secretário, pois, se fossem necessárias assinatura de todos os presentes, ensejar-se-ia o absurdo de a recusa de um só importar na nulidade das deliberações.” Do ponto de vista prático, deverá ser pedida a retificação da ata para suprimir o que não foi falado na assembleia. Havendo recusa do síndico por achar que a condômina contestante está equivocada, em outra Assembleia deverá ser colocado na pauta a conferência entre todos os condôminos para a confirmação ou não da veracidade da ata.

Fonte: BDI – Diário das Leis Imobiliário

Trabalho em equipe

Auxílio especializado da administradora auxilia o síndico a cumprir suas principais obrigações no condomínio

Entre as atribuições de um síndico previstas por lei estão a de convocação de assembleias, realização de seguro da edificação e cobrança de atribuições dos condôminos. Para dar conta de tudo isso, o síndico normalmente conta com uma grande ajuda: a da administradora.O cargo de síndico pode ser comparado com o de um gerente de uma grande empresa. Para que tudo “ande nos trilhos”, ter um apoio especializado é indispensável, mas para que a parceria dê certo, é preciso que o síndico mantenha um bom relacionamento com a administradora.

O gerente de condomínios José Carlos Oliveira explica que para se ter uma boa gestão é preciso que os dois lados mantenham contato frequente. “Há casos em que a administradora fala com o síndico a cada mês e em outros diariamente. Nós recomendamos que esse contato ocorra no mínimo uma vez por semana”.

Tudo fica mais fácil

Além de facilitar a gestão do condomínio, a boa comunicação entre síndico e administradora também torna mais fácil a maneira como as informações chegam até os condôminos.

“As funções da administradora sempre devem ficar claras para todos os moradores. Isso pode ser feito em assembleias, através de comunicados enviados pela administradora com anuência do síndico, os quais indiquem o acesso ao site da administradora e informem sobre as benfeitorias realizadas e os projetos em andamentos”, exemplifica Oliveira.

É função do síndico realizar manutenções de segurança no condomínio e contratar seguros. Atualmente, condomínios que não se enquadram nas normas de segurança do corpo de bombeiros podem ter ser síndicos responsabilizados judicialmente, bem como sua administradora.

Segundo o diretor de condomínios Antônio Jorge Neto, a medida foi uma forma de tanto administradoras quanto os síndicos realizarem todas as revisões obrigatórias que garantam a segurança do empreendimento.

Para que a parceria flua bem

  • Síndico e administradora devem estar em constante contato. O recomendável é pelo menos uma vez por semana
  • Algumas tarefas são responsabilidade do síndico, como a realização de manutenção de segurança e a contratação de seguros, mas é possível pedir ajuda da administradora para deixar tudo em ordem
  • As funções da administradora devem ser conhecidas por todos os moradores e funcionários. Isso pode ser feito em forma de comunicadosSe a parceria entre a administradora e o síndico não estiver funcionando direito vale a pena uma conversa para checar o que pode ser melhorado

Fonte: iCondominial

O combinado não é caro

Administradora tem de zelar para que o contrato feito com o condomínio não resulte em tiro no próprio pé

Divulgar serviços que não estão afetos à sua área de atividades e descuidar-se do conteúdo do contrato, deixando de pormenorizar item por item daquilo que se predispõe a realizar, pode resultar em sérios prejuízos para a administradora de condomínios.

A advertência foi feita pelo advogado Marcelo Manhães de Almeida, presidente da Comissão de Direito Urbanístico da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, durante o último Encontro das Administradoras de Condomínios (Enacon), promovido pelo Secovi-SP.

Para o especialista, é necessário ficar atento à legislação, que no Código Civil, que em seu artigo 1.347 diz que é a assembleia quem escolhe o síndico para administrar o condomínio.

No artigo 1.348, em nove incisos, o Código Civil estabelece tudo aquilo que ele tem competência para fazer. Almeida destaca, porém, o 1º e 2º parágrafos deste artigo, onde se prevê que a assembleia pode investir outra pessoa em lugar do síndico de poderes de representação.

“E o síndico, por sua vez, de acordo com o parágrafo 2º, pode transferir a outrem total ou parcialmente os poderes de representação ou as funções administrativas, mediante a aprovação da assembleia, salvo disposição em contrário da convenção. Normalmente, as convenções permitem essa transferência e delegação de poderes”, explica.

Para o jurista Carlos Alberto Dabus Maluf, citado por Manhães Almeida, as funções representativas podem ser delegadas a pessoas de confiança do síndico, e sob a sua inteira responsabilidade, mediante aprovação da assembleia geral dos condôminos, salvo se a convenção dispuser de maneira contrária.

“De acordo com essa corrente de pensamento, se é responsabilidade do síndico fazer essa delegação, ele seria corresponsável, caso a administradora escolhida provoque algum dano ou prejuízo ao condomínio. Isso é bastante questionável, mas essa é uma posição doutrinária”, afirma Manhães Almeida.

Contratação atípica – O problema na contratação entre administradora e condomínio, segundo ele, é que não existem princípios e regras estabelecidos em um dispositivo legal.

“Por exemplo, se formos fazer um contrato de locação, temos a Lei 8.245. Se formos faz um contrato de incorporação imobiliária, está tudo lá na Lei 4.591. Assim, quando se tem contratos típicos, com todas as suas regras bem definidas em textos de lei, resta somente saber a sua aplicação em caso concreto face a esse dispositivo legal.”

Trata-se, de acordo com o especialista da OAB/SP, de um contrato complexo. “É um contrato de prestação de serviços que envolve diferentes atividades de caráter consultivo, operacional e econômico, que interagem e se complementam, potencializando, por conseguinte, o resultado dos trabalhos realizados. Aí reside, a meu ver, o grande sucesso de uma boa administradora, aquela que sabe exatamente potencializar a conjugação desses três interessantes aspectos de atividades.”

“O artigo 594 do Código Civil estabelece que toda espécie de serviço ou trabalho material ou imaterial pode ser contratado mediante combinação, sendo extremamente importante a fixação do escopo do trabalho no contrato de administração condominial”, adverte Manhães Almeida, explicando:

“E por que é fundamental que se fixe com muita cautela o escopo de trabalho? Porque, pelo artigo 601 do mesmo Código Civil não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado trabalho, entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas forças e condições.”

Detalhamento é fundamental

A observância a esse artigo na elaboração do contrato, no entender do especialista, é fundamental para que a administradora não tenha prejuízos futuros.

“Prestar serviço só se preocupando com o valor da taxa de remuneração, sem um detalhamento contratual das suas atribuições, é aceitar o artigo 601 e, depois, se tiver algum problema não poder negar a assistência que o condomínio estará exigindo e nem a reparação que poderá exigir, porque simplesmente permitiu que sua atividade se estendesse a qualquer serviço compatível com suas forças e condições.”

Fonte: iCondominial

Artigo de opinião: A responsabilidade de administrar condomínios

Os síndicos e os participantes do conselho gestor, seja no processo de autogestão ou por contrato com uma administradora,  devem sempre ter absoluta consciência de que administrar um condomínio significa imensa responsabilidade. Afinal, está em jogo a segurança dos moradores, no caso de empreendimento residencial, e dos trabalhadores ocupantes de conjuntos comerciais, bem como o seu conforto, mobilidade, salubridade do ambiente, integridade física das pessoas e instalações e outros aspectos importantes para a qualidade da vida.

Considerados tais pressupostos, é necessária atenção constante com vários itens a serem inspecionados. Desde a simples troca de lâmpadas queimadas, até alguns preceitos essenciais para se evitarem problemas e riscos: prevenção e proteção contra incêndios; cuidado com as marquises; atenção constante com a estrutura da edificação; manutenção periódica dos elevadores; verificação permanente da existência de vazamentos e infiltrações; e dedetização anual contra insetos, inclusive o cupim, cuja proliferação pode comprometer até mesmo o concreto.

  No tocante à prevenção e proteção contra incêndio, é importante manter em dia os extintores, criar, treinar e reciclar sempre uma brigada apta a enfrentar essas situações. É recomendável, ainda, solicitar uma vistoria ao Corpo de Bombeiros sempre que modificações e reformas forem realizadas. Nesses casos, devem ser analisados o sistema hidráulico, iluminação, saídas de emergências, estruturas de proteção e a mobilidade, caso a reforma tenha alterado entradas e saídas de pedestres e de automóveis.

As marquises dos prédios também devem ser inspecionadas regularmente. A manutenção e a conservação das fachadas devem ser sempre orientadas por um engenheiro. É necessário observar a legislação de cada município com relação à periodicidade e o órgão da prefeitura ao qual o laudo estrutural deve ser entregue.

Ainda com relação à estrutura do edifício há algo absolutamente prioritário: nenhuma reforma de andar, sala comercial ou apartamento residencial, bem como em garagens e áreas comuns, deve ser feita sem a orientação e autorização de um engenheiro, a partir de análise feita na planta estrutural da obra. Alterações em paredes e colunas feitas à revelia desse procedimento podem provocar grandes problemas, inclusive desabamentos, como já tem ocorrido.

Outra recomendação significativa refere-se à sinalização interna, independentemente do porte do empreendimento, seja ele vertical ou horizontal, residencial ou comercial. Em todos os casos é essencial que todos os ocupantes fixos e os visitantes possam identificar com rapidez e clareza as portarias normais e eventuais saídas de emergência, entradas e saídas de garagens, locais de acesso às escadas e aos elevadores, localização de extintores de incêndio e mangueiras. Em empreendimentos de maior porte, como o Cetenco Plaza Torre Norte, também é aconselhável placas sinalizadoras que orientem a locomoção dos visitantes. Isso facilita muito o fluxo de pessoas, principalmente em prédios comerciais com grande movimentação de pessoas.

O controle do acesso de visitantes, obviamente proporcional ao porte do condomínio, é outro item que merece muita atenção, considerando o crescente risco de “arrastões” em edifícios. É sempre recomendável recorrer à tecnologia do controle de acesso, ter câmeras estrategicamente distribuídas nas entradas, elevadores, garagens e áreas comuns, de preferência com a alternativa de gravação das imagens. É importante que becape das imagens fique guardado em outro local, fora do condomínio, possibilitando a consulta mesmo em caso de danos aos equipamentos e arquivos.

É decisivo, ainda, que os funcionários do condomínio sejam  treinados para operar os sistemas, orientar ocupantes e visitantes, controlar o acesso de pessoas e capacitados a enfrentar emergências. Moradores ou trabalhadores, no caso de conjuntos comerciais, devem conhecer as regras e procedimentos, de modo que saibam como proceder em qualquer situação. A boa gestão é crucial para se evitarem problemas, o bom funcionamento dos equipamentos, a melhor convivência das pessoas, preservação e valorização do imóvel.

Fonte: Jornal do Síndico

Moradores temem corte de água em condomínio por contas atrasadas

Dinheiro foi entregue à administradora, mas não chegou à Sabesp.
Dados apontam que atrasos ocorrem há 5 meses; dívida chega a R$ 5,3 mil.

Problemas com o pagamento da conta de água em um conjunto habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), em Itapetininga (SP), resultou em ação na justiça. Os moradores contam que pagaram a conta para uma empresa terceirizada contratada pela administração do condomínio, mesmo assim, correm o risco de ter o abastecimento cortado. É que essa empresa não teria feito o repasse do dinheiro para a Sabesp, concessionária responsável pelo serviço de água e esgoto na cidade.

A notícia de que o corte de água poderá ser feito a qualquer momento trouxe revolta aos moradores. A pensionista Eunice de Oliveira Machado está indignada. Com os comprovantes dos pagamentos feitos a administradora, ela cobra uma solução. Segundo ela, nem o sindicato e nem a terceirizada prestam esclarecimentos.

“Por que tinha essa assessoria por trás e por que o sindicato não esclarece para nós o que está acontecendo? Nem a empresa esclarece. Eles dizem que estão pagando e que vai demorar a cair. Ficamos ‘enrolando’ a gente. Nosso medo é que acabemos sem água”, protesta.

Moradores têm os comprovantes de pagamentos feitos à administradora (Foto: Reprodução / TV TEM)

Moradores têm os comprovantes de pagamentos feitos à administradora (Foto: Reprodução/TV TEM)

Ainda de acordo com os moradores, o valor da divida é de R$ 5.334 referente à falta de pagamento do consumo de água dos últimos cinco meses. A informação da Sabesp é de que o dinheiro não foi repassado.

O pensionista Cláudio Henrique Pires conta que ao procurar a Sabesp, a solução apresentada foi que os condôminos dividissem a dívida. “Disseram que a solução era fazer um acordo entre os 32 apartamentos e dividir a dívida para todos. Mas isso não é justo. É a mesma coisa que você comprar uma coisa na loja e pagar, mas depois a loja cobra de você de novo. Ninguém aqui tem dinheiro sobrando. Ninguém ganha bem para ficar pagando duas vezes a mesma conta”, reclama.

O vendedor Tiago Carneiro conta que já tentou entrar em contato com os responsáveis, mas não conseguiu nenhuma resposta. “O escritório está abandonado há sete meses. Quando a gente liga lá, falam que vão resolver a situação, mas até agora nada”, afirma.

Por telefone, o advogado da empresa que presta assessoria disse que a divida foi deixada por subsíndicos do condomínio. Eles não teriam feito o pagamento por motivo desconhecido. Segundo ele, o caso já está na justiça e eles aguardam decisão do juiz para tomar providências.

A equipe de reportagem tentou contato com o síndico do condomínio diversas vezes, mas ele não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Fonte: G1

Curso busca orientar síndicos e zeladores

Com o agravamento da crise no abastecimento de água no Estado de São Paulo, uma iniciativa adotada em junho pela Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic) pode estar contribuindo para o uso racional da água por síndicos e zeladores nos edifícios. Segundo a entidade, o curso de Pesquisa de Vazamento e Uso Racional da Água, que já capacitou cerca de 400 profissionais, tem conscientizado as pessoas quanto ao consumo e as dificuldades do abastecimento. As técnicas simples e objetivas sobre detecção de vazamentos em instalações hidráulicas, equipamentos economizadores e dicas para economia são também ensinadas durante o treinamento.

O engenheiro e diretor de Relações Institucionais da Aabic, Eduardo Zangari, destacou a importância do curso e do investimento na qualidade de mão de obra dos condomínios. “Existem muitas alternativas para fazer o uso racional da água, como a prática do reuso, tratamento de esgoto, medidores individualizados, mas, para um empreendimento atender todos esses recursos disponíveis, o treinamento é fundamental”, ressaltou.

Zangari afirmou que para qualquer alternativa adotada, é preciso informação e gestão. “Com o controle do uso da água, é possível saber se o consumo sai do padrão e identificar ainda se há vazamento nas unidades (apartamentos). E, a partir desses conhecimentos, a economia será mais efetiva”, alertou. A entidade, que conta com profissionais da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) para dar as orientações, também sugeriu que as administradoras estejam sempre envolvidas em campanhas, incentivando a economia de água nos condomínios.

Fonte Folha do Condomínio

Estrelinhas

Síndico mirim

Um condomínio de Londrina, no Norte do Paraná, resolveu criar uma comissão de síndicos mirins para incluir as crianças nas discussões importantes do prédio e evitar problemas. Há cerca de dois meses, João Pedro Gomes, de 9 anos, é o representante oficial da criançada no Condomínio Garden Catuaí, na região sul. Eleito em assembleia geral, ele tem agora entre suas atribuições diárias fiscalizar a obediência às normas internas. Há ainda um “conselho mirim”, que tem se dedicado a visitar os 228 apartamentos do condomínio para explicar a importância da separação do lixo (foto).

Indisciplina

A síndica Dayane Crepaldi conta que a ideia foi motivada pela indisciplina das crianças. “Tínhamos um problema sério de falta de respeito ao estatuto do prédio. Para tentar estimular o senso de responsabilidade dessas crianças, busquei inspiração em experiências que já tinha visto na internet”, explica. Segundo o síndico profissional Édson Geraldo, iniciativas semelhantes já foram implantadas em São Paulo, Santos e no Rio de Janeiro. Você conhece alguma experiência parecida? Escreva para entrelinhas@gazetadopovo.com.br.

Alô, alô… responde!

No último domingo, a central telefônica da Polícia Militar do Paraná em Curitiba ficou fora do ar por mais de uma hora por causa da forte chuva. Uma fonte interna diz que a população ficou impossibilitada de registrar ocorrências durante esse período. O temporal de sexta-feira já tinha deixado consequências ruins. Parte dos policiais militares não conseguiu usar durante a noite o sistema de radiocomunicação. Como o sistema ainda é analógico, o temporal derrubou o sinal. Em Curitiba, apenas o 13º Batalhão usa o modelo de comunicação digitalizado.

Outros canais

Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa da PM confirmou que houve queda do sistema telefônico no domingo, mas negou que o problema tenha prejudicado o atendimento à população. Algumas ligações entravam no sistema da PM, outras tinham de ser feitas algumas vezes até serem atendidas. Ainda conforme a assessoria, policiais utilizaram outros canais para manter a comunicação da corporação, como celular e rádio.

Falta de respeito

Leitor encaminhou e-mail à coluna para registrar sua indignação com a maneira como um ­­­usuário de ônibus é tratado na linha Alcidez Munhoz/Jardim Botânico. “Nossos motoristas costumam ser bastante educados e pacientes, mas há um morador que é sempre alvo de piadas – tanto de alguns motoristas quanto de passageiros –, devido ao fato de exalar um cheiro muito forte. Não o conheço, mas é um senhor que anda com bastante dificuldade e quase sempre está com a mesma roupa, o que me dá a impressão de que não tem quem cuide dele”, descreve. Segundo o leitor, alguns motoristas abrem as portas do fundo do veículo para o passageiro entrar e já houve caso de um condutor que, ao vê-lo, não parou no ponto.

Colaborou: Tatiane Salvatico

Fonte Gazeta do Povo

 

Condomínios e Administração

Por: ** Daphnis Citti de Lauro

Existem inúmeras administradoras no mercado. E, como em tudo, há as boas e as não muito boas. É importante não se impressionar com o seu tamanho nem com o tempo que atuam. Ser grande ou existir há muito tempo não significa, necessariamente, ser a melhor. Às vezes é o contrário. Uma administradora muito grande não tem condições de cuidar com a devida atenção de um condomínio e também pode não dar muita importância, porque perde um prédio hoje, consegue outro amanhã. Não lhe fará falta.

É importante visitar a administradora, conhecer seus sócios, fazer ficha cadastral para saber a existência de ações judiciais propostas contra ela.

O artigo 1.348 do Código Civil, no parágrafo segundo, diz que “O síndico pode transferir a outrem, total ou parcialmente, os poderes de representação ou as funções administrativas, mediante aprovação da assembleia, salvo disposição em contrário da convenção”.

Portanto, essa escolha é de responsabilidade só do síndico. Como é ele quem está transferindo as suas funções administrativas a uma administradora de condomínio, deve saber a quem está transferindo e tomar todos os cuidados com a escolha.

A lei anterior, 4.591/64, que regulava os condomínios, dizia expressamente que o síndico podia transferir as funções administrativas “sob sua inteira responsabilidade”.

É muito importante que o síndico contrate uma administradora de condomínios ao invés de administrar ele próprio (o que se denomina auto administração), porque ao contrário do que se pensa não sai mais barato e as exigências atuais são de tal monta, que somente uma empresa especializada pode administrar corretamente um condomínio.

Para saber se a administradora tem credibilidade, deve pedir a relação dos prédios que administra e conversar com os síndicos, para saber se estão contentes.

Com relação a valores, é comum consultar ao menos três administradoras. O primeiro cuidado que se deve tomar é se ela é competente e honesta. Depois vem o preço. Não deve ser contratada a que cobrar mais, mas também não se deve levar em conta somente o valor da taxa de administração, porque como se diz, se o milagre é muito, até o santo desconfia.

O valor da taxa de administração pode ser fixo com reajuste anual, ou uma porcentagem sobre o rateio da verba ordinária.

Importante observar que o trabalho de administrar um condomínio é grande e costuma, infelizmente, ser subestimado pelos condôminos. Antes, a taxa de administração equivalia ao salário de um zelador. Hoje, muitas vezes equivale ao salário de um porteiro ou faxineiro.

Tendo o síndico tomado todas as cautelas para escolher a administradora, deve, antes de assinar o contrato de administração, analisar criteriosamente as suas cláusulas, inclusive, a que diz respeito à rescisão contratual. Como se trata de uma relação de confiança, o normal é que, não querendo mais continuar com a administradora, notifique-a com antecedência de até sessenta dias, prazo normal para que prepare tudo para passar à outra administradora. Não devem ser aceitas cláusulas que dificultam a rescisão impondo multas exorbitantes ou prazos longos.

** Daphnis Citti de Lauro é advogado e autor do livro “Condomínio: Conheça Seus Problemas”. Sócio da Advocacia Daphnis Citti de Lauro e da Citti Assessoria Imobiliária ( dclauro@aasp.org.br ).

Fonte: Folha do Condomínio

Relação de confiança

Síndico deve apostar em administradora que alie tecnologia e sustentabilidade.

Por Hubert Gebara *

Um ótimo começo para o sucesso na gestão do síndico é escolher uma boa administradora.  Ela  é fator de economia. Está apta a fazer a previsão orçamentária com  melhores contratos,  negociação com empresas terceirizadas e  controle do gastos.
Para o síndico, é indispensável delegar as funções administrativas a uma empresa merecedora de confiança. Depois de pesquisar acuradamente, ele deve escolher a administradora “completa”. O que é isso? É aquela que tem os departamentos necessários a uma boa gestão – e  que não são poucos -,  referência qualificada e um sistema de controle e prestação de contas ágil e transparente. A posição financeira de cada condomínio deve ser disponibilizada até duas vezes por dia, via internet.
Na hora da contratação, o síndico deve considerar o tempo de atuação e a experiência da administradora no mercado.  Filiação ao Secovi é um ponto a ser considerado. Deve solicitar referências bancárias e cadastro completo da empresa e seus sócios. Administração de condomínios exige hoje  um sistema hi-tech. É bom conhecer o grau de tecnologia utilizada.
É bom ainda analisar o plus. Algumas das melhores administradoras do mercado oferecem  projetos de coleta seletiva de lixo, concièrge, estudos de captação e reuso de águas pluviais, captação de energia solar e outras facilidades que fazem hoje parte o dia-a-dia de muitos condomínios. Algumas poucas estão fazendo reciclagem  de óleo de cozinha, evitando  que o óleo utilizado nas frituras seja entornado na pia e  obstrua a tubulação. Essa coleta transforma o óleo de cozinha usado em biodiesel.
A postura verde não é um modismo. É uma tendência atualmente muito forte no mercado imobiliário e os condomínios estão no olho dessa tendência. Já se sabe  que imóveis “sustentáveis” têm  maior valor de mercado. E as taxas de condomínio podem cair de forma relevante com a adoção dessas práticas.
O trabalho da administradora deve começar antes da instalação do condomínio. Se a construtora contratar a consultoria da administradora desde o projeto, fica mais fácil  prevenir custos  em decorrência do correto  posicionamento de guaritas, altura dos muros, detalhes de iluminação, espaços para armazenar material reciclável  e outros itens.  Quando o condomínio já foi instalado, fica mais difícil – e mais caro – cuidar de todas essas questões.
(*)
Hubert Gebara é vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, presidente eleito da Fiabci Brasil  e diretor do Grupo Hubert.
Fonte: SindicoNet

Certificação para administradoras

Novos e melhores processos, serviços e mão de obra mais qualificada para o setor de administração imobiliária. A Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) e administradoras cariocas deram o pontapé inicial no Programa de Autorregulamentação da Atividade de Administração Condominial, Procondo.

O Programa tem como base a criação de uma certificação para as empresas que aderirem e a adoção de um código de conduta, com o objetivo fomentar o desenvolvimento do setor e aumentar a qualidade dos serviços aos clientes.

A certificação será obtida pelas empresas que atenderem exigências mínimas definidas pelo Bureau Veritas Certificacion. Da lista de verificação da auditoria fazem parte questões que envolvem a gestão financeira, administrativa, tributária, de contratos, de recursos humanos e de assuntos jurídicos das empresas.

“A certificação terá validade de três anos e a candidata deverá somar 158 questões atendidas, a partir da análise de documentos, de entrevistas e de observações sobre a sua infraestrutura de atendimento”, detalhou Leonardo Correia, gerente comercial do Bureau Veritas Certificacion.

Para a presidente da Abadi, Deborah O’Dena Mendonça,  a intenção é que o Procondo represente a oferta de parâmetros que orientem as empresas a atender melhor os anseios da sociedade.

“O bom exercício de nossa atividade é benéfica para todos, pois nosso setor está ligado ao bem-estar das pessoas”, afirmou.

Satisfação para o cliente – Deborah acrescentou que o Procondo já conta com a adesão de 12 administradoras e que quer ver mais empresas envolvidas. Quem não conseguir alcançar os quesitos mínimos, será bem-vindo depois de se adequar.

“O objetivo é a valorização da atividade de administração imobiliária e para isto é preciso investimento na qualidade do atendimento prestado aos clientes, para aumentar a sua satisfação”, completou.

O código de conduta já foi detalhado, assim como os processos para a certificação. Também já foram feitas duas auditorias pilotos com duas empresas voluntárias. A expectativa é de que até o final do ano o programa esteja oficialmente auditando as empresas do setor. Quem participou do projeto piloto só tem elogios. “Ao rever processos, descobrimos que podemos melhorar”, enfatizou Luís Carlos Bulhões de Carvalho.

Segundo Deborah, o site do Procondo, onde as empresas poderão se cadastrar, deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2014.  Por enquanto, as empresas associadas poderão obter mais informações no site da Abadi, http://www.abadi.com.br.

Fonte: iCondominial

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